viver de renda

No Brasil, poupar para a aposentadoria é um mal extremamente necessário. Afinal, os benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) são muito baixos, quando comparados com o custo de vida no país. Como apenas uma parcela mínima da população irá receber uma quantia que permita uma vida tranquila na aposentadoria. cada vez mais gente vive até perto dos 100 anos de idade. Por conta dos avanços da medicina, investir corretamente, desde cedo, se tornou algo obrigatório para as pessoas poderem desfrutar da terceira idade com conforto. Contudo, viva de renda! É para poucos, por isso, a melhor alternativa é planejar-se!

É comum que os jovens, na casa dos 20 anos, pensem que não precisam se preocupar com a aposentadoria. Afinal, ela está muito distante de sua realidade neste momento. Porém, é importante que essas pessoas se conscientizem que, quanto mais cedo elas começarem a poupar dinheiro para investir pensando no futuro, menos elas irão precisar guardar mensalmente. Em suma, mais cedo elas irão conseguir se aposentar e mais recursos elas conseguirão para poderem passar o resto da vida curtindo o que ela tem de melhor.

O primeiro passo para que as pessoas consigam fazer isso é tirar da cabeça o seguinte pensamento, que é comum escutarmos: “eu tenho que aproveitar e gastar todo o dinheiro agora que tenho saúde e disposição. Afinal, para que ter dinheiro depois que eu me tornar um idoso?”. Esse pensamento, apesar de parecer que faz algum sentido, é extremamente equivocado. Afinal, com planejamento, não é preciso escolher entre aproveitar o hoje ou o amanhã. Pois se torna possível desfrutar de todas as fases da vida com abundância.

Viva de renda, porém planeje-se

Sem falar que a grande maioria das pessoas que gasta seus recursos como se não houvesse amanhã se arrepende no futuro. Afinal, não existe nada mais degradante e depressivo do que chegar na terceira idade e passar a depender dos filhos. Vivendo no limite e sem poder fazer uma grande viagem ou comprar aquela casa na praia, por exemplo.

Para entender melhor, vale imaginar a seguinte situação: a pessoa se aposenta aos 65 anos e vive até os 100, por exemplo. Esse período de 35 anos é uma vida que geralmente não pode ser sustentada por um benefício de R$ 1.000 por mês do INSS. Não sem a ajuda dos filhos. Vale lembrar ainda que, nesta idade, o seguro de saúde é muito mais caro e já vai comprometer grande parte desta pequena renda.

Desesperador, não? Pois é. Então não importa a idade – se 20, 30, 40 ou 50 anos. Quem ainda não começou a se preparar para a aposentadoria, deve começar agora mesmo. Quanto mais jovem, mais fácil será essa jornada e mais tranquila a aposentadoria, obviamente. Mas, isso não significa que alguém de 50 anos que ainda não começou a se preparar não irá conseguir salvar seu futuro. Será necessário muito mais dedicação e economia, mas sempre é possível. Entendendo a importância disso e acreditando que sempre é possível alcançar um objetivo. Quando este é buscado com afinco fica fácil começar a jornada que irá garantir a aposentadoria dos sonhos.

 

Vivendo de renda na prática

Em primeiro lugar, para viver como uma pessoa rica, é preciso, primeiramente, produzir como uma pessoa rica. Essa é a lição número um. Se uma determinada pessoa produz como pobre, ou alguém de classe média, e consome como rico ou milionário, o planejamento financeiro já está errado e ela nunca irá conseguir economizar o dinheiro necessário para um dia conseguir viver de renda e garantir a aposentadoria.

Na teoria é fácil, mas, e como aplicar isso na prática? Na verdade, só entender a teoria já é um passo importantíssimo e que tem reflexo direto na prática, afinal, quem entende esse conceito e se conscientiza começa a consumir de forma equivalente ao que produz, o que permite economizar o dinheiro necessário para garantir a aposentadoria. Agora o que falta é: quanto poupar e como (e onde) investir o que foi guardado?

A quantidade a ser guardada vai depender, é claro, de quanto a pessoa quer ganhar de renda na aposentadoria, quando ela quer se aposentar e com que idade irá começar a economia.

A conta é complexa, mas um bom percentual é guardar 15% do total de recursos recebidos todos os meses. É totalmente plausível, com um bom planejamento, economizar essa quantia, então. Caso isso não esteja sendo possível, é importante reavaliar os gastos, cortar supérfluos e reorganizar as contas a pagar.

Como fazer

O correto é conseguir separar 55% de tudo que ganha para quitar todas as contas mensais, como água, luz, telefone, celular, internet, TV a cabo, aluguel, condomínio, alimentação, etc. Todos os gastos fixos mensais devem caber dentro desses 55%. Caso não esteja cabendo, ao invés de comprometer um percentual maior do orçamento, vale pensar em cortar alguns gastos fixos, dos mais supérfluos para os mais obrigatórios, obviamente. Como, por exemplo, diminuir a velocidade da internet (caso o trabalho não dependa disso), economizar mais na energia e na água ou até cortar a TV a cabo enquanto a renda não aumente. Ou seja, permitindo que essa despesa supérflua seja recontratada mais adiante.

Com isso claro e sendo seguido, outros 30% dos recursos podem ser separados para gastos supérfluos (porém necessários), como passeios (restaurantes, bares, cinemas, etc.) e compras (roupas, coisas para casa, presentes, etc.). Essa quantia também nunca deve ser ultrapassada, apesar de ser mais difícil ainda de ser controlada do que a dos gastos mensais, principalmente para os mais consumistas. Os 15% restantes devem ser poupados rigorosamente todos os meses de forma que, dentro de alguns anos, já seja possível parar de trabalhar e viver de renda. Muitas tentações do consumo aparecerão pelo caminho, mas é preciso resistir, evitando aumentos principalmente dos gastos fixos mensais.

Agora que você já sabe como dividir seu ganho mensal, basta começar a investir. A gama de produtos é enorme e, por conta da elevada taxa de juros de nosso país, os títulos de renda fixa, como CDBs, LCAa, LCIs, LCs e Debêntures, estão pagando rentabilidades altíssimas, que podem chegar a até 20% ao ano.

Considerações finais

Além dos títulos privados, os títulos públicos, do Tesouro Direto, também podem ser uma boa pedida. Uma boa dica para a aposentadoria, é, por exemplo, comprar uma NTN-B 2050, que é um título do Tesouro indexado ao IPCA, por semestre. Quem tem 20 anos hoje, por exemplo, e comprar um papel desse a cada seis meses, até chegar sua data de vencimento, vai conseguir se aposentar com uma renda muito superior à do INSS. Com isso, terá que abrir mão de apenas 2.500 reais a cada meio ano.

É muito inconclusivo calcular a quantia exata que será sacada no futuro com essa estratégia. Pois não tem como prever qual vai ser a inflação dos próximos 35 anos. Mas um título de R$ 2.500 adquirido hoje, com a atual taxa pré + IPCA, irá valer R$ 1,2 milhão no vencimento, já líquido de IR e taxas. Se um desse for comprado a cada seis meses, levando em consideração a atual taxa pré e IPCA. Então, você irá ter R$ 16 milhões em 2050, já líquido de IR e taxas. É, parece que com essa quantia dá para viver tranquilamente o resto da vida. E, se for bem aplicada, ainda é possível deixar uma vida confortável para os filhos e netos, não é mesmo.

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