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Apple e Amazon divulgam resultados hoje: o que o mercado espera

As duas últimas gigantes da temporada reportam após o fechamento. Veja os números projetados e por que a AWS é o dado que decide a reação da Amazon.

Apple e Amazon divulgam resultados hoje: o que o mercado espera
Foto: Eren Li / Pexels

Depois de Microsoft e Meta, a temporada de tecnologia chega às duas últimas gigantes: Apple e Amazon divulgam resultados nesta quinta-feira, 30 de julho. A Apple reporta seu terceiro trimestre fiscal e a Amazon o segundo trimestre de 2026, ambas com números aguardados após o fechamento do mercado americano.

Resumo rápido

Apple e Amazon divulgam resultados em 30 de julho de 2026. Para a Apple, o consenso projeta lucro por ação de US$ 1,89 e crescimento de receita entre 14% e 17%, com margem bruta entre 47,5% e 48,5%. Para a Amazon, a expectativa é de receita em torno de US$ 196 bilhões, lucro por ação de US$ 1,82 e receita de US$ 40,5 bilhões na AWS, alta de 31%.

Principais pontos
  • Apple: consenso de lucro por ação de US$ 1,89 e receita crescendo 14% a 17%.
  • Apple: margem bruta projetada entre 47,5% e 48,5%; foco em iPhone, serviços e IA.
  • Amazon: receita esperada de cerca de US$ 196 bilhões e lucro por ação de US$ 1,82.
  • Amazon: AWS projetada em US$ 40,5 bilhões, alta de 31% sobre os US$ 30,8 bilhões do 2T25.
  • O tema dominante da temporada segue sendo o gasto com infraestrutura de IA.

Apple: iPhone, serviços e margem

A Apple divulga o terceiro trimestre do seu ano fiscal de 2026. O consenso de mercado aponta lucro por ação de US$ 1,89, com crescimento de receita projetado entre 14% e 17% em 12 meses — ritmo forte para uma companhia desse porte.

A margem bruta esperada fica entre 47,5% e 48,5%, e esse é um dos indicadores mais observados: margem alta é a marca do modelo de negócio da companhia, e qualquer compressão sinaliza pressão de custos ou mudança de mix de produtos.

Três pontos concentram a atenção: a demanda por iPhone, que responde pela maior fatia da receita; o crescimento da divisão de serviços, que tem margem superior à de hardware e por isso pesa mais no lucro; e o que a administração dirá sobre investimentos em inteligência artificial — a Apple tem adotado postura mais contida que as concorrentes nesse tema.

Amazon: AWS é o número que importa

Para a Amazon, o mercado projeta receita total em torno de US$ 196 bilhões no trimestre e lucro por ação de US$ 1,82. Mas o número que move a ação é outro: a receita da AWS, braço de computação em nuvem.

A projeção é de US$ 40,5 bilhões para a AWS, o que representaria alta de 31% sobre os US$ 30,8 bilhões reportados no segundo trimestre de 2025. O parâmetro de comparação acaba de ser elevado: a Microsoft reportou crescimento de 43% no Azure, e o mercado inevitavelmente vai comparar as duas nuvens.

Além disso, três frentes serão avaliadas: a lucratividade do varejo, historicamente de margem baixa; o crescimento da publicidade, que virou uma das linhas mais rentáveis da companhia; e o gasto com infraestrutura de IA, que na Amazon é projetado na casa dos US$ 200 bilhões para o ano.

O padrão da temporada

Os balanços já divulgados deixaram claro qual é o critério do mercado neste ciclo. Não basta bater as estimativas de lucro: é preciso mostrar que o investimento pesado em inteligência artificial está sendo puxado por demanda contratada.

A Microsoft mostrou isso — nuvem crescendo 43% e receita contratada em alta de 84% — e a ação subiu forte. A Meta apresentou receita acima do esperado, mas lucro 14% menor e capex com piso elevado, e caiu mais de 7%. É esse o filtro pelo qual Apple e Amazon serão avaliadas.

O que pode dar errado

Para a Apple, os riscos estão em demanda de hardware e margem. Um trimestre de iPhone abaixo do esperado, ou sinal de compressão de margem por custos, tende a pesar mesmo com serviços indo bem. Também conta o guidance para o trimestre seguinte, que inclui o período de lançamentos.

Para a Amazon, o risco número um é a AWS desacelerando. Se a nuvem crescer bem abaixo dos 31% projetados — especialmente com o Azure em 43% —, a leitura é de perda de participação em um mercado que define o valuation da companhia. O segundo risco é o capex: gasto ainda maior sem evidência de retorno tende a ser mal recebido.

Como isso afeta quem investe no Brasil

Apple e Amazon estão entre as maiores posições dos principais índices americanos e, por consequência, de boa parte dos fundos e ETFs internacionais disponíveis no país. Movimentos fortes nesses papéis afetam qualquer carteira com exposição internacional.

Quem investe via BDRs sente o efeito no dia seguinte, com o ajuste da cotação e do câmbio. E há o canal indireto: reações fortes em tecnologia mexem com o apetite global por risco, o que chega à bolsa brasileira pelo humor dos investidores estrangeiros.

Como acompanhar sem reagir por impulso

Balanço de big tech tem duas etapas: o número, divulgado em comunicado, e a explicação, dada na teleconferência. É comum a ação cair no after-hours e reverter no dia seguinte depois de a administração detalhar premissas — ou o contrário.

Para quem tem posição, a recomendação prática é aguardar o conjunto: resultado, guidance e teleconferência. Nossos guias de como ler um balanço e de como lidar com volatilidade tratam desse processo.

Os valores citados são projeções de consenso de mercado antes da divulgação, não resultados confirmados. Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento.

Perguntas frequentes


Quando Apple e Amazon divulgam resultados?

As duas companhias reportam em 30 de julho de 2026, após o fechamento do mercado americano. A Apple divulga o terceiro trimestre do ano fiscal de 2026 e a Amazon o segundo trimestre de 2026.


O que o mercado espera da Apple?

Lucro por ação de US$ 1,89, crescimento de receita entre 14% e 17% em 12 meses e margem bruta entre 47,5% e 48,5%, com atenção à demanda por iPhone, ao crescimento de serviços e à postura em investimentos de IA.


O que o mercado espera da Amazon?

Receita em torno de US$ 196 bilhões e lucro por ação de US$ 1,82, com a AWS projetada em US$ 40,5 bilhões — alta de 31% sobre os US$ 30,8 bilhões do segundo trimestre de 2025.


Por que a AWS é o número mais importante da Amazon?

Porque a nuvem é a divisão que sustenta a rentabilidade e o valuation da companhia. A comparação ficou mais dura após a Microsoft reportar crescimento de 43% no Azure no mesmo período.


Como esses balanços afetam o investidor brasileiro?

Por três vias: exposição direta via BDRs ou ações no exterior; exposição indireta por fundos e ETFs internacionais, nos quais as duas têm peso alto; e o efeito no apetite global por risco, que influencia a bolsa brasileira.


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RD

Redação Arena do Dinheiro

A Redação da Arena do Dinheiro reúne jornalistas e especialistas em finanças, investimentos e economia, responsáveis pela produção e revisão do conteúdo do portal.

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As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional e não constituem recomendação ou oferta de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos.


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