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ROMI tem receita de R$ 257,1 milhões no 3T26 e carteira de pedidos cresce 10,9%

ROMI registra carteira de R$ 992,7 milhões no 3T26. Entenda o avanço dos pedidos da B+W, as margens e o efeito dos créditos tributários.

ROMI tem receita de R$ 257,1 milhões no 3T26 e carteira de pedidos cresce 10,9%

A ROMI (ROMI3) registrou receita líquida de R$ 257,1 milhões no terceiro trimestre de 2026 e encerrou o período com carteira de pedidos de R$ 992,7 milhões, alta de 10,9% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. O avanço das encomendas foi puxado pela unidade de máquinas Burkhardt+Weber, a B+W, enquanto Máquinas ROMI e Fundidos e Usinados tiveram redução nas respectivas carteiras.

Última cotação de ROMI3 na B3: R$ 7,70 (+5,05% no dia) em 21/10/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

A ROMI recebeu R$ 421,5 milhões em novos pedidos no 3T26, crescimento anual de 8,5%, com desempenhos diferentes entre suas unidades. O EBITDA ajustado, indicador do resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes definidos pela companhia, foi de R$ 10,2 milhões, com margem de 4%. A empresa também informou reconhecimento de créditos tributários de R$ 46,8 milhões, com efeito positivo de R$ 35,7 milhões no lucro líquido do trimestre.

Principais pontos

  • A receita líquida somou R$ 257,1 milhões, com margem bruta de 26,1%.
  • O EBITDA ajustado ficou em R$ 10,2 milhões, equivalente a 4% da receita líquida.
  • A entrada de pedidos atingiu R$ 421,5 milhões, alta de 8,5% na comparação anual.
  • A carteira da B+W chegou a R$ 725,4 milhões, crescimento de 41,5% sobre o 3T25.
  • As aplicações financeiras totalizaram R$ 369,7 milhões, ante R$ 471,2 milhões em empréstimos no encerramento de setembro.
  • A apresentação destacou R$ 26,1 milhões em distribuição de juros sobre capital próprio.

Receita e margens mostram o resultado das vendas do trimestre

A receita líquida representa as vendas depois das deduções, como impostos incidentes sobre o faturamento. Sobre os R$ 257,1 milhões registrados no trimestre, a ROMI apresentou margem bruta de 26,1%. Essa margem mostra a parcela que resta após descontar os custos dos produtos vendidos, antes de outras despesas do negócio.

Já a margem EBITDA ajustada de 4% mede o peso desse indicador sobre a receita. Ela ajuda a observar o desempenho da operação sem misturá-lo diretamente aos efeitos de financiamento, tributação e desgaste contábil dos ativos. Não equivale, porém, ao dinheiro que entrou no caixa nem ao lucro final disponível aos acionistas.

A distinção ganha relevância neste resultado porque houve reconhecimento de créditos tributários. O efeito de R$ 35,7 milhões no lucro líquido não deve ser confundido com o lucro total do trimestre. Também não pode ser somado ao EBITDA ajustado como se os dois valores representassem a mesma medida de desempenho.

Nas notas da apresentação, a ROMI informa ajustes nos indicadores relacionados a valor presente, empreendimentos imobiliários e processo previdenciário. O ajuste a valor presente é um tratamento contábil que considera o efeito do tempo sobre valores a receber ou pagar. A leitura dos números ajustados, portanto, precisa respeitar os critérios usados pela companhia.

B+W concentra o crescimento da carteira de pedidos

A B+W recebeu R$ 252,1 milhões em encomendas no trimestre, avanço de 63,8% sobre o 3T25. Sua carteira terminou o período em R$ 725,4 milhões, alta anual de 41,5% e de 49% em relação ao trimestre anterior. Foi essa unidade que sustentou o crescimento da carteira consolidada.

Na outra direção, a carteira de Máquinas ROMI ficou em R$ 237 milhões, queda de 27,9% em relação ao mesmo período de 2025 e de 11,7% frente ao 2T26. Em Fundidos e Usinados, o saldo foi de R$ 30,3 milhões, recuos de 43,8% na comparação anual e de 34,9% na trimestral.

A carteira de pedidos reúne encomendas ainda não transformadas em faturamento. É diferente da entrada de pedidos, que registra os novos negócios recebidos em determinado período. Uma carteira maior dá dimensão do trabalho contratado, mas não significa que todo esse valor já seja receita ou dinheiro disponível.

Há ainda uma diferença de base: segundo a apresentação, os valores de entrada e carteira são brutos, incluem impostos e não contemplam peças e serviços. Por isso, não cabe compará-los diretamente à receita líquida como se fossem medidas equivalentes.

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Novas encomendas e volumes seguem ritmos diferentes

O crescimento dos pedidos consolidados no trimestre não se repetiu no acumulado do ano. Nos nove primeiros meses de 2026, a entrada totalizou R$ 1,023 bilhão, queda de 10,6% sobre igual intervalo de 2025. Nesse recorte, a B+W cresceu 16,8%, enquanto Máquinas ROMI recuou 15,6% e Fundidos e Usinados caiu 45,4%.

No trimestre isolado, Máquinas ROMI recebeu R$ 146,9 milhões em pedidos, redução anual de 15%. Em Fundidos e Usinados, as novas encomendas somaram R$ 22,5 milhões, queda de 63,6%. Assim, a alta consolidada conviveu com retração em parte das atividades.

Os volumes faturados também mostram diferenças. Máquinas ROMI registrou 268 unidades no 3T26, ante 225 no 3T25. A B+W faturou uma máquina, contra quatro um ano antes. Já Fundidos e Usinados passou de 2.728 toneladas para 1.851 toneladas nessa comparação.

Esses números ajudam a separar contratação e entrega. Uma unidade pode receber encomendas e faturar poucos equipamentos no mesmo trimestre, porque os dois eventos pertencem a etapas diferentes. Além disso, a quantidade de máquinas, sozinha, não determina a receita: equipamentos e projetos podem ter valores distintos.

Créditos tributários e dívida entram em contas diferentes

O reconhecimento de R$ 46,8 milhões em créditos tributários teve impacto positivo de R$ 35,7 milhões no lucro líquido, segundo a companhia. Um crédito tributário representa um direito relacionado a tributos. Seu reconhecimento contábil pode afetar o resultado, sem significar necessariamente entrada de dinheiro no mesmo momento.

Na posição financeira de 30 de setembro de 2026, a ROMI apresentou R$ 369,7 milhões em aplicações e R$ 471,2 milhões em empréstimos. A diferença corresponde à dívida líquida de R$ 101,5 milhões: as obrigações financeiras superavam os recursos aplicados naquela data.

As aplicações estavam divididas entre R$ 267,7 milhões em certificados de depósito bancário, os CDBs, e R$ 102 milhões na rubrica de bancos e depósitos a prazo. Do lado dos empréstimos, R$ 24,2 milhões venciam nos três meses restantes de 2026 e R$ 204,4 milhões em 2027.

Os demais vencimentos estavam distribuídos entre R$ 89 milhões em 2028 e R$ 153,6 milhões em 2029 e depois. Essa distribuição mostra quando as obrigações vencem, enquanto o saldo líquido resume a diferença entre empréstimos e aplicações. Nenhuma dessas medidas, isoladamente, substitui a análise do resultado operacional.

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O que muda para o acionista

Para quem tem ROMI3, o resultado reúne movimentos distintos: crescimento da carteira consolidada, concentração desse avanço na B+W e retração das encomendas nas outras unidades. A carteira ajuda a dimensionar negócios contratados, enquanto receita, margens e volumes mostram o que foi reconhecido no período.

A apresentação também destaca R$ 26,1 milhões em distribuição de juros sobre capital próprio, uma forma de remuneração ao acionista que a empresa pode deduzir na apuração de tributos. O documento não detalha valor por ação, data de pagamento ou data que define os acionistas com direito a esse montante; portanto, o total não permite calcular quanto cada investidor receberá.

Na leitura do trimestre, o ponto central é separar operação, efeito tributário e remuneração ao acionista. Os pedidos ainda em carteira não são faturamento realizado, o benefício tributário não representa sozinho o lucro total e a distribuição mencionada tem natureza diferente dessas duas contas.

Perguntas frequentes

Quanto a ROMI faturou no terceiro trimestre?

A receita líquida foi de R$ 257,1 milhões no terceiro trimestre de 2026. A companhia apresentou margem bruta de 26,1% e EBITDA ajustado de R$ 10,2 milhões.

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Por que a carteira de pedidos cresceu?

O avanço foi sustentado pela B+W, cuja carteira alcançou R$ 725,4 milhões, alta anual de 41,5%. As carteiras de Máquinas ROMI e Fundidos e Usinados diminuíram na mesma comparação.

Os R$ 35,7 milhões são o lucro da ROMI?

Não: esse valor é o impacto positivo dos créditos tributários no lucro líquido do trimestre. A companhia informou reconhecimento de R$ 46,8 milhões em créditos, que não deve ser confundido com o resultado líquido total.

Quando serão pagos os juros sobre capital próprio?

A apresentação não informa a data de pagamento dos R$ 26,1 milhões destacados em JCP. Também não apresenta o valor por ação nem a data que determina quem terá direito ao recebimento.

Pedido em carteira já conta como venda faturada?

Não: a carteira reúne encomendas que ainda não foram convertidas em faturamento. Na apresentação da ROMI, os valores de pedidos incluem impostos e excluem peças e serviços.

Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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