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Petrobras assina acordos e receberá US$ 859 milhões por Berbigão e Sururu

Petrobras receberá cerca de US$ 859 milhões até novembro de 2026. Entenda o acerto de gastos e receitas de Berbigão e Sururu com as parceiras.

Petrobras assina acordos e receberá US$ 859 milhões por Berbigão e Sururu

A Petrobras (PETR3) assinou acordos com Shell, TotalEnergies e Petrogal e receberá aproximadamente US$ 859 milhões líquidos pelo acerto de gastos e volumes das jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos. Segundo o fato relevante, o montante será liquidado até novembro de 2026. Os acordos também abrangem os ativos compartilhados ligados às jazidas.

Última cotação de PETR3 na B3: R$ 63,78 (+1,14% no dia) em 13/10/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

A Petrobras e suas parceiras acertaram as contas de receitas, investimentos, despesas operacionais e royalties de Berbigão e Sururu conforme a participação de cada empresa nas jazidas. O ajuste considera o período de 15 de setembro de 2000 a 30 de abril de 2026. A Petrobras tem um saldo líquido a receber de cerca de US$ 859 milhões, com liquidação prevista até novembro de 2026.

Principais pontos

  • Os acordos foram assinados pela Petrobras com Shell, TotalEnergies e Petrogal, parceiras do Consórcio BM-S-11A.
  • O valor líquido a receber pela Petrobras é de aproximadamente US$ 859 milhões.
  • A liquidação do montante está prevista até novembro de 2026.
  • A participação da Petrobras nas jazidas compartilhadas foi definida em 45,394% em Sururu e 62,913% em Berbigão.
  • O acerto inclui receitas da produção, investimentos, gastos operacionais e royalties de petróleo.
  • O período abrangido termina em 30 de abril de 2026, véspera da entrada em vigor dos acordos que definem a divisão da produção.

O pagamento resulta de um acerto entre as parceiras

Os documentos assinados são os Acordos de Equalização de Gastos e Volumes, chamados de AEGVs. Neste caso, equalizar significa ajustar as contas entre as empresas para que receitas e despesas correspondam às participações definidas para cada uma nas jazidas compartilhadas.

O valor anunciado é o saldo líquido que a Petrobras receberá das parceiras do Consórcio BM-S-11A. Não se trata, portanto, de um anúncio de venda de Berbigão ou Sururu. O fato comunicado é a assinatura de um acerto financeiro relacionado à exploração conjunta desses reservatórios e aos ativos compartilhados.

A palavra líquido importa porque o montante representa o resultado do ajuste, e não o total das receitas de petróleo ou dos gastos considerados na apuração. O comunicado apresenta o saldo final para a Petrobras, mas não detalha o cálculo, quanto cada parceira pagará nem o tratamento contábil do recebimento. Assim, não há base para tratar os US$ 859 milhões como lucro adicional do mesmo valor.

O prazo informado é até novembro de 2026. Esse é o período previsto para a liquidação, ou seja, para o pagamento do saldo apurado. A assinatura dos acordos e o recebimento do dinheiro são etapas distintas.

Por que as jazidas envolvem contratos diferentes

Berbigão e Sururu compreendem áreas de dois contratos: a concessão BM-S-11A, que reúne Petrobras e suas parceiras, e o contrato de cessão onerosa, no qual a Petrobras detém toda a participação. São formas contratuais de estabelecer direitos de exploração e produção de petróleo. A Petrobras é a operadora de ambos, isto é, a empresa responsável por conduzir as atividades.

Na concessão BM-S-11A, a Petrobras tem 42,5%, a Shell possui 25%, a TotalEnergies detém 22,5% e a Petrogal participa com 10%. Já na cessão onerosa, a participação da Petrobras é de 100%. Essas são as parcelas nos contratos de origem, não os percentuais finais de cada jazida compartilhada.

Segundo a Agência Petrobras, em comunicado de 4 de maio de 2026, os Acordos de Individualização da Produção, ou AIPs, são celebrados quando uma jazida ultrapassa os limites das áreas concedidas ou contratadas. Eles estabelecem a participação das empresas e as regras para desenvolver e produzir o reservatório em conjunto.

A lógica é simples: os limites desenhados nos contratos não necessariamente coincidem com os limites do petróleo no subsolo. Quando o reservatório atravessa essas fronteiras, a divisão precisa considerar a jazida compartilhada. Por isso, a parcela de uma empresa no contrato original pode ser diferente de sua participação no reservatório como um todo.

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A Petrobras fica com parcelas diferentes em Sururu e Berbigão

A aprovação dos AIPs pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, órgão que regula o setor, definiu as participações proporcionais de cada empresa nas jazidas. O fato relevante apresenta uma composição para Sururu e outra para Berbigão.

Em Sururu, a Petrobras tem 45,394%, a Shell fica com 23,742%, a TotalEnergies possui 21,367% e a Petrogal detém 9,497%. Esses percentuais são a referência para a divisão entre as empresas nessa jazida compartilhada.

Em Berbigão, a participação da Petrobras é de 62,913%. A Shell tem 16,125%, a TotalEnergies fica com 14,512% e a Petrogal possui 6,450%. A Petrobras permanece identificada como operadora nas duas composições.

É por isso que olhar apenas os 42,5% da Petrobras na concessão BM-S-11A não explica o acerto anunciado. As jazidas também abrangem o contrato de cessão onerosa, em que a companhia tem 100%, e os AIPs definem a parcela correspondente a cada participante no conjunto compartilhado.

Essas porcentagens dizem respeito aos ativos petrolíferos. Elas não são participações no capital da Petrobras nem alteram, por si, a quantidade de ações que um investidor possui. Shell, TotalEnergies e Petrogal aparecem no comunicado como parceiras da operação.

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O ajuste olha para receitas e despesas do período anterior

O acerto alcança o período entre a assinatura do Contrato de Concessão BM-S-11, em 15 de setembro de 2000, e 30 de abril de 2026. A data final é o dia anterior à entrada em vigor dos AIPs de Berbigão e Sururu. Os acordos agora assinados tratam, portanto, da reconciliação das contas anteriores a essa nova divisão.

A companhia informa que o ajuste contempla as receitas obtidas com a produção, os gastos com investimentos, as despesas operacionais e os royalties de petróleo, pagamentos ligados à exploração do recurso. Cada componente é considerado de forma proporcional às participações das empresas nas jazidas compartilhadas.

Há uma diferença entre financiar um investimento, pagar uma despesa da operação e receber a receita do petróleo produzido. A equalização coloca esses componentes na mesma apuração para acertar o que cabe a cada participante. Não basta olhar apenas para o volume produzido ou apenas para quanto uma empresa desembolsou.

Uma comparação é a de despesas compartilhadas: depois de definir a parcela de cada participante, é preciso confrontar o que cada um pagou e recebeu com o que lhe correspondia. Aqui, essa reconciliação envolve contratos petrolíferos, receitas de produção e diferentes tipos de gastos. O resultado informado é um saldo a favor da Petrobras.

O que muda para o acionista

Para quem tem ações da Petrobras, o efeito financeiro anunciado é um recebimento pela companhia decorrente do acerto com suas parceiras. O dinheiro está ligado às contas das jazidas compartilhadas e deve ser liquidado até novembro de 2026, conforme o prazo informado no fato relevante.

Esse recebimento não é um pagamento direto ao acionista. O documento trata da relação financeira entre as empresas participantes dos ativos, e não anuncia dividendos ou outra remuneração por ação. Uma entrada de recursos na companhia e uma distribuição aos investidores são decisões diferentes.

O fato também separa duas etapas: os AIPs definem as participações nas jazidas e as regras de produção conjunta; os AEGVs acertam os gastos e volumes decorrentes dessa configuração. Para o investidor, a informação concreta é que esse ajuste gerou aproximadamente US$ 859 milhões líquidos a receber pela Petrobras, com prazo de liquidação estabelecido.

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Perguntas frequentes

Quando a Petrobras vai receber esse dinheiro?

O montante será liquidado até novembro de 2026, segundo o fato relevante. O valor líquido previsto para a Petrobras é de aproximadamente US$ 859 milhões.

Esse valor vai ser pago a quem tem ações?

Não é um pagamento anunciado aos acionistas, mas um recebimento da Petrobras junto às empresas parceiras. O comunicado não anuncia distribuição de dividendos ou outro pagamento por ação.

O que significa equalizar gastos e volumes?

Significa acertar as contas das empresas conforme a participação de cada uma nas jazidas compartilhadas. Neste caso, a apuração inclui receitas da produção, investimentos, despesas operacionais e royalties.

Qual é a participação da Petrobras nessas jazidas?

A Petrobras tem 45,394% em Sururu e 62,913% em Berbigão, conforme as participações definidas pelos Acordos de Individualização da Produção. A companhia é a operadora das duas jazidas.

A Petrobras está vendendo Berbigão e Sururu?

O fato anunciado é um acerto de gastos e volumes com Shell, TotalEnergies e Petrogal, não uma venda das jazidas. O ajuste considera as contas do período de 15 de setembro de 2000 a 30 de abril de 2026.

Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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