ensinar sobre dinheiro para os filhos

Quando um pai e uma mãe seguram o seu bebê pela primeira vez, tudo muda para sempre em suas vidas. Aquele pequeno ser passa a ser a coisa mais importante do mundo para eles e a vida de ambos passa a ser dedicada a fazer com que aquela criança se torne alguém especial, feliz e com um futuro próspero. Saiba como ensinar sobre dinheiro para os seus filhos:

Saúde e felicidade são duas das variáveis mais importantes da vida, e, por coincidência ou não, ambas estão muito ligadas a outra variável que depende muito do nosso próprio esforço: dinheiro. A falta dele é capaz de acabar com a saúde física e psicológica de uma pessoa. Assim como sua abundância, se bem utilizada, pode garantir uma vida feliz e saudável. No entanto, algo que poucos sabem, é que os pais podem ter muita influência nessa relação. Se um adulto hoje não sabe lidar com o dinheiro, não poupa nada, gasta tudo que ganha e está sempre com dívidas, a culpa pode ter sido dos país, lá no passado.

Cenário Nacional

O Brasil, diferente de muitos países desenvolvidos, não tem uma cultura de educação financeira nas escolas. Pessoas que estudam nos melhores colégios, nas melhores faculdades e se tornam profissionais bem sucedidos, muitas vezes não sabem poupar e nem onde investir para fazer o dinheiro render para garantir uma aposentadoria tranquila sem depender do governo. E isso acontece por falta de inteligência? De forma alguma, afinal, como foi dito acima, essa pessoa é bem sucedida, é um médico, um advogado, um engenheiro… Mas nunca teve uma aula sequer sobre educação financeira na escola. Assim, por conta deste gap em nossa educação, a responsabilidade dos pais em educar os filhos neste sentido, cresce ainda mais.

Mas, como fazer isso? Para responder essa pergunta, preparamos algumas dicas que irão lhe ajudar a fazer o seu filho criar uma relação saudável com o dinheiro desde pequeno.

Em primeiro lugar, é muito importante que seja criada uma cultura de poupar desde a primeira infância. Dos 4 aos 7 anos, os pais precisam incentivar a criança a guardar moedinhas, independente de seu valor. É importante, já nesta idade, dar a ele de presente um cofrinho, para que ele possa ir colocando suas economias nele.

Assim que o cofrinho ficar cheio, sem caber mais nenhuma moeda, ele pode ser presenteado com um brinquedo, que tal? Mesmo que o valor das moedas que ele juntou não dê para comprar um brinquedo, se os pais esvaziarem o cofrinho e derem, no lugar, um brinquedo (nem que tenham que complementar o dinheiro), a criança já vai ficar com a impressão de que valeu a pena juntar aquelas moedas, pois elas resultaram no brinquedo que ela tanto queria.

Como ensinar sobre dinheiro?

Outra dica para crianças desta idade, é leva-las junto ao supermercado, ensinando-as a fazer as escolhas sempre dos produtos mais importantes para os menos importantes e, dentro deste campo, sempre do mais barato para o mais caro.

Nunca compre tudo que o seu filho pedir, mesmo que o seu dinheiro possa comprar. Já se a família estiver sem dinheiro, é muito importante não disfarçar e esconder isso das crianças. O melhor a fazer é ser sincero com elas, mostrando que quando o dinheiro está curto é preciso economizar, pois assim, elas irão perceber que quanto mais ganhamos e juntamos, mais podemos usufruir, e quando a situação está difícil, é necessário conter os gastos.

A próxima fase da criança começa aos 8 anos e vai até os 15. Com essa idade, os pais já podem começar a dar uma pequena mesada para que ela comece a aprender a administrar sozinha o próprio dinheiro. Aos 8 anos, de R$ 10 a R$ 15 por semana é suficiente. Já a partir dos 12 anos até os 15, esse valor já pode variar entre R$ 20 e R$ 25 por semana. Vale lembrar que, independente de quanto os pais tenham, é importante nunca dar muito, pois as crianças não podem ficar com a impressão de que existe dinheiro fácil, que cai do céu… A ideia da mesada é apenas para ensinar a criança a começar a administrar bem seu dinheiro.

Outras estratégias para ensinar sobre dinheiro

Outra estratégia interessante para incentivar a criança a poupar a mesada recebida e não gastar tudo que ganhar, é combinar que toda a sobra da mesada no mês. Assim ela irá receber em mesma quantia junto com o benefício do próximo mês. Por exemplo, se ele ganhou R$ 100 no mês de mesada e conseguiu poupar R$ 20, no mês seguinte ele ganha R$ 120. Mas lembre-se de colocar um limite e sempre respeitar o seu próprio bolso, para não prejudicar as contas da casa.

Mostre para o seu filho que é possível realizar um sonho com economia. Se ele quer muito uma bicicleta, não simplesmente dê uma de aniversário. Mas sim mostre pra ele o quanto precisará guardar da mesada por mês para realizar aquele sonho em X meses. Sempre que ele quiser gastar com algo menos importante, lembre-o da meta e avise-o que aquela atitude poderá fazer com que ele demore mais para conseguir a bicicleta posteriormente.

Aos 14 ou 15 anos, já vale sentar uma vez por mês com seu filho para falar sobre o orçamento da casa. Explique que se ele demorar muito no banho, por exemplo, as contas de luz e de água virão mais caras no mês seguinte, e, assim, sobrará menos dinheiro para passeios em família.

Considerações finais

Por fim, a partir dos 16 anos, é extremamente importante que o filho já comece a ganhar o seu próprio dinheiro, nem que seja com um trabalho informal. Incentive-o a trabalhar no shopping ou passear com cachorros, por exemplo. Assim ele irá começar a dar valor ao trabalho. Consequentemente, ao dinheiro ganho com seu suor. E quando ele começar a ganhar, faça com que ele comece a ajudar com algumas despesas da casa. Por menores que sejam, como a conta do celular, por exemplo.

Aproveite também jogos como banco imobiliário, jogo da mesada entre outros.

Seguindo essas dicas, não temos dúvidas de que seu filho será um adulto com uma ótima relação com o dinheiro, o que o fará ser bem sucedido, feliz e saudável. Educação financeira é tudo e, se nossas escolas não dão, cabe a nós assumir esse papel.