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Moura Dubeux lança R$ 1,547 bilhão e tem queda de 21,5% nas vendas no 3T26

Moura Dubeux lança R$ 1,547 bilhão e vende R$ 841 milhões no 3T26; entenda os números e o consumo de caixa com a compra de terreno.

Moura Dubeux lança R$ 1,547 bilhão e tem queda de 21,5% nas vendas no 3T26

A Moura Dubeux (MDNE3) lançou projetos com valor líquido proporcional de R$ 1,547 bilhão e registrou R$ 841 milhões em vendas e adesões líquidas no terceiro trimestre de 2026. Esse indicador comercial reúne vendas de imóveis e cotas assumidas por clientes em condomínios, descontados os cancelamentos. Os lançamentos cresceram 15,5% sobre o mesmo período de 2025, enquanto as vendas recuaram 21,5%.

Última cotação de MDNE3 na B3: R$ 30,24 (+0,07% no dia) em 08/10/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

A Moura Dubeux colocou oito projetos no mercado no terceiro trimestre, com 40% do volume lançado nas duas últimas semanas do período. As vendas caíram nas comparações anual e trimestral, mas acumularam crescimento de 2,7% nos primeiros nove meses de 2026. O consumo de caixa foi de R$ 170 milhões, excluindo dividendos e recompra de ações, e incluiu R$ 97 milhões pagos por um terreno em Salvador.

Principais pontos

  • Os lançamentos líquidos proporcionais à Moura Dubeux atingiram R$ 1,547 bilhão, alta de 52,8% sobre o segundo trimestre.
  • As vendas e adesões líquidas somaram R$ 841 milhões, queda de 17,3% frente ao trimestre anterior.
  • Os cancelamentos totalizaram R$ 76 milhões e representaram 8,3% das vendas e adesões brutas proporcionais à companhia.
  • O índice de vendas sobre oferta nos últimos doze meses ficou em 44,7%, ante 53,2% um ano antes.
  • Sem o pagamento pelo terreno em Salvador, o consumo de caixa seria de R$ 73 milhões, segundo a empresa.
  • A companhia encerrou o trimestre com 60 terrenos e potencial de R$ 11,4 bilhões em vendas brutas de futuros projetos.

Oito projetos ampliaram a oferta de imóveis

Os lançamentos somaram 2.398 unidades e R$ 1,629 bilhão em valor geral de vendas bruto, ou VGV, que mede o valor de venda das unidades dos empreendimentos. No indicador líquido proporcional à Moura Dubeux, identificado no relatório como %MD, o total foi de R$ 1,547 bilhão.

Esse montante não é dinheiro recebido nem receita já registrada no resultado. Ele dimensiona os projetos colocados no mercado. O crescimento foi de 15,5% frente ao terceiro trimestre de 2025 e de 52,8% sobre o segundo trimestre de 2026.

O calendário ajuda a interpretar os números: segundo a companhia, 40% do volume foi lançado nas duas últimas semanas do trimestre. Esses projetos tiveram menos tempo para registrar vendas dentro do período. A informação dá contexto à diferença entre lançamentos e vendas, sem estabelecer quanto da queda comercial decorreu desse calendário.

Os oito empreendimentos ficam em Maceió, Recife, Fortaleza e Salvador. Entre eles estão Infinity Novo Cais, Vert Macêdo, Mood Sol Bahia e Ún1ca Cardeal I. Nos primeiros nove meses de 2026, a empresa lançou 22 projetos e 6.519 unidades. Os lançamentos líquidos proporcionais cresceram 7,3% sobre igual período de 2025.

Adesões a condomínios caíram, mas incorporação cresceu

A abertura das vendas mostra movimentos diferentes entre as modalidades de negócio. As vendas de incorporação, regime em que a empresa comercializa as unidades do empreendimento, somaram R$ 354,938 milhões. Houve aumento de 56,8% sobre o terceiro trimestre de 2025 e de 15,2% frente ao segundo trimestre de 2026.

Já as adesões a condomínios, que correspondem ao valor das cotas de unidades assumidas pelos clientes, atingiram R$ 485,165 milhões. O recuo foi de 43,5% na comparação anual e de 30,6% na trimestral. Essa redução pesou no volume comercial total, apesar do avanço das vendas de incorporação.

As chamadas vendas fechadas somaram R$ 77,316 milhões. No relatório, essa categoria reúne cotas de condomínio assumidas pela própria Moura Dubeux e revendidas em tabela de incorporação. Ela aparece separada das adesões feitas diretamente pelos clientes.

Foram vendidas 1.253 unidades, ante 1.288 um ano antes e 1.680 no trimestre anterior. Beach Class respondeu por 39% do valor bruto proporcional comercializado, seguido por Mood, com 27,9%, e alto padrão, com 26%. Por região, Pernambuco teve a maior participação, de 35,2%.

No acumulado de nove meses, o retrato é diferente do trimestre isolado: as vendas e adesões líquidas alcançaram R$ 2,893 bilhões, alta de 2,7%. O número de unidades vendidas chegou a 4.375, crescimento de 41,3%. Quantidade de unidades e valor vendido medem aspectos distintos da atividade comercial.

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Cancelamentos aumentaram e a velocidade de vendas caiu

Os distratos, nome dado aos cancelamentos de contratos, totalizaram R$ 76 milhões no trimestre. O valor cresceu 29,5% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e 3,8% frente ao segundo trimestre de 2026.

A relação entre distratos e vendas brutas passou de 5,2% para 8,3% na comparação anual. A diferença foi de 3,1 pontos percentuais, medida que expressa a distância entre as taxas. Os cancelamentos reduzem o indicador de vendas líquidas, calculado após a retirada desses valores das vendas brutas.

O relatório também separa os distratos que não envolvem migração e mudança de titularidade. Nesse recorte, a relação com as vendas brutas foi de 3,9%. Nos primeiros nove meses de 2026, os distratos totais caíram 2,6% sobre o mesmo período do ano anterior.

A velocidade de vendas, medida pelo índice de vendas sobre oferta, ou VSO, mostra a parcela da oferta comercializada. O VSO líquido trimestral ficou em 15,3%, ante 25,7% um ano antes e 20,9% no trimestre anterior. Nos últimos doze meses, caiu para 44,7%. O indicador mede o escoamento dos imóveis disponíveis, não o lucro nem o recebimento de dinheiro.

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Compra em Salvador respondeu por parte do consumo de caixa

A Moura Dubeux registrou consumo de caixa de R$ 170 milhões no terceiro trimestre, sem considerar dividendos e recompra de ações. Isso significa que, nesse recorte, as saídas de dinheiro superaram as entradas. No segundo trimestre, houve geração de R$ 27 milhões; no terceiro trimestre de 2025, o consumo foi de R$ 65 milhões.

Dentro do valor atual está o desembolso de R$ 97 milhões pela aquisição de um terreno em Salvador. A prévia relaciona a compra ao comunicado ao mercado de 25 de junho de 2026. Sem esse pagamento, o consumo trimestral seria de R$ 73 milhões, segundo a companhia.

A separação distingue o pagamento pelo terreno das demais movimentações incluídas no indicador. O valor sem a aquisição não substitui o consumo efetivo de R$ 170 milhões. Consumo de caixa também não é sinônimo de prejuízo contábil: movimentação de dinheiro e lucro são medidas diferentes.

Terrenos e entregas mostram outras etapas do negócio

O banco de terrenos, conjunto de áreas para desenvolver projetos, terminou o trimestre com 60 terrenos e VGV bruto potencial de aproximadamente R$ 11,4 bilhões. Esse potencial não equivale a vendas contratadas. Ele representa o valor estimado dos empreendimentos que podem ser desenvolvidos nessas áreas.

Na distribuição apresentada, 70% correspondem a permuta física, em que o proprietário recebe unidades como contrapartida pelo terreno. Outros 12% são de permuta financeira, com remuneração em dinheiro vinculada ao projeto, e 18% correspondem a pagamento em dinheiro.

Na outra ponta do ciclo, a companhia entregou quatro projetos, com 708 unidades, R$ 465 milhões em VGV bruto e R$ 305 milhões em VGV líquido. Foram três empreendimentos no Recife e um em Aracaju. As entregas acumuladas em nove meses chegaram a dez projetos e 1.782 unidades.

Por que isso importa

Para o acionista, a prévia permite separar etapas que não acontecem necessariamente juntas: lançamento de imóveis, contratação de vendas, entrega dos projetos e movimentação de dinheiro. Neste trimestre, a oferta de novos projetos cresceu, enquanto as vendas e a velocidade de comercialização caíram. Parte do consumo de caixa veio da compra de terreno.

Os números são preliminares e ainda estão sujeitos à revisão da auditoria, conforme a companhia. A prévia não apresenta o lucro do terceiro trimestre nem informa a data de divulgação do resultado financeiro. Ela mostra o ritmo operacional, mas não permite concluir qual foi a rentabilidade do período.

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Perguntas frequentes

Quanto a Moura Dubeux vendeu no terceiro trimestre?

A companhia registrou R$ 841 milhões em vendas e adesões líquidas proporcionais no terceiro trimestre de 2026. O volume ficou 21,5% abaixo do mesmo período de 2025 e 17,3% abaixo do segundo trimestre de 2026.

O valor dos lançamentos já entrou no caixa?

Não necessariamente: o valor dos lançamentos dimensiona os projetos colocados no mercado, e não os recebimentos. A Moura Dubeux informou R$ 1,547 bilhão em valor geral de vendas líquido proporcional nos oito projetos lançados.

Por que a empresa consumiu R$ 170 milhões de caixa?

Parte do consumo corresponde ao pagamento de R$ 97 milhões por um terreno em Salvador. Segundo a companhia, sem essa aquisição o consumo seria de R$ 73 milhões, no indicador que exclui dividendos e recompra de ações.

O que significa a queda do VSO?

Significa que uma parcela menor da oferta foi comercializada no intervalo medido. O índice líquido da Moura Dubeux foi de 15,3% no trimestre e de 44,7% nos últimos doze meses.

Essa prévia já mostra o lucro da empresa?

Não, o documento traz indicadores operacionais e não apresenta o lucro do terceiro trimestre. Vendas contratadas, lançamentos e consumo de caixa não substituem a apuração do resultado contábil.

Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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