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ALLOS tem receita de R$ 776,5 milhões no 3T26 e EBITDA ajustado cresce 20,9%

ALLOS registra receita de R$ 776,5 milhões no 3T26. Entenda o peso de mídia, imóveis, despesas e vendas dos lojistas no resultado.

ALLOS tem receita de R$ 776,5 milhões no 3T26 e EBITDA ajustado cresce 20,9%

A ALLOS (ALOS3) registrou receita líquida de R$ 776,5 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 18,2% sobre a base de comparação apresentada para o mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado, medida de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes da companhia, chegou a R$ 580,1 milhões, avanço de 20,9%.

Última cotação de ALOS3 na B3: R$ 26,46 (+5,63% no dia) em 07/11/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

A receita da ALLOS cresceu com a contribuição dos negócios de mídia e desenvolvimento imobiliário, enquanto as despesas gerais e administrativas recuaram. Nos shoppings, as vendas dos lojistas somaram R$ 10 bilhões, com alta de 2,7%, e a ocupação ficou em 95,2%. A dívida líquida terminou o trimestre em 1,8 vez o EBITDA.

Principais pontos

  • Receita líquida de R$ 776,5 milhões, com crescimento de 18,2% na comparação anual apresentada.
  • EBITDA ajustado de R$ 580,1 milhões e margem de 74,7%.
  • Resultado operacional líquido dos imóveis de R$ 609,7 milhões, alta de 5,1%.
  • Receita de mídia de R$ 82,4 milhões, avanço de 44,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
  • Assinatura de 253 novos contratos de locação, com 39,9 mil metros quadrados de área bruta locável adicionados.
  • Custo médio da dívida de CDI mais 0,6%, com 98,8% do endividamento vinculado ao CDI.

Receita cresce com novos negócios e despesas menores

A receita líquida passou de R$ 656,8 milhões para R$ 776,5 milhões. Segundo a companhia, mídia e desenvolvimento imobiliário impulsionaram o crescimento. Isso ajuda a explicar por que a receita da ALLOS avançou em ritmo diferente das vendas realizadas nas lojas: os indicadores medem atividades distintas, e o negócio da empresa não se limita ao consumo nos shoppings.

O NOI, sigla para o resultado operacional líquido dos imóveis, alcançou R$ 609,7 milhões, ante R$ 580,2 milhões. A medida mostra o resultado da operação imobiliária depois dos custos diretamente ligados a ela, sem representar o resultado completo da companhia.

Já o FFO, indicador usado no setor imobiliário para acompanhar a geração de recursos das operações com ajustes contábeis, somou R$ 384,5 milhões, alta de 28,5%. Ele não equivale automaticamente ao lucro líquido nem ao dinheiro disponível para distribuição aos acionistas.

As despesas gerais e administrativas, identificadas pela sigla SG&A, caíram 5,7%, para R$ 108,1 milhões. No acumulado do ano, a redução foi de 8,2%. A ALLOS atribui o movimento à simplificação de processos e ao redimensionamento de estruturas. A margem EBITDA, parcela da receita representada por esse resultado, ficou em 74,7%.

Os indicadores financeiros foram apresentados sem o ajuste de aluguel linear, tratamento contábil que distribui receitas de aluguel ao longo dos contratos. As variações usam uma base de 2025 identificada como pro forma, preparada para comparação. Esse recorte deve ser preservado ao interpretar as taxas de crescimento.

Vendas chegam a R$ 10 bilhões e ocupação fica em 95,2%

As vendas totais dos lojistas atingiram R$ 10 bilhões, avanço de 2,7% em um ano. Nas mesmas lojas, comparação que busca medir o desempenho de estabelecimentos presentes nos dois períodos, o crescimento foi de 2,5% no portfólio total e de 3,8% sem o Shopping Tijuca.

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A apresentação também mostra diferenças entre segmentos. Conveniência, serviços e lazer tiveram alta de 10,3% nas vendas nas mesmas lojas; alimentação cresceu 6,7%. Acessórios, itens de beleza e joalherias avançaram 1,8%, enquanto itens do lar, papelaria, informática e diversos subiram 1,1%. Roupas e calçados recuaram 1,6%.

A taxa de ocupação ficou em 95,2%. Segundo a ALLOS, a variação refletiu principalmente a devolução de parte das lojas de um varejista de eletroeletrônicos em recuperação judicial. A empresa informou que os espaços já estão sendo reocupados e relatou demanda comercial por eles.

Os novos contratos adicionaram 39,9 mil metros quadrados de ABL, a área bruta locável destinada à locação. O aluguel nas mesmas lojas, medido pelo SSR, cresceu 5,3% sem o Tijuca. A companhia descreveu as renovações como realizadas com ganhos reais.

A inadimplência líquida foi de 0,9%, também sem o Tijuca. O custo de ocupação ficou em 10,6% das vendas, reunindo aluguel, condomínio e contribuição ao fundo de promoção. Esse indicador mostra quanto da venda do lojista é comprometido com essas despesas.

Mídia avança e plataforma digital amplia alcance

A receita de mídia chegou a R$ 82,4 milhões, crescimento de 44,7% sobre o terceiro trimestre de 2025. O negócio representou aproximadamente 10% da receita bruta da companhia no período. A operação da helloo estava presente em 12 aeroportos, com cerca de 66 milhões de impactos publicitários por semana.

Essa frente gera receita com publicidade, em vez de depender apenas do aluguel de lojas. Sua expansão, portanto, acrescenta outra atividade ao resultado da ALLOS. O percentual informado pela empresa usa receita bruta, enquanto o principal número do balanço apresentado no início da matéria é de receita líquida.

Na plataforma digital, o GMV identificado, valor das vendas reconhecidas pelo sistema, alcançou R$ 1,45 bilhão, alta de 19%. Esse volume não é receita da ALLOS: ele mede transações identificadas pela plataforma. As sessões, ou acessos, somaram 17,6 milhões, avanço de 9%, no recorte sem o Tijuca.

A plataforma estava em 39 shoppings e 24 cidades. Os lançamentos no Goiânia Shopping e no Shopping Vila Velha ocorreram em julho de 2026.

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Projetos imobiliários têm etapas e receitas distintas

No desenvolvimento imobiliário, a ALLOS apresentou uma carteira de 72 torres contratadas, com 757 mil metros quadrados de área privativa. Desse conjunto, nove estavam entregues, 30 em construção ou lançamento e 33 em aprovação. A companhia indicou geração de R$ 539 milhões até 2036.

No Shopping da Bahia, o Beach Class Bahia prevê 612 unidades e mais de 22 mil metros quadrados de área privativa, em parceria com a Moura Dubeux. O VGV estimado é de R$ 350 milhões. VGV significa valor geral de vendas: é o valor potencial de comercialização do projeto, não receita já recebida pela ALLOS.

No Parque Dom Pedro, uma nova torre corporativa com a Tymber tem VGV estimado de R$ 140 milhões. A apresentação também cita o Etéra UDI Complex, em Uberlândia, e o Diamond Sky, no Independência Shopping, em Juiz de Fora. Os diferentes estágios mostram que a carteira reúne projetos em execução e outros ainda sujeitos à aprovação.

Dívida tem custo de CDI mais 0,6%

A relação entre dívida líquida e EBITDA ficou em 1,8 vez. Esse indicador compara o endividamento, descontado o caixa, com a medida de resultado operacional. Não é um prazo contratual de pagamento, mas uma referência para dimensionar a dívida em relação à operação.

O custo médio foi de CDI mais 0,6%. O CDI é uma referência dos juros de curto prazo, e o adicional representa o custo contratado acima dela. Como 98,8% da dívida estava vinculada ao CDI, mudanças nesse referencial influenciam seu custo financeiro. A composição apresentada exclui obrigações por compra de ativos.

O que muda para o acionista

O trimestre mostra fontes diferentes de crescimento: operação dos shoppings, mídia e desenvolvimento imobiliário. Ao mesmo tempo, a redução das despesas administrativas contribuiu para o avanço do EBITDA ajustado. Separar essas frentes ajuda a entender o resultado sem confundir vendas dos lojistas, receita da companhia e geração de recursos.

A apresentação não estabelece pagamento de proventos nem traz lucro líquido entre os destaques financeiros. Por isso, o FFO de R$ 384,5 milhões não deve ser tratado como valor destinado ao acionista. Para os próximos períodos, os elementos concretos apresentados são a reocupação dos espaços devolvidos e a execução da carteira imobiliária, cujos projetos estão em etapas diferentes.

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Perguntas frequentes

Quanto a ALLOS faturou no terceiro trimestre de 2026?

A receita líquida foi de R$ 776,5 milhões, crescimento de 18,2% na comparação apresentada com o terceiro trimestre de 2025. A companhia apontou mídia e desenvolvimento imobiliário como impulsionadores da receita.

As vendas dos shoppings são receita da ALLOS?

Não: os R$ 10 bilhões representam vendas realizadas pelos lojistas. A receita da ALLOS é uma medida diferente, que inclui sua atividade de locação e outros negócios.

O que significa o FFO de R$ 384,5 milhões?

É um indicador de geração de recursos das operações usado no setor imobiliário, calculado com ajustes contábeis. Ele não corresponde automaticamente ao lucro líquido ou a um pagamento aos acionistas.

Por que a ocupação dos shoppings mudou?

Segundo a ALLOS, a variação refletiu principalmente a devolução de parte das lojas de um varejista de eletroeletrônicos em recuperação judicial. A ocupação ficou em 95,2%, e a companhia informou que os espaços já vêm sendo reocupados.

A apresentação anunciou dividendos?

Não há anúncio de pagamento de dividendos nessa apresentação de resultados. Os valores de EBITDA ajustado e FFO apresentados são indicadores da operação, não valores de distribuição.

Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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