cofrinho remendado cheio de dinheiro, poupança não é investimento!

Quando se fala em investimento, a primeira coisa que vem à cabeça da maioria das pessoas é a poupança, no entanto, essa já deixou de ser uma boa opção de investimento já faz algum tempo. Ela tem a sua função e pode ser usada, mas de uma forma bem específica.

Atualmente, a poupança paga 6,17% ao ano mais TR de rendimento nominal. Se descontarmos a inflação, que, segundo dados do IPCA de novembro, divulgados pelo IBGE, está em 6,56% em 12 meses, o rendimento é quase nenhum. Ou seja, as pessoas colocam seu dinheiro na poupança, esperando um retorno, quando, na verdade, além de estarem tendo uma rentabilidade nominal baixíssima. Quando comparada a qualquer outra opção de investimento em renda fixa, como LCI, LCA e títulos do Tesouro Direto, por exemplo, a perda do poder de compra (inflação) pode até ser superior a essa renda recebida.

No entanto, como dito anteriormente, ela tem a sua função, afinal, é 100% líquida, segura e livre de taxas. Assim, deve ser reservada uma parcela mínima do portfólio (de 5% a 10%), para emergências extremamente graves, visto que grande parte dos investimentos não possui um resgate imediato. Porém, é importante ficar claro que essa é a única função deste montante, ou seja, não deve-se contar com o rendimento deste dinheiro investido.

Poupança não é investimento: comparação

Para se ter uma base de comparação, uma NTN-B 2020 paga atualmente 6,28% de taxa real, ou seja, além da inflação. Agora fica mais nítido o quão ruim é a poupança quando comparada a outros investimentos, visto que a rentabilidade nominal da caderneta é inferior à rentabilidade real de um título público. No ano de 2014, este mesmo papel rendeu, nominalmente, 12,24%, contra 6,17% da poupança. A diferença é gritante e isso vale contra qualquer outro investimento de renda fixa.

Diante disso, fica difícil entender o seguinte fato: atualmente, no Brasil, cerca de apenas 20% da população poupa algum dinheiro e, destes, 90% investem na poupança. E fica pior: hoje, o Brasil possui 200,4 milhões de habitantes, sendo que apenas 447.221 investem no Tesouro Direto, segundo dados publicados pelo Tesouro Nacional.

Ou seja, míseros 0,22% da população compra títulos públicos, enquanto cerca de 18% da população têm algum dinheiro na poupança, sendo que essa última remunera bem menos. Como pode? A resposta está na falta de educação financeira.

Já ficou claro que a poupança não é uma boa opção de investimento, apesar de ser muito procurada, por conta da falta de educação financeira. Mas, é comum que os mais leigos fiquem perdidos em meio a tantas outras opções. Então, como saber quais produtos escolher?

Considerações finais

É preciso de muitas informações para dizer onde uma pessoa deve investir. Como o montante inicial a ser aplicado, o montante mensal que ela terá disponível. Ou quais são os objetivos desta pessoa, os seus prazos, seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado), etc.

Portanto, quem não conseguir se identificar no meio de tantas opções, como LCI, LCA, CDB, debêntures, CRI, CRA, Tesouro Direto, LC, entre outras, deve recorrer a um especialista CFP (Certified Financial Planner) para ajudá-lo na alocação dos recursos ou procurar entender mais sobre o assunto, por meio de cursos especializados. Investir em educação financeira é investir no futuro.