mulher com caneta na mão avaliando como declarar investimentos do jeito certo

É muito comum, para quem começa a investir, surgir a seguinte dúvida: como devo declarar meus investimentos no Imposto de Renda? Ou seja, o medo de ter problemas com a Receita Federal e cair na malha fina é extremamente plausível e, por conta disso, é aconselhável se informar sobre como isso deve ser feito adequadamente para evitar dores de cabeça futuras, por conta de algo tão simples.

A maioria dos investimentos tem o seu imposto descontado na fonte, na hora do resgate ou do vencimento, ou seja, não é preciso se preocupar em paga-lo. No entanto, mesmo assim é preciso constar a aplicação na declaração de IR. Isso vale para fundos de investimento, títulos de renda fixa, COE e previdência.

Já no mercado de renda variável o investidor deve ficar ainda mais atento, pois além de constar na declaração, o investidor deve pagar o IR de ações e outros ativos desta natureza por meio de uma DARF, e, claro, sempre de olho nas regras de isenção e compensação de perdas.

Para aplicações cujo valor movimentado após a venda tenha sido inferior a R$ 20 mil, o IR é isento. Além disso, a cada operação que o investidor teve prejuízo, este pode ser compensado no IR de uma operação com lucro, desde que seja respeitada a regra de operação da mesma classe (day trade com day trade e swing trade com swing trade). A alíquota é de 15% em operação de mais de um dia e de 20% para day trade.
Confira a seguir as regras parar declarar seus investimentos de maneira correta:

Fundos de investimento

Alíquota de IR: tabela regressiva de 22,5% a 15% sobre o lucro;
Onde informar: no campo Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva ou Definitiva, na linha 6.

Fundos de Ações

Alíquota de IR: 15% sobre o lucro;
Onde informar: no campo Demonstrativo de Renda Variável.

Tesouro Direto (Títulos Públicos)

Alíquota de IR: tabela regressiva de 22,5% a 15%;
Onde informar: no campo Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva ou Definitiva, na linha 6.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Alíquota de IR: tabela regressiva de 22,5% a 15%;
Onde informar: campo Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva ou Definitiva, na linha 6.

Previdência Privada VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)

Alíquota de IR: a tributação poderá ser progressiva ou regressiva e incidirá sobre os rendimentos.
Onde informar: campo Bens e Direitos, código 97.

Previdência Privada PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)

Alíquota de IR: a tributação poderá ser progressiva ou regressiva e incidirá sobre o valor total.
Onde informar: campo Pagamentos Efetuados, código 36 (Previdência Complementar).

Finalmente, as regras não são tão complicadas e podem evitar muitos problemas no futuro, então é importante que todos os investidores se atentem a elas e declarem suas aplicações da maneira correta, para desfrutar de suas rentabilidades sem nenhum ônus posterior.