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Zamp reduz prejuízo para R$ 7,3 milhões e receita cresce 18,5% no 3T26

Zamp aumenta receita e EBITDA no terceiro trimestre, mas mantém prejuízo. Entenda o resultado, a dívida e a captação recebida em outubro.

Zamp reduz prejuízo para R$ 7,3 milhões e receita cresce 18,5% no 3T26

A Zamp S.A. reduziu o prejuízo líquido para R$ 7,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 67,3% na comparação anual. A receita operacional líquida cresceu 18,5%, para R$ 1.552,8 milhões. Responsável pelas operações de Burger King, Popeyes, Starbucks e Subway no Brasil, a companhia atribuiu o avanço às vendas das lojas comparáveis e à abertura de unidades.

Resumo rápido

A Zamp aumentou a receita e diminuiu o prejuízo no terceiro trimestre de 2026, mas ainda não chegou ao lucro. O EBITDA ajustado, resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes definidos pela empresa, subiu 21,9%, para R$ 222,2 milhões. A dívida líquida terminou setembro em R$ 1.334,2 milhões, antes da entrada de R$ 150 milhões de uma emissão de títulos de dívida em outubro.

Principais pontos

  • As vendas do sistema, medida das vendas do conjunto da rede, somaram R$ 2,7 bilhões.
  • A receita operacional líquida atingiu R$ 1.552,8 milhões, crescimento anual de 18,5%.
  • As vendas comparáveis cresceram nas quatro marcas, com alta de 21,6% no Popeyes.
  • O EBITDA ajustado chegou a R$ 222,2 milhões, com margem de 14,3%.
  • O prejuízo líquido recuou de R$ 22,5 milhões para R$ 7,3 milhões.
  • A dívida líquida ficou em R$ 1.334,2 milhões, com alavancagem de 2,7 vezes, excluídos os efeitos contábeis dos arrendamentos.

Lojas comparáveis e novas unidades ampliam a receita

Segundo a Zamp, o crescimento da receita veio tanto do desempenho das lojas comparáveis quanto da expansão da rede. As vendas comparáveis, também chamadas de SSS, acompanham uma base de unidades que permite comparar períodos sem misturar o efeito das novas aberturas. O indicador ajuda a distinguir o desempenho das lojas existentes da receita acrescentada pela expansão.

No Burger King, as vendas comparáveis cresceram 10,9%. No Popeyes, avançaram 21,6%; no Starbucks, 7,6%; e no Subway, 18,8%. A companhia informou que todas as marcas tiveram crescimento acima da inflação e atribuiu esse desempenho à estratégia comercial adotada.

O indicador mostra a evolução das vendas, mas não deve ser confundido com aumento do número de clientes. Seu resultado pode refletir mudanças no volume vendido e no valor das compras. O comunicado não apresenta uma separação dessas parcelas para cada marca.

Nos últimos 12 meses, a receita operacional líquida alcançou R$ 5,7 bilhões, alta de 18,2%. Já as vendas do sistema chegaram a R$ 2,7 bilhões no trimestre. Essa medida considera o conjunto da rede e tem alcance diferente da receita reconhecida pela Zamp em suas demonstrações. Por isso, os dois valores não representam a mesma linha do resultado.

EBITDA cresce com e sem os efeitos dos aluguéis

O EBITDA ajustado passou de R$ 182,3 milhões para R$ 222,2 milhões. A margem desse indicador, que mostra sua proporção em relação à receita líquida, subiu de 13,9% para 14,3%. Isso significa que o resultado operacional medido dessa forma cresceu mais rapidamente que a receita.

Essa apresentação inclui o IFRS 16, norma contábil que altera o reconhecimento dos contratos de arrendamento, como os aluguéis dos imóveis usados pela operação. Parte das despesas passa a aparecer em linhas que ficam fora do EBITDA. Assim, a regra muda a apresentação do resultado, sem representar, por si só, uma alteração nas vendas.

Sem os efeitos do IFRS 16, o EBITDA ajustado foi de R$ 150,4 milhões, alta de 32%, conforme a tabela do comunicado. Na mesma base do ano anterior, o valor era de R$ 114,3 milhões. A margem passou de 8,7% para 9,7%.

As duas apresentações registram crescimento, mas precisam ser comparadas com bases equivalentes. Confrontar o valor com IFRS 16 de um período com o valor sem a norma de outro misturaria tratamentos contábeis diferentes para os arrendamentos.

Antes dos ajustes definidos pela companhia, o EBITDA somou R$ 212,8 milhões. Entre os itens adicionados estão R$ 5,4 milhões de despesas pré-operacionais, R$ 3 milhões de custos com plano de opção de compra de ações e R$ 1,1 milhão de outras despesas. Esses ajustes modificam o indicador apresentado, mas não retiram as despesas do resultado líquido.

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Despesas financeiras ajudam a explicar o prejuízo

A expansão do EBITDA não foi suficiente para levar a Zamp ao lucro. O prejuízo líquido caiu de R$ 22,5 milhões para R$ 7,3 milhões, mas a conta final permaneceu negativa. A diferença está nas despesas e nos efeitos contábeis que não entram no EBITDA.

A despesa financeira líquida, saldo entre despesas e receitas financeiras, alcançou R$ 87,5 milhões, contra R$ 70,6 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. O aumento foi de 24%. Essa linha absorveu parte do avanço registrado na operação.

A depreciação e a amortização, que reconhecem ao longo do tempo o consumo de ativos e direitos utilizados no negócio, somaram R$ 120,4 milhões. Um ano antes, eram R$ 129,9 milhões. Já a linha de imposto de renda e contribuição social registrou R$ 12,3 milhões, ante um valor negativo de R$ 0,9 milhão.

O EBITDA ajustado, portanto, não equivale ao lucro nem ao dinheiro disponível no caixa. Ele oferece uma leitura do desempenho antes dessas outras parcelas. O resultado líquido reúne as demais receitas e despesas reconhecidas no período e, neste trimestre, continuou mostrando perda.

Dívida líquida sobe e alavancagem chega a 2,7 vezes

A Zamp encerrou setembro com R$ 1.560,2 milhões em empréstimos e financiamentos. Em contrapartida, tinha R$ 226 milhões em caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras. A dívida líquida, que desconta essas disponibilidades do endividamento, ficou em R$ 1.334,2 milhões, contra R$ 767,7 milhões um ano antes.

Do total de empréstimos e financiamentos, R$ 279,3 milhões estavam classificados no circulante, parcela de curto prazo. Outros R$ 1.281 milhões apareciam no não circulante, que reúne compromissos de prazo mais longo. Essa divisão mostra a distribuição das obrigações no balanço, não apenas seu valor total.

A alavancagem, relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado acumulado em 12 meses, subiu de 2 vezes para 2,7 vezes, sem os efeitos do IFRS 16. O EBITDA usado nessa conta aumentou de R$ 384,3 milhões para R$ 502,9 milhões, mas o crescimento da dívida líquida elevou a relação.

Esse múltiplo não é um prazo de pagamento. Ele compara o tamanho da dívida com uma medida de desempenho operacional, que não corresponde integralmente ao dinheiro disponível para quitar obrigações.

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Por que isso importa

O resultado mostra uma operação com mais receita e EBITDA ajustado, ao mesmo tempo que a dívida líquida aumentou. Para quem analisa a Zamp, essa distinção explica por que o crescimento das vendas não se traduz automaticamente em lucro: a estrutura financeira também participa da conta final.

Depois do fechamento do trimestre, a companhia recebeu R$ 150 milhões de uma emissão de debêntures, títulos de dívida vendidos a investidores. A operação foi aprovada pelo conselho em 25 de setembro de 2026, mas os recursos entraram na conta em outubro.

Os títulos não são conversíveis em ações e não têm garantias por bens específicos nem garantias pessoais de terceiros. O vencimento ocorre em setembro de 2031. A remuneração acompanha o CDI, referência de juros do mercado financeiro, acrescido de 2,55% ao ano.

Segundo a companhia, o dinheiro poderá financiar capital de giro, recursos usados no funcionamento cotidiano do negócio, além de pagar obrigações financeiras e sustentar investimentos em expansão. A administração informou que a captação não altera as demonstrações encerradas em 30 de setembro de 2026. Assim, os números do trimestre não incluem essa entrada de recursos.

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Perguntas frequentes

A Zamp teve lucro no terceiro trimestre de 2026?

Não. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 7,3 milhões, uma redução de 67,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

Quanto cresceram as vendas das marcas da Zamp?

As vendas comparáveis avançaram 10,9% no Burger King, 21,6% no Popeyes, 7,6% no Starbucks e 18,8% no Subway. Esse indicador acompanha uma base comparável de lojas, separando seu desempenho do efeito das novas aberturas.

Por que o EBITDA aumentou e a empresa ainda teve prejuízo?

Porque o EBITDA não inclui todas as parcelas que formam o resultado líquido. A Zamp também reconheceu despesas financeiras líquidas, depreciação, amortização e tributos, que entram na apuração final.

Qual era a dívida líquida da Zamp?

A dívida líquida terminou setembro em R$ 1.334,2 milhões, após o desconto de caixa e aplicações dos empréstimos e financiamentos. A alavancagem ficou em 2,7 vezes o EBITDA ajustado de 12 meses, sem os efeitos do IFRS 16.

A captação de R$ 150 milhões já está no resultado do trimestre?

Não. Os recursos das debêntures foram recebidos em outubro de 2026, depois do encerramento do trimestre. Segundo a administração, o evento não altera as demonstrações financeiras de 30 de setembro.

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RD

Redação Arena do Dinheiro

A Redação da Arena do Dinheiro reúne jornalistas e especialistas em finanças, investimentos e economia, responsáveis pela produção e revisão do conteúdo do portal.

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As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional e não constituem recomendação ou oferta de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos.


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