Cofre com dinheiro dentro, referência a segurança particular dos seus investimentos

Neste artigo vamos explicar um pouco do que se trata a segurança particular dos seus investimentos. Bom, o Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade privada sem fins lucrativos que foi criada em 1995, com a Resolução nº 2.211/95 do CMN (Conselho Monetário Nacional). Isso sob a orientação do governo federal, a fim de proteger os clientes bancários e investidores em renda fixa.

O FGC foi originado do extinto FGDLI (Fundo de Garantia de Depósitos e Letras Imobiliárias). Por meio da reversão de todos os valores de um fundo para o outro e de depósitos do Recheque (Reserva para a Promoção da Estabilidade da Moeda e do Uso do Cheque). Trata-se de um fundo que absorvia as multas dos emitentes de cheque sem provisão de fundos.

Com o FGC, todos aqueles que possuem uma conta corrente ou poupança em um banco ou investem em renda fixa por meio de uma corretora, podem ficar tranquilos. Afinal, em caso de quebra da instituição, o FGC ressarce o dinheiro em valor integral.

Segurança particular: quais investimentos estão protegidos pelo FGC?

Diversos investimentos de renda fixa, além da conta corrente e da poupança, estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito. Um exemplo disso são os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários). Outros exemplos são as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), as LCs (Letras de Câmbio) e as LHs (Letras Hipotecárias).

Em relação ao limite de proteção, que antes era de R$ 70 mil, aumentou recentemente para R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Ou seja, quem tiver R$ 1 milhão em investimentos garantidos pelo FGC. E que também forem distribuídos em cinco bancos ou corretoras diferentes, com R$ 200 mil cada. Estes não precisam se preocupar, pois estará com todo o patrimônio sob a proteção do fundo.

Vale lembrar que, independente de quanto dinheiro o investidor tenha aplicado em títulos protegidos, é importante sempre dividir em blocos de até no máximo R$ 250 mil. Se o valor for ultrapassado e a instituição financeira quebrar, ele poderá perder todo o dinheiro.

De onde vem o dinheiro do FGC?

Mas, e de onde vem esse dinheiro para proteger os investidores? Para a manutenção do Fundo Garantidor de Crédito, as instituições financeiras contribuem com uma pequena parcela de cada depósito realizado. O FGC recolhe 0,0125% do valor de todos os depósitos das empresas filiadas.

Com isso, o montante total arrecadado garante que o fundo tenha recursos para atuar sempre que necessário. Ou seja, em caso de quebras de instituições financeiras.

A garantia do FGC é um grande diferencial para os títulos de renda fixa e é um ponto que sempre deve ser levado em conta pelos investidores, afinal, títulos que não o possuem podem trazer grandes perdas em caso de falência de uma instituição.