A Vamos (VAMO3) registrou receita líquida de R$ 1.594,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 4,3% sobre o mesmo período de 2025, segundo sua prévia de resultados. A locação cresceu e compensou a queda na venda de ativos, enquanto a indústria também ampliou o faturamento.
Última cotação de VAMO3 na B3: R$ 6,64 (+8,32% no dia) em 21/10/2026 (fonte: Brapi).
Resumo rápido
A receita de locação alcançou R$ 1.156,4 milhões, avanço anual de 11,5%, e foi classificada pela Vamos como recorde. A venda de ativos caiu 20,9%, para R$ 310,3 milhões, e a ocupação da frota ficou em 88,8%. A companhia também passou a separar as extensões de contratos dos indicadores de investimento, porque essas prorrogações não exigem desembolso nem implantação de ativos.
Principais pontos
- A receita consolidada cresceu 1,9% em relação ao segundo trimestre e somou R$ 4.778,8 milhões nos nove meses de 2026.
- O investimento implantado chegou a R$ 965,0 milhões, aumento de 25,2% sobre o trimestre anterior.
- As extensões de contratos atingiram R$ 970,1 milhões no acumulado do ano, acima do limite superior da projeção anual de R$ 900 milhões.
- Retomadas e devoluções antecipadas somaram R$ 111,4 milhões, queda de 55,6% na comparação anual.
- A receita de seminovos foi de R$ 301,0 milhões, recuo anual de 23,3%, com margem bruta entre 0% e 1%.
Locação cresce com mais ativos em operação
A locação foi o principal componente da receita da Vamos no trimestre. Além da expansão anual, o segmento cresceu 6,4% em relação ao segundo trimestre de 2026. Segundo a companhia, o resultado veio do aumento da frota alugada, com implantação mais rápida de ativos novos e redução das retomadas.
Na prática, a implantação é a etapa em que o ativo contratado entra em operação para atender o cliente. A empresa atribui a aceleração ao recebimento de mais ativos das montadoras, em linha com as contratações realizadas ao longo do ano. Contratar e colocar o equipamento para trabalhar são momentos diferentes do negócio.
A indústria também contribuiu para a expansão consolidada. Sua receita alcançou R$ 127,5 milhões, alta de 28,2% sobre o terceiro trimestre de 2025 e de 13,5% sobre o trimestre anterior. Nos nove meses, essa frente somou R$ 348,3 milhões, crescimento anual de 30,3%.
Os números mostram movimentos distintos dentro da companhia: locação e indústria avançaram, enquanto a venda de ativos recuou. Por isso, o crescimento consolidado foi menor que o observado nas duas frentes que ampliaram suas receitas.
Implantação acelera, mas contratação recua frente ao trimestre anterior
O capex contratado, indicador dos investimentos vinculados aos contratos firmados, foi de R$ 1.179,9 milhões. O valor cresceu 42,1% sobre o terceiro trimestre de 2025, mas caiu 11,1% ante o segundo trimestre de 2026. Desse total, R$ 984,8 milhões corresponderam a ativos novos.
Já o capex implantado, que registra os investimentos em ativos colocados em operação, atingiu R$ 965,0 milhões. A alta foi de 9,2% na comparação anual e de 25,2% na trimestral. Os ativos novos responderam por R$ 839,7 milhões dessa implantação, avanço de 37,5% sobre o trimestre anterior.
No Sempre Novo, modalidade de locação de ativos usados, a contratação chegou a R$ 195,1 milhões, recorde segundo a Vamos. A implantação ficou em R$ 125,4 milhões, queda trimestral de 21,8%. A companhia atribuiu essa diferença ao processo de preparação dos equipamentos antes de entrarem em operação.
A aceleração recente da implantação não elimina a diferença acumulada no ano. De janeiro a setembro, o capex implantado somou R$ 2.497,1 milhões, 3,8% abaixo do mesmo período de 2025. O contratado, por sua vez, cresceu 26,6%, para R$ 3.345,1 milhões.
Extensões superam projeção e passam a aparecer separadas
As extensões de contratos alcançaram R$ 482,9 milhões no trimestre, crescimento de 200,1% sobre um ano antes. No acumulado de nove meses, chegaram a R$ 970,1 milhões, superando o limite superior de R$ 900 milhões do guidance, a projeção da companhia para o ano.
A extensão mantém o contrato por mais tempo, sem exigir a compra e a implantação de outro ativo. É diferente, portanto, de uma nova contratação que dependa de investimento para colocar um equipamento em operação.
Essa distinção motivou a mudança de apresentação. A partir deste trimestre, a Vamos mostra as extensões separadamente, fora dos totais de capex contratado e implantado. Segundo a empresa, elas não envolvem desembolso de caixa nem processo de implantação. Assim, os indicadores separam a continuidade dos contratos dos investimentos ligados à colocação de ativos em operação.
Ocupação fica em 88,8% e devoluções diminuem
A ocupação, parcela da frota que está alugada, ficou em 88,8%, ante 86,8% um ano antes e 89,0% no trimestre anterior. A melhora anual foi de 2 pontos percentuais, enquanto a comparação trimestral mostrou recuo de 0,2 ponto percentual.
A Vamos relacionou o patamar de setembro ao aumento do estoque de ativos novos em preparação para implantação nos próximos meses. Segundo cálculo apresentado pela companhia, sem o efeito desse aumento de estoque entre junho e setembro, a ocupação teria sido de 89,3%. Trata-se de uma medida ajustada pela empresa, não da taxa efetivamente registrada.
As retomadas e devoluções antecipadas caíram para R$ 111,4 milhões, redução de 41,2% sobre o segundo trimestre. Segundo a Vamos, foi o menor patamar desde o início das retomadas, no primeiro trimestre de 2023, sem concentração setorial relevante.
Já os términos de contratos somaram R$ 313,7 milhões, alta anual de 49,8%. São movimentos diferentes: o encerramento previsto de um contrato não é igual à devolução antes do prazo. Juntos, términos, retomadas e devoluções antecipadas compuseram R$ 425,1 milhões de desmobilização, a saída de ativos dos contratos de locação.
Seminovos têm menor receita e margem bruta estreita
A receita de seminovos caiu para R$ 301,0 milhões, recuo de 16,1% sobre o segundo trimestre. Segundo a companhia, o volume de ativos vendidos ficou em linha com o trimestre anterior, mas o valor médio por venda foi menor.
A Vamos também apontou maior uso dos estoques de usados pela própria locação, por meio do Sempre Novo. Ao mesmo tempo, as extensões de contratos e a redução das retomadas diminuíram a entrada de equipamentos no estoque disponível para venda. Outro fator citado foi a maior restrição dos bancos ao financiamento de ativos usados.
A margem bruta ficou entre 0% e 1%. Esse indicador mede quanto sobra da receita depois dos custos diretamente associados às vendas, antes das demais despesas. Não equivale, portanto, ao lucro líquido da operação ou da companhia.
O que muda para o acionista
A prévia mostra expansão da locação, maior implantação de ativos novos e menor volume de devoluções antecipadas. Também revela a ligação entre as operações: equipamentos usados destinados à locação deixam de estar disponíveis para venda, enquanto contratos prorrogados mantêm os ativos com os clientes.
O fato relevante, comunicado usado para divulgar informações relevantes aos investidores, não apresenta lucro líquido nem o valor do EBITDA, medida de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Sobre a margem EBITDA da locação, a Vamos informou apenas que permaneceu em linha com os níveis registrados ao longo do ano.
As informações são preliminares, não auditadas e sujeitas a revisão até a divulgação oficial. O documento não informa a data dessa publicação. Para o acionista, o retrato disponível é principalmente operacional: mostra a evolução das receitas e da utilização dos ativos, mas ainda não permite conhecer o resultado líquido do trimestre.
Perguntas frequentes
Quanto a Vamos faturou no terceiro trimestre de 2026?
A receita líquida consolidada foi de R$ 1.594,3 milhões, com crescimento de 4,3% sobre o terceiro trimestre de 2025. Na comparação com o segundo trimestre de 2026, a alta foi de 1,9%.
Por que a receita de seminovos caiu?
A Vamos citou menor valor médio dos ativos vendidos, maior destinação de usados à locação e menor entrada de equipamentos no estoque de venda. A companhia também apontou restrições dos bancos ao financiamento da compra desses ativos.
O que mudou na apresentação das extensões de contratos?
As extensões passaram a ser mostradas separadamente dos totais de capex contratado e implantado. Segundo a empresa, prorrogar esses contratos não exige desembolso de capital nem implantação de ativos.
Qual foi a ocupação da frota?
A taxa registrada foi de 88,8%, contra 86,8% no terceiro trimestre de 2025 e 89,0% no segundo trimestre de 2026. A Vamos atribuiu o movimento trimestral ao aumento do estoque de ativos novos em preparação para implantação.
A prévia já mostra o lucro da Vamos?
Não, o documento não apresenta o lucro líquido do trimestre. Os números divulgados são preliminares, não auditados e podem ser revisados até a publicação oficial.
Ativos citados nesta matéria
Cotações ao vivo, com atraso. Clique para ver a ficha completa. Não é recomendação de investimento.



