certificações
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A enorme responsabilidade de gerir recursos de terceiros ou recomendar aplicações exigem qualificação e aperfeiçoamento constante dos profissionais do mercado financeiro. Não é à toa que muita gente que atua em instituições financeiras possui certificações – algumas obrigatórias para quem exerce determinadas funções e outras, não. Conheça agora as certificações mais importantes do mercado:

CFP

Para quem ajuda os clientes a organizar as finanças ou a investir, o mais indicado é o CFP (Certified Financial Planner). Apesar de entrar na categoria das não obrigatórias, essa certificação atesta que um profissional tem conhecimento técnico para ajudar o cliente a investir, escolher um seguro, tomar um empréstimo, planejar a transmissão de herança ou pagar impostos corretamente. No Brasil, o CFP é concedido pelo IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros).

A prova para obter o certificado é dividida em seis módulos: Fundamentos de Finanças e Análises de Investimentos, Produtos de Investimento, Previdência, Seguros, Planejamento Fiscal e Planejamento Sucessório.

O CFP possui ainda um programa de educação continuada. A cada dois anos, o profissional precisa reafirmar a adesão ao código de ética do instituto, além de comprovar que acumulou créditos com a participação em cursos e palestras ligadas ao planejamento financeiro.

CFA

Uma das certificações mais importantes e difíceis de conseguir é o CFA (Chartered Financial Analyst). Ele habilita o profissional a trabalhar em diversas áreas do mercado financeiro, como bancos de investimento ou casas de análise de ações. Os testes têm como foco a avaliação de empresas (“valuation”, no jargão de mercado). O profissional precisa demonstrar conhecimento para calcular o valor justo de uma companhia – para soltar um relatório de recomendação de compra ou venda de uma ação, para dar sustentação ao valor sugerido para a proposta de compra de uma empresa (laudo de avaliação) ou para ajudar uma companhia interessada em comprar um concorrente a decidir quanto deveria pagar pelo negócio.

As provas são reconhecidas pelo alto grau de complexidade e o certificado chega a ter mais valor no mercado que um MBA de uma instituição renomada no currículo.

Para receber o certificado, é preciso passar por três níveis de exames. Apesar de o exame caro o suficiente para desanimar os despreparados, as taxas de aprovação podem ser inferiores a 40%. O CFA também exige que o profissional esteja sempre atualizado.

CGA

Outro “selo” importante é o CGA (Certificação de Gestores da Anbima), criado em 2009 e obrigatório para profissionais que pretendem trabalhar com a gestão de recursos de terceiros. Sua prova é composta por dois módulos, um focado em “valuation” e outro na gestão de carteiras. Cada módulo possui 60 questões e o candidato precisa acertar pelo menos 70% para ser aprovado.

CNPI

Os profissionais que fazem recomendação de compra ou venda de ações são obrigados tirar a certificação de analista concedida pela Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). Existem três certificados: o CNPI (Certificado Nacional do Profissional de Investimento), que permite a recomendação de ações com base na análise fundamentalista; o CNPI- T (Técnico), para quem faz indicações com base na análise técnica; e o CNPI – P (Pleno), que habilita os profissionais a recomendar ativos com base nos dois tipos de análise.

A prova para receber o CNPI é dividida em dois módulos: conteúdo brasileiro e global, no caso da certificação fundamentalista; e conteúdo brasileiro e técnico, no caso da técnica. Cada prova tem duas horas de duração e pode ser feita no mesmo dia ou em datas diferentes. Todo relatório de recomendação precisa ser assinado por um profissional certificado, que se responsabiliza pelo conteúdo.

Assim como outras certificações, o CNPI também exige um plano de educação continuada. A cada cinco anos, é preciso comprovar presença em palestras, cursos ou eventos ligados à área. Se o profissional não demonstrar à Apimec que fez o processo de educação continuada, terá de fazer uma nova prova para não perder a certificação.

CPA-10, CPA-20

A certificação profissional Anbima Série 10 (CPA-10) é destinada a profissionais que querem trabalhar com comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto ao público investidor em agências bancárias. A grande diferença das certificações série 10 e 20 é que, na segunda, o profissional fica apto a atender também clientes dos segmentos de alta renda, empresas e institucionais. Para ser aprovado no exame, o candidato deve realizar uma prova de certificação e acertar, no mínimo, 70% das questões.

Ancord

Já quem quer exercer a profissão de agente autônomo de investimentos e atuar com a distribuição de investimentos em corretoras ou escritórios afiliados precisa ser aprovado no exame de certificação realizado pela Ancord (Associação Nacional de Corretoras e Distribuidores). A prova contém 80 questões de múltipla escolha que testam o conhecimento do candidato sobre o mercado financeiro, os produtos de investimento e a profissão de agente autônomo. É preciso acertar pelo menos 70% da prova.

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