Conheça as maiores quedas da bolsa de valores da história

O funcionamento básico da bolsa de valores parte da relação entre oferta e demanda nas negociações entre investidores ou especuladores. Entretanto, alguns acontecimentos afetam o equilíbrio desta relação – resultando, muitas vezes, em algumas das maiores quedas da bolsa ao redor do mundo.

É o que acontece em crises econômicas. De modo geral, há grandes movimentos de venda de ativos, empurrando a bolsa para baixo graças ao pânico e desespero entre os investidores.

Mas você sabe quais foram as maiores quedas da bolsa de valores brasileira? E as maiores quedas mundiais? Nas últimas décadas, a intensificação da globalização tem gerado cada vez mais efeitos globais causados por crises em algum país ou região.

Saiba mais sobre o assunto!

Maiores quedas da bolsa de valores brasileira

A bolsa brasileira já sofreu impactos relevantes não apenas de acontecimentos econômicos e políticos nacionais, mas também da sua relação de dependência com o mercado internacional.

Conheça algumas das principais quedas da B3 nas últimas décadas:

2020: Coronavírus uma das maiores quedas!crise corona vírus

Podemos começar pela crise mais recente e que já apresenta proporções históricas. As consequências econômicas do novo coronavírus causaram 6 circuit breaker na bolsa de valores brasileira apenas no mês de março de 2020.

Isso significa que, diante de fortes quedas, as negociações da bolsa tiveram que ser interrompidas por um tempo para tentar acalmar os ânimos e impedir efeitos ainda mais drásticos nos preços dos ativos.

O clima de incerteza – junto com a retração econômica causada pelo isolamento social – geraram consequências assim em todo o mundo. Como era de se esperar, setores de aviação e turismo, por exemplo, estiveram entre os mais afetados.

Em março – período mais crítico da pandemia, a bolsa acumulou perdas de 46,81%. Para se ter uma ideia, nenhuma ação que compõe o índice Ibovespa teve alta neste mês.

Além disso, ações como a da Petrobras, por exemplo, sofreram quedas ainda mais significativas pela combinação de efeitos do coronavírus e do conflito internacional relacionado ao petróleo.

Apesar de o mercado já sinalizar alguma recuperação, ainda é cedo para afirmar que o pior já passou. E não é possível projetar, por enquanto, quanto tempo levará para a bolsa brasileira se recuperar desta forte queda.

2017: Joesley Day

Antes de 2020, o fenômeno de circuit breaker mais recente na bolsa brasileira havia sido no dia 17 de maio de 2017 — data que ficou conhecida como Joesley Day. O acontecimento é ligado à crise política do período.

Na ocasião, o empresário Joesley Batista estava sendo investigado pela operação Lava-Jato e divulgou uma gravação entre ele e o então presidente Michel Temer. O envolvimento do chefe do executivo em uma polêmica dessa proporção trouxe mais incertezas ao mercado.

O Brasil já vinha de grandes instabilidades políticas e econômicas com a mudança na presidência. Logo, o receio de mais uma transição levou a uma queda de mais de 12% no índice Ibovespa em menos de uma hora naquele dia – que fechou com recuo de 8,8%, com um circuit breaker.

A bolsa brasileira demorou 3 meses e 5 dias para se recuperar deste forte movimento de queda.

2008: Crise dos Subprimes

crise subprime

Um dos motivos pelos quais o Joesley Day se tornou tão relevante na nossa história está no fato de que a bolsa de valores não tinha seu funcionamento interrompido desde 2008. Contudo, naquele ano, sofremos efeitos de uma crise internacional.

A crise de 2008 – conhecida como crise dos subprimes – começou nos Estados Unidos, por conta do estouro da bolha imobiliária. Mudanças na política de financiamentos evidenciou que os bancos haviam concedido crédito exagerado para financiamentos de imóveis.

Neste contexto, muitas pessoas não conseguiram honrar com seus pagamentos e a inadimplência afetou grandes bancos, causando o caos na bolsa de valores norte americana – que refletiu em todo o mundo.

No Brasil, a bolsa brasileira sofreu seis circuit breakers durante a crise, acumulando uma queda de 43,82%. Foram necessários 8 meses e 15 dias para o mercado se recuperar desta movimentação.

1997 a 2000: Tigres Asiáticos, Rússia e Crise das Pontocom

O período entre 1997 e 2000 foi marcado por algumas crises internacionais relevantes. Uma delas afetou os países asiáticos, enquanto outra foi causada pela bolha da internet (crise das pontocom), na virada do milênio.

Durante a crise asiática – com a desvalorização em cadeia das moedas de diversos países da Ásia, o Brasil viu sua bolsa cair 42,90%, acionando o circuit breaker por três vezes.

A jornada para uma recuperação da queda sofrida não foi fácil: foram necessários 2 anos, 4 meses e 22 dias para uma total recuperação do mercado nacional.

E a economia brasileira passou por diversas outras instabilidades nesse período. Em 1998, o Brasil tentava a recuperação econômica ao renegociar a dívida externa, mas a Rússia decretou moratória e a notícia causou ainda mais efeitos negativos no mercado brasileiro.

Como consequência, a bolsa acumulou 56,41% de queda, recuperando-se plenamente do tombo 7 meses e 25 dias depois.

Finalmente, no ano 2000, a Crise das Pontocom – causada pela euforia exagerada dos investidores quanto ao boom da internet – fez o índice Ibovespa recuar cerca de 25% entre março e novembro daquele ano.

1990: Confisco da Poupança

Em 1990, o presidente Fernando Collor gerou medo generalizado na população ao realizar o confisco das cadernetas de poupança. Como consequência, o mercado financeiro também reagiu às incertezas — o que trouxe uma das maiores quedas da bolsa de valores brasileira.

No dia 20 de março, o Ibovespa despencou 20,95% a partir da notícia do confisco. Na data seguinte, 21 de março, a confirmação da ação presidencial levou a um efeito ainda maior (queda de 22,27%).

Maiores quedas em bolsas mundiais

Você conheceu as instabilidades mais relevantes que afetaram a bolsa brasileira nos últimos anos. Como falamos, algumas delas tiveram origem em acontecimentos internacionais, que afetaram os mercados em todo o mundo – como a crise de 2008.

Contudo, estas não foram as únicas crises que afetaram os mercados mundiais.

Então, que tal conhecer alguns outros períodos de instabilidade e quedas históricas nas bolsas ao redor do mundo? Confira!

Crash de 1929 nos EUA

crise de 1929

Sem dúvida, a crise econômica mais conhecida entre as que causaram impactos nas bolsas de valores é o grande crash de 1929 nos Estados Unidos. Por conta disso, a bolsa de Nova Iorque derreteu 11% em um único dia com os efeitos do problema.

Primeiramente, ele teve origem no mercado agrícola do país, que já vinha sofrendo com oscilações no preço desde o ano anterior. As quedas afetaram os investidores da bolsa e causaram um movimento de saída em massa no final de 1929.

O resultado do crash foram quatro anos seguidos do índice Dow Jones operando no vermelho, anulando os ganhos acumulados em quase uma década.

Crise do petróleo em Londres

Décadas depois da crise de 29, dificuldades financeiras ligadas ao petróleo trouxeram momentos de instabilidade. A bolsa de Londres foi uma das mais atingidas pelo problema.

Em síntese, entre os anos de 1973 e 1974 – em meio ao conflito árabe-israelense, no auge da chamada primeira crise do petróleo, o forte avanço do preço da commodity – e, consequentemente, o aumento da fatura energética do Ocidente – levou a uma queda de 73% no índice da bolsa de valores do Reino Unido.

Crise imobiliária no Japão

Nos anos 1980, foi a vez do Japão passar por uma grave crise econômica na sua bolsa de valores. O motivo foi o estouro de uma bolha imobiliária — o mercado estava crescendo muito desde o início da década.

Contudo, a ampliação dos financiamentos e do consumo não foi sustentável. Anos depois, a bolha especulativa causou efeitos não apenas no setor de imóveis, mas em todo o mercado financeiro do país — afetando também outros países.

Crise em Hong Kong

Mas uma das maiores quedas da bolsa de valores no mundo aconteceu em Hong Kong, na ocasião que ficou conhecida como a crise dos Tigres Asiáticos – que também afetou o Brasil, como explicamos brevemente nos parágrafos anteriores.

Com isso, Uma forte desvalorização na moeda de diversos países da região levou à queda no mercado de ações de inúmeras nações ao redor do globo entre os anos de 1997 e 1998.

Apenas em Hong Kong, a baixa nos preços das ações negociadas na bolsa de valores chegou a 64% durante o período difícil.

Maiores quedas: conclusão

Pois bem, agora você conhece algumas das maiores quedas da bolsa de valores no Brasil e no mundo. Como é possível perceber pelos dados históricos, os fenômenos críticos acontecem frequentemente — e, logo depois, vem a recuperação dos mercados.

Portanto, entender a movimentação cíclica das bolsas é importante para saber como funciona a renda variável. Logo, quem é investidor ou especulador precisa buscar informações relevantes sobre o assunto e compreender esta movimentação.

Finalmente, vale ainda destacar que a queda das bolsas represente desafios, mas também pode trazer oportunidades. Especialmente para quem investe focando em longo prazo.

E então? Quer aproveitar estas oportunidades e fazer bons investimentos durante e depois da crise? Então entre em contato conosco e saiba como investir melhor em qualquer cenário econômico!

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