As contas públicas estão no centro das atenções do mercado em 2026. A meta fiscal para o ano prevê um superávit primário de 1% do PIB, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto para cima ou para baixo. É o patamar mais ambicioso da atual regra fiscal — e o mais acompanhado por investidores.
O que é o resultado primário
O resultado primário mede a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, sem contar os juros da dívida. Um superávit primário significa que o governo gastou menos do que arrecadou (antes dos juros); um déficit, o contrário. É o principal indicador de saúde das contas públicas e influencia diretamente a confiança do mercado.
Como funciona o arcabouço fiscal
A regra em vigor, conhecida como arcabouço fiscal, combina duas travas. Primeiro, uma meta de resultado primário com banda (piso e teto). Segundo, um limite para o crescimento das despesas: os gastos só podem crescer até 70% da variação da receita dos últimos 12 meses, com um crescimento real entre 0,6% e 2,5% ao ano. Se a meta não for cumprida, há um mecanismo que trava despesas no ano seguinte.
Por que o mercado acompanha
A trajetória fiscal afeta tudo o que interessa ao investidor: juros, câmbio e Bolsa. Quando o mercado desconfia da capacidade do governo de equilibrar as contas, exige juros maiores para financiar a dívida, pressiona o dólar e penaliza a Bolsa. Quando enxerga responsabilidade fiscal, ocorre o contrário. Por isso, cada dado de arrecadação e cada debate no Congresso sobre gastos movem os preços dos ativos.
Entenda melhor o tema no guia sobre o que é política fiscal e acompanhe os desdobramentos na seção de Política.
Informações apuradas em 22 de julho de 2026, a partir de fontes públicas. Conteúdo informativo; não é recomendação de investimento.



