O bitcoin era negociado a cerca de US$ 83,7 mil (perto de R$ 433 mil) às 9h25 desta quinta-feira (24), no horário de Brasília, queda de cerca de 4% desde a máxima de US$ 87,4 mil da segunda-feira (21). A virada veio mesmo com os ETFs à vista nos EUA somando cinco pregões seguidos de entrada. O que mudou foi o juro americano: o Treasury de 10 anos passou de 5,1% pela primeira vez em 19 anos.
O bitcoin recuou para cerca de US$ 83,7 mil na manhã de 24 de setembro de 2026, cerca de 4% abaixo da máxima de US$ 87,4 mil de 21 de setembro. Os ETFs à vista dos EUA tiveram entrada líquida pelo quinto pregão seguido, US$ 347 milhões em 23 de setembro, mas a alta do Treasury de 10 anos acima de 5,1% provocou liquidações de posições compradas.
Principais pontos
- O bitcoin estava perto de US$ 83,7 mil às 9h25 de 24 de setembro, cerca de 4% abaixo da máxima de US$ 87,4 mil da segunda-feira.
- Os ETFs à vista de bitcoin nos EUA captaram US$ 347 milhões em 23 de setembro, o quinto dia seguido de entrada.
- Na segunda-feira, 21, a entrada foi de US$ 999 milhões, a maior em um dia desde outubro de 2025.
- O Treasury de 10 anos passou de 5,1% em 23 de setembro, o maior nível desde 2007, e pesou sobre ativos de risco.
- O mercado de cripto teve cerca de US$ 545 milhões em liquidações em 24 horas, e o ethereum recuou para perto de US$ 2.650.
Onde o bitcoin está agora
Às 9h25 desta quinta-feira, o bitcoin valia US$ 83.670 na Binance e US$ 83.554 na CoinGecko, queda de cerca de 2,2% em 24 horas. Em reais, cerca de R$ 432,7 mil. Cripto não tem fechamento oficial.
A semana ainda é positiva. Em 17 de setembro, o bitcoin fechou o dia em US$ 76,4 mil, e o preço atual está cerca de 9,5% acima. A máxima foi de US$ 87.396 na segunda-feira (21), a primeira vez acima de US$ 87 mil desde janeiro.
| Referência | Preço do bitcoin | Variação até agora |
|---|---|---|
| Fechamento diário de 17/09 (UTC) | US$ 76.417 | +9,5% |
| Máxima de 21/09 | US$ 87.396 | -4,3% |
| Fechamento diário de 23/09 (UTC) | US$ 84.398 | -0,9% |
| 24/09, 9h25 (Brasília) | US$ 83.670 | – |
Os ETFs continuam comprando
Os ETFs de bitcoin à vista nos EUA tiveram entrada líquida de US$ 347 milhões na quarta-feira (23) (dados da Farside Investors), o quinto pregão seguido de captação. Na segunda-feira (21), o saldo chegou a US$ 999 milhões, com US$ 381 milhões no IBIT, da BlackRock, a maior entrada diária desde 6 de outubro de 2025.
| Pregão | Fluxo líquido dos ETFs de bitcoin |
|---|---|
| 16/09 | -US$ 296 milhões |
| 17/09 | +US$ 160 milhões |
| 18/09 | +US$ 433 milhões |
| 21/09 | +US$ 999 milhões |
| 22/09 | +US$ 715 milhões |
| 23/09 | +US$ 347 milhões |
Nos cinco pregões, a entrada somou cerca de US$ 2,65 bilhões. A captação de quarta, porém, foi menos da metade da de segunda.
Por que o preço caiu com dinheiro entrando
Boa parte do volume está nos futuros perpétuos, derivativos que permitem apostar com dinheiro emprestado, cujo interesse em aberto chegou a cerca de US$ 160 bilhões. Com muita alavancagem, uma queda de poucos pontos força o fechamento automático de posições, a liquidação, e essas vendas empurram o preço mais rápido do que os ETFs conseguem sustentar.
Segundo o site InteractiveCrypto, cerca de US$ 237 milhões em posições compradas foram liquidadas em uma única hora em 23 de setembro, e as liquidações somaram US$ 545 milhões em 24 horas. Na segunda, o inverso: foram liquidadas as apostas na queda (veja como foi a subida).
O gatilho veio dos juros americanos
Na quarta-feira (23), o rendimento do Treasury de 10 anos subiu acima de 5,1%, com máxima perto de 5,13%, o maior nível desde 2007. Pesaram a atividade empresarial dos EUA no ritmo mais forte em cinco anos e o diretor do Fed Michael Barr defendendo novas altas.
O Fed subiu os juros em setembro pela primeira vez desde 2023 (relembre a decisão), e os futuros passaram a indicar cerca de 73% de chance de nova alta em outubro. Quando um título seguro paga mais de 5% ao ano em dólar, ativos sem renda, como o bitcoin, perdem atratividade (entenda os Treasuries).
E o ethereum
O ethereum era negociado perto de US$ 2.654 às 9h25, queda de cerca de 2,7% em 24 horas e de 5,5% desde a máxima de US$ 2.807 da segunda-feira (21). Sobre o fechamento de 17 de setembro, ainda sobe cerca de 8%.
Os dois ativos chegaram a se descolar nas últimas semanas (entenda a correlação), mas em choques de juros tendem a cair juntos, porque investidores reduzem risco na carteira inteira.
O que isso significa para o investidor brasileiro
Quem compra bitcoin no Brasil sofre dois efeitos, o preço em dólar e o câmbio. Nesta manhã, a queda em 24 horas era de cerca de 1,3% em reais, contra 2,2% em dólar, porque o real se desvalorizou no período.
A demanda dos ETFs não impede quedas quando o mercado está alavancado e o juro sobe. Vale acompanhar se os ETFs mantêm as entradas, o nível do Treasury de 10 anos e a região de US$ 80,5 mil, onde passa a média móvel de 365 dias. Para se expor pela bolsa brasileira, veja como funcionam os ETFs de cripto na B3.
Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. Criptoativos são voláteis; os preços citados são da sessão em andamento, às 9h25 de 24 de setembro de 2026.
Perguntas frequentes
Quanto está o bitcoin hoje, 24 de setembro de 2026?
Às 9h25 no horário de Brasília, o bitcoin era negociado a cerca de US$ 83,7 mil, perto de R$ 433 mil. A queda em 24 horas era de cerca de 2,2% em dólar.
Por que o bitcoin caiu nesta semana?
O Treasury de 10 anos passou de 5,1% em 23 de setembro, o maior nível desde 2007, e a alta dos juros provocou liquidações de posições alavancadas compradas. O mercado de cripto teve cerca de US$ 545 milhões em liquidações em 24 horas.
Os ETFs de bitcoin estão comprando ou vendendo?
Comprando. Os ETFs à vista dos EUA tiveram entrada líquida de US$ 347 milhões em 23 de setembro, o quinto pregão seguido, e somaram cerca de US$ 2,65 bilhões nesses cinco dias.
Qual foi a máxima do bitcoin em setembro de 2026?
A máxima foi de cerca de US$ 87,4 mil na segunda-feira, 21 de setembro, na Binance. Foi a primeira vez acima de US$ 87 mil desde janeiro.
O ethereum também caiu?
Sim. O ethereum era negociado perto de US$ 2.654 na manhã de 24 de setembro, cerca de 5,5% abaixo da máxima de US$ 2.807 de 21 de setembro, mas ainda com alta de cerca de 8% sobre o fechamento de 17 de setembro.



