tesouro
tesouro

Já se convenceu que a poupança não é um investimento, pois sua rentabilidade não está superando nem mesmo a inflação, mas não sabe onde investir? Tanto papeis do Tesouro Direto quanto títulos privados emitidos por instituições financeiras são ótimas opções conservadoras e bem rentáveis, mas como saber qual é a mais indicada?

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa de compra e venda de títulos públicos para pessoas físicas, proveniente da parceria entre o Tesouro Nacional e a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

O Tesouro Direto nada mais é do que a venda, por parte do governo, de títulos públicos da dívida interna, ou seja, quando as pessoas compram esses papéis, estão emprestando dinheiro para o governo em troca de uma rentabilidade futura, que pode ser prefixada ou pós-fixada.

Para investir, basta abrir uma conta em um banco ou corretora que seja habilitado pelo Tesouro Direto e fazer o cadastro no sistema. Depois, é só fazer o login e escolher o título que deseja comprar. Tudo online.

Atualmente, existem cinco títulos do Tesouro Direto disponíveis no mercado primário. Que são divididos entre prefixados e pós-fixados. No primeiro grupo, de prefixados, estão os seguintes títulos: Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F). Que, como diz o nome, tem uma taxa nominal que é conhecida na hora da compra. A diferença entre eles é que o primeiro paga toda a rentabilidade no vencimento ou na venda enquanto o segundo trabalha com cupons semestrais. 

Títulos Privados

Já no segundo grupo, dos pós-fixados, estão os títulos: Notas do Tesouro Nacional – Série B Principal (NTN-B Principal) e Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B). Que, além de uma taxa pré real, ainda pagam a variação do IPCA no período. Isso faz com que o investidor só saiba o seu rendimento nominal no vencimento ou na venda (por isso, pós-fixado). A diferença entre os dois é a mesma que a da outra classe. Enquanto a NTN-B Principal paga tudo no vencimento ou na venda, a NTN-B trabalha com cupons semestrais. E ainda neste grupo pós-fixado, temos também as Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Que são atreladas à taxa Selic.

Além dos títulos públicos, existem outras alternativas extremamente seguras no mercado privado, por serem garantidas pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

O Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade privada sem fins lucrativos que foi criada em 1995, com a Resolução nº 2.211/95 do CMN (Conselho Monetário Nacional), sob orientação do governo federal, a fim de proteger os clientes bancários e investidores em renda fixa.

Com o FGC, todos aqueles que possuem uma conta corrente ou poupança em um banco ou investem em renda fixa por meio de uma corretora, podem ficar tranquilos. Afinal, em caso de quebra da instituição, o FGC ressarce o dinheiro em valor integral.

Como saber qual é a melhor opção?

Diversos investimentos de renda fixa, além da conta corrente e da poupança, estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito. Como os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), as LCs (Letras de Câmbio) e as LHs (Letras Hipotecárias).

Em relação ao limite de proteção, que antes era de R$ 70 mil, aumentou recentemente para R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Ou seja, quem tiver R$ 1 milhão em investimentos garantidos pelo FGC distribuídos em cinco bancos ou corretoras diferentes, com R$ 200 mil cada, não precisa se preocupar. Pois estará com todo o patrimônio sob a proteção do fundo.

Vale lembrar que, independente de quanto dinheiro o investidor tenha aplicado em títulos protegidos, é importante sempre dividir em blocos de até no máximo R$ 250 mil. Pois se o valor for ultrapassado e a instituição financeira quebrar, ele poderá perder todo o dinheiro.

Ambas as opções são ótimas para investidores conservadores, no entanto, é preciso ficar atento aos prazos e objetivos para com o dinheiro. Os títulos privados de liquidez diária não costumam ter um bom retorno. Então é mais indicado para quem pode deixar o dinheiro investido um, dois ou três anos, sem mexer. Já os títulos do Tesouro Direto têm liquidez diária. Ou seja, podem ser resgatados a qualquer momento. Mas, vale lembrar que só são totalmente conservadores se segurados até o vencimento pois no resgate antecipado, os investidores fica expostos à variação do PU (preço unitário do papel). O que muda de acordo com os juros futuros, de forma inversamente proporcional.