A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira mostra Flávio Bolsonaro com 46% contra 45% de Lula no segundo turno. É empate técnico — a margem de erro é de dois pontos —, mas é a primeira leitura em que o senador aparece numericamente à frente. O Ibovespa futuro subia 1,65% na manhã seguinte à divulgação.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada em 8 de setembro de 2026 mostra Flavio Bolsonaro com 46% e Lula com 45% no segundo turno, resultado de empate tecnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No primeiro turno, Lula tem 39%, Flavio 35% e Augusto Cury 9%. Foram entrevistados 2.002 eleitores entre 4 e 7 de setembro, com 95% de confianca.
Principais pontos
- No segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 46% e Lula 45%, empate dentro da margem de erro.
- No primeiro turno, Lula aparece com 39%, Flávio com 35% e Augusto Cury com 9%.
- A desaprovação do governo é de 50%, contra 45% de aprovação.
- A rejeição é praticamente igual: 49% para Lula e 50% para Flávio.
- Foram 2.002 entrevistados entre 4 e 7 de setembro, com margem de dois pontos.
Os números
No cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 46% e Lula com 45%. Brancos e nulos somam 8% e 1% não respondeu. Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado é empate técnico — a diferença de um ponto está inteiramente dentro do intervalo.
No primeiro turno, o quadro é outro: Lula com 39%, Flávio com 35% e Augusto Cury com 9%. A diferença de quatro pontos no primeiro turno é maior que a margem, o que a torna estatisticamente mais consistente que o empate do segundo.
A metodologia, que importa
Foram 2.002 entrevistados, com campo entre 4 e 7 de setembro de 2026, grau de confiança de 95% e margem de dois pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06790/2026.
Registro no TSE não é detalhe burocrático: é o que permite conferir contratante, metodologia e valor pago. Pesquisa sem registro não deve entrar em decisão de nada. Como o dado chega ao preço dos ativos está em por que uma pesquisa move o dólar e os juros.
| Indicador | BTG/Nexus (divulgada em 08/09/2026) |
|---|---|
| 2º turno: Flávio Bolsonaro | 46% |
| 2º turno: Lula | 45% |
| 2º turno: brancos e nulos | 8% |
| 1º turno: Lula | 39% |
| 1º turno: Flávio Bolsonaro | 35% |
| 1º turno: Augusto Cury | 9% |
| Aprovação x desaprovação do governo | 45% x 50% |
| Rejeição: Lula / Flávio | 49% / 50% |
| Amostra, campo e margem | 2.002 entrevistados, 4 a 7/09, ±2 pontos |
Avaliação de governo e rejeição
Dois indicadores explicam melhor a disputa que a intenção de voto isolada. A desaprovação do governo está em 50%, contra 45% de aprovação. Na avaliação geral, 46% classificam o governo como ruim ou péssimo e 36% como bom ou ótimo.
Já a rejeição é praticamente idêntica entre os dois nomes: 49% para Lula e 50% para Flávio. Esse é o dado mais informativo do conjunto — quando os dois principais candidatos têm metade do eleitorado dizendo que não votaria neles, sobra pouco espaço para crescimento por convencimento, e a eleição tende a se decidir por rejeição comparada, não por adesão.
A comparação com a Quaest do dia anterior
Um dia antes, na segunda-feira (7), a Genial/Quaest divulgou empate em 41% a 41% no segundo turno, contra 42% a 41% a favor de Lula na rodada anterior. Ou seja: duas pesquisas, dois institutos, campos quase sobrepostos, e a mesma conclusão qualitativa de empate.
Mas com patamares diferentes: 41% a 41% em uma, 46% a 45% na outra. Cinco pontos de diferença no nível dos dois candidatos, com a mesma margem declarada. Por que isso acontece está em por que os números das duas pesquisas não batem, e a rodada anterior em a Quaest que moveu a bolsa.
A reação do mercado — e a ressalva
Na manhã desta terça, o Ibovespa futuro subia 1,65%, aos 190.630 pontos, e o dólar comercial recuava 0,37%, a cerca de R$ 5,111. A leitura imediata do mercado tem sido tratar avanço da oposição como cenário favorável a ativos brasileiros.
Aqui vai a ressalva que a narrativa dominante costuma ignorar. O fluxo estrangeiro já entrava na B3 desde 21 de agosto — R$ 7,3 bilhões em nove pregões —, portanto antes da rodada da Quaest do início de setembro. A política parece ter acelerado um movimento que começou por preço e por câmbio, não o ter iniciado. Os números estão em o fluxo de R$ 7,3 bilhões.
O que uma pesquisa não diz
Três limites que valem mais que qualquer projeção. Primeiro: pesquisa é fotografia, não previsão. Mede intenção declarada no período do campo — aqui, 4 a 7 de setembro — e não o que o eleitor fará na urna meses depois.
Segundo: empate técnico é empate. Manchete que diz “assume a liderança” com um ponto de diferença e margem de dois está descrevendo ruído como tendência. Terceiro: cenário de segundo turno é hipotético, condicionado a um primeiro turno que ainda não ocorreu — e no primeiro turno a diferença medida é de quatro pontos a favor de Lula. O que o mercado já precifica está em eleições 2026 e o mercado.
O que isso significa para você
Três leituras. Sobre não confundir os planos: preço de ativo reage a expectativa de política econômica, não a preferência partidária. A pergunta que o mercado faz é sobre gasto público, juro e câmbio, não sobre nomes.
Sobre ritmo: até outubro haverá dezenas de rodadas de pesquisa. Tentar operar cada uma é a receita mais confiável de acumular custo de corretagem e imposto sem retorno.
Sobre a bolsa: mesmo que a leitura eleitoral ajude, o Ibovespa subiu nesta manhã também porque o petróleo avançou 1,70% e a Petrobras pesa cerca de 12,5% no índice. Separar os dois efeitos é impossível — e quem afirma o contrário está adivinhando. A conta está em por que a bolsa sobe com o petróleo.
Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento e sem posição político-partidária. Dados conforme divulgação da pesquisa BTG/Nexus registrada no TSE sob o protocolo BR-06790/2026, com campo entre 4 e 7 de setembro de 2026, 2.002 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais. Resultados dentro da margem configuram empate técnico. Cotações de mercado referem-se à leitura da manhã de 08/09/2026, são intradiárias e não constituem fechamento.
Perguntas frequentes
O que diz a pesquisa BTG/Nexus de setembro?
No segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 46% e Lula 45%, empate técnico dentro da margem de dois pontos. No primeiro turno, Lula tem 39%, Flávio 35% e Augusto Cury 9%.
Flávio Bolsonaro assumiu a liderança?
Numericamente aparece um ponto à frente no segundo turno, mas a margem de erro é de dois pontos, o que caracteriza empate técnico. No primeiro turno, Lula segue quatro pontos à frente.
Como foi feita a pesquisa?
Foram 2.002 entrevistados entre 4 e 7 de setembro de 2026, com 95% de confiança e margem de dois pontos, registro no TSE sob o protocolo BR-06790/2026.
Qual a avaliação do governo?
A desaprovação está em 50% contra 45% de aprovação. Na avaliação geral, 46% consideram o governo ruim ou péssimo e 36% bom ou ótimo.
A bolsa subiu por causa da pesquisa?
Em parte. Na mesma manhã o petróleo Brent subia 1,70%, e a Petrobras pesa cerca de 12,5% no Ibovespa. Além disso, o fluxo estrangeiro já entrava desde 21 de agosto, antes das pesquisas recentes.



