juros
juros

Neste mês, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu iniciar um ciclo de afrouxamento monetário, após quatro anos, reduzindo a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano. A queda foi de acordo com a expectativa do mercado, que esperava uma redução de 0,25 ou 0,5 ponto percentual neste início de ciclo, que deve durar por volta de um ano e meio ou dois anos, levando a Selic para cerca de 8%.

O último ciclo de baixa que tivemos foi de julho de 2011 a abril de 2013, quando a Selic foi de 12,5% para a menor taxa histórica, de 7,25% ao ano.

A Taxa Selic, que é definida a cada 45 dias pelo Copom – Comitê formado pelo presidente do Banco Central e seus diretores – é um índice que baliza as taxas de juros cobradas pelos bancos no Brasil e é utilizada pelo Banco Central como um instrumento de política monetária, para controlar a inflação e mantê-la dentro da meta estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Sendo assim, o melhor investimento para se fazer neste momento está entre os títulos cujo PU (Preço Unitário) varia de forma inversamente proporcional à curva futura de juros, como NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B), NTN-Bs Principais (Notas do Tesouro Nacional – Série B Principal), LTNs (Letras do Tesouro Nacional – Série B) e Debêntures.

Receba nosso conteúdo exclusivo

Se cadastre

A curva futura de juros é o que mostra qual que é a percepção ou expectativa do mercado em relação aos nossos juros nos próximos anos. Nossos juros, representado pela Taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano. O mercado tem uma expectativa em relação a essa taxa e quanto ela vai estar em 2017, 2018, 2020, 2022 e assim por diante. Com a situação econômica do país – principalmente com os últimos eventos que vem acontecendo, o andamento do impeachment, a nova equipe econômica formada pelo presidente interino Michel Temer (muito mais amiga do mercado) – o mercado começa a entender que a nossa Taxa Selic nos próximos anos vai poder ser reduzida, pois a nossa inflação também ficará no nível mais aceitável e mais perto da nossa meta de 4,5% ao ano.

Sendo assim, esses papéis já começam a responder em relação a essa curva futura de juros, porque o preço do papel é inversamente proporcional ao juros, ou seja, se os juros sobem, o preço do papel cai. Se os juros caem, o preço do papel sobe. Ou seja, para quem está fora do papel e ainda não comprou, é interessante que os juros subam, pois o preço do papel vai cair e você vai poder adquirir esse papel por um valor mais barato (o que não é o caso neste momento). Mas, para quem já está posicionado no papel ou pretende de posicionar logo, é interessante se os juros começarem a cair nos próximos meses, pois o preço do papel, como é inversamente proporcional, irá se valorizar, que é o que está acontecendo agora.

Ou seja, se você paga R$ 3.000 agora no papel e os juros futuros começam a cair fortemente, como já vêm caindo, esse papel vai subir pra R$ 3200, R$ 3500, R$ 4000 e você, que já tem esse papel, vai poder se desfazer vendendo ele por um preço maior do que o que você comprou. Então além da rentabilidade proporcional ao período que você ficou posicionado no papel, você ainda vai ganhar a variação desse PU. Então é muito importante entender o cenário macro, qual que é a leitura do mercado para os próximos meses em relação à inflação, juros e etc. E você pode negociar esses papéis e se dar bem nesse momento.

Então não fique fora dessa. Compre agora mesmo títulos cujo PU se valoriza com a queda do juros e venda daqui a um ou dois anos com uma valorização muito superior à da rentabilidade prometida para quem segura o papel até o vencimento.

Comentários