Investir
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“Eu estou com uma boa quantia guardada, mas sinto que a cada mês que passa, meu dinheiro vale menos. Será que estou perdendo poder de compra ao investir na poupança?”

É muito comum nós, assessores de investimento, escutarmos uma pergunta como essa de amigos, familiares e conhecidos. E a resposta dela é muito fácil: SIM, a cada dia que passa o seu dinheiro vale menos estando investido na poupança, e a explicação sobre esse fato é muito simples: enquanto a poupança rende 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano mais TR – Taxa Referencial), a inflação (IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo) está em 9,39% ao ano em 12 meses. Ou seja, enquanto a média de preço dos produtos aumenta quase 10% ao ano, o seu dinheiro rende cerca de 7%, Entende como o seu poder de compra está sendo corroído pelo baixo retorno de uma aplicação como a poupança?

Enquanto isso, a nossa Selic, que representa a taxa básica de juros da economia, está em 14,25% ao ano, ou seja, em uma aplicação extremamente conservadora de renda fixa, com o mesmo risco da poupança, essa é a taxa que você irá encontrar. O dobro da poupança.

Agora, com certeza já ficou claro o quão equivocado é deixar os seus recursos na poupança, mas… Onde investir o dinheiro então?

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Existem muitas boas oportunidades no mercado atualmente, devido à nossa elevada taxa de juros. Na plataforma de renda fixa da XP Investimentos, é possível encontrar CDBs pré-fixados pagando até 14,41% ao ano, para um prazo de apenas um ano, CDBs pós-fixados pagando até 116% do CDI e os indexados à inflação para até IPCA + 7,31% ao ano, para um prazo de três anos.

Além dos CDBs, existem boas opções entre as LCs (Letras de Câmbio), que estão pagando até 115% do CDI, e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), pagando até 99% do CDI e com isenção de IR (Imposto de Renda). Todos esses títulos possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para aplicações de até R$ 250 mil por CPF ou instituição financeira.

Já fora do FGC, uma boa opção também são as debêntures, que, apesar de terem um risco razoavelmente mais elevado, têm ótimas rentabilidades, que podem chegar a até IPCA + 9,5% ao ano e com isenção de IR. No entanto, vale lembrar que o investidor deve ficar atento ao rating da empresa emissora da debênture antes de investir, pois se a empresa falir no meio do caminho, o investidor pode tomar um grande prejuízo, dependendo do tipo de garantia oferecido pelo papel.

Entre os títulos privados, essas são as melhores opções, mas ainda é possível encontrar ótimas oportunidades entre os títulos públicos do Tesouro Direto. Os papéis desta modalidade de investimento são divididos em pré-fixados e pós-fixados. Na primeira categoria, podemos encontrar as LTNs (Letras do Tesouro Nacional) e as NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional – Série F). A diferença entre as duas é que enquanto a primeira paga tudo no vencimento ou na venda, a segunda paga cupons semestrais e o restante no vencimento ou na venda.

Já no grupo de pós-fixados, é possível encontrar as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), que são indexadas à taxa Selic; as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B), que são indexadas ao IPCA e pagam cupom semestral; e as NTN-Bs Principais (Notas do Tesouro Nacional – Série B Principal), que também são indexadas ao IPCA, mas pagam o principal e a rentabilidade integralmente no vencimento ou na venda.

O interessante dos papéis do Tesouro Direto é que eles podem ser operados, ou seja, você não precisa esperar até o vencimento como na maioria dos CDBs, LCs, LCIs e LCAs (os com liquidez costumam ter uma rentabilidade muito ruim e que não compensam). Assim, ao investir em um título público, você sempre irá poder contar com a liquidez diária, no entanto, é preciso ficar atento a alguns pontos: em primeiro lugar, nunca os venda antes de 30 dias, pois, caso contrário, irá pagar IOF de acordo com a tabela regressiva. Outro ponto importante é colocar na conta o IR, que também é regressivo, com uma alíquota que vai de 22,5% no máximo para aplicações de 0 a 180 dias, a 15% no mínimo para aplicação acima de 720 dias. Entre 181 e 360 a alíquota é de 20% e entre 361 e 720 dias cai para 17,5%.

Também é preciso ter atenção no movimento da curva futura de juros, pois quando esses papéis são vendidos antes do vencimento, você fica suscetível à flutuação do PU (Preço Unitário), que varia de acordo com os juros futuros. Quando os juros sobem, esses ativos (com exceção da LFT) se desvalorizam, e quando os juros caem, eles se valorizam.

Peça sempre ajuda ao seu assessor antes de tomar qualquer decisão de compra e venda de ativos e conte conosco para sanar qualquer dúvida.

Nos vemos no próximo artigo.

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