diversificar
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Saber diversificar os investimentos é algo crucial para que a rentabilidade aumente e o risco da carteira diminua. Manter todos os ovos em uma cesta pode ser muito perigoso, afinal, cada aplicação tem seu risco, seja de crédito, liquidez ou mercado, então se tudo estiver em um lugar só, qualquer problema que der pode trazer um grande prejuízo.

Em primeiro lugar, é importante entender cada tipo de risco e saber quais estão presentes em cada aplicação antes de começar a diversificar. 

O risco de crédito representa o risco de a empresa emissora do papel não conseguir honrar o pagamento aos investidores e está presente em títulos de crédito privado. Como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e Debêntures, e em títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), LCIs (Letras de Crédito Imobiliárias), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), LCs (Letras de Câmbio) e etc.

Liquidez

Já o de liquidez representa o risco de não ter comprador para o seu papel no mercado secundário e está muito presente em CRIs, CRAs, Debêntures e ações.

Por fim, o risco de mercado é representado pela flutuação de preços de um título e é fortemente encontrado principalmente no mercado de renda variável e em títulos públicos e títulos de crédito privado que são vendidos antes do vencimento. Por conta da variação do PU.

Sendo assim, sabendo dos tipos de risco e quais aplicações têm cada um deles, fica mais fácil de montar uma carteira com riscos diversificados. Pra diminuir a perda de capital no caso da consolidação de algum deles, o que é algo muito comum.

Outra coisa importante na hora de montar uma carteira é escolher as aplicações e a diversificação de acordo com o perfil de investidor. São três os tipos: conservador, moderado e arrojado (ou agressivo). Vale lembrar que, independente do perfil, sempre é importante diversificar.

Renda Fixa

Um investidor conservador deve manter 100% de seu capital em renda fixa, mas dividido em vários títulos, públicos e privados. A estratégia é alocar no máximo R$ 200 mil em cada CDB, LCI ou LCA. Por exemplo, pra nunca ultrapassar o limite do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil, que é exatamente uma proteção contra o risco de crédito.

Já o investidor moderado pode dividir o capital em títulos emitidos por instituições financeiras, assim como o investidor conservador. Mas alocar uma parte do capital em títulos privados que não tem a proteção do FGC, portanto têm mais risco, mas oferecem rentabilidades muito superiores.

Por fim, os investidores arrojados já podem montar uma posição em renda variável (no máximo 40%). Diversificando em vários setores da bolsa, e o restante em títulos públicos e privados.

A diversificação é extremamente importante para a proteção do capital e potencialização de retornos. Então lembre-se de nunca concentrar seu capital em uma aplicação só, independente da quantidade.