O Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano na quarta-feira, em decisão unânime. É o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto, e o resultado veio em linha com 75 das 78 casas consultadas pelo Projeções Broadcast.
Na 281ª reunião, realizada em 16 de setembro de 2026, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, em decisão unânime dos sete membros. Foi o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. O comunicado apontou moderação gradual da atividade e inflação abaixo do teto da meta, mas ainda acima do centro, com riscos de assimetria altista.
Principais pontos
- A Selic caiu de 14% para 13,75% ao ano na 281ª reunião do Copom.
- A decisão foi unânime entre os sete membros do comitê.
- É o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual.
- O resultado foi previsto por 75 das 78 casas do Projeções Broadcast.
- O comunicado apontou riscos inflacionários com assimetria altista.
A decisão
O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, levando a Selic de 14% para 13,75% ao ano. Foi a 281ª reunião do colegiado.
A decisão foi unânime. Votaram pelo corte o presidente do Banco Central, Gabriel Muricca Galípolo, e os diretores Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.
O que o comitê viu na economia
Segundo o comunicado, os indicadores mostram moderação gradual da atividade econômica, sobretudo nos setores mais cíclicos — aqueles que respondem mais rápido a juros, como construção e bens duráveis. Ainda assim, o comitê descreveu a atividade como resiliente e o mercado de trabalho como aquecido.
Essa combinação é a tensão central da decisão. Atividade desacelerando justifica cortar; mercado de trabalho aquecido sugere pressão de renda e, por consequência, de preços de serviços. O comitê reconheceu as duas coisas ao mesmo tempo.
| Item | Dado |
|---|---|
| Selic anterior | 14,00% ao ano |
| Selic atual | 13,75% ao ano |
| Variação | -0,25 ponto percentual |
| Reunião | 281ª, em 16 de setembro de 2026 |
| Votação | unânime, sete membros |
| Cortes consecutivos | cinco |
O que o comitê disse sobre a inflação
O comunicado registrou que a inflação cheia e a média das medidas subjacentes — os chamados núcleos — desaceleraram e ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, que é de 4,5%. Mas permanecem acima do centro da meta, de 3%.
O dado que sustenta essa leitura é o IPCA de agosto, que registrou deflação de 0,32% e levou o acumulado em 12 meses a 4,22%, como mostramos em a análise do índice. A distância até o teto da meta é de 0,28 ponto.
O alerta que veio junto
O comitê afirmou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual — com assimetria altista. Em outras palavras: o cenário é mais incerto que o normal, e a chance de surpresa para cima é maior que para baixo.
As expectativas de inflação colhidas pela pesquisa Focus seguem acima da meta: 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027. Expectativa desancorada encarece o combate à inflação, porque empresas e trabalhadores passam a reajustar preços e salários com base nela. O significado técnico do termo está em o que é assimetria altista.
Nenhuma sinalização para novembro
O ponto que mais interessava ao mercado não veio. O comunicado não indicou se o ciclo de cortes continua na próxima reunião, marcada para novembro, deixando os próximos passos em aberto.
Isso é uma escolha deliberada, e ela tem efeito sobre preços. Um comitê que não se compromete preserva liberdade para reagir aos dados — e obriga o mercado a precificar mais de um cenário ao mesmo tempo. O detalhamento está em o que significa deixar em aberto.
O que muda para você
A Selic é a referência da renda fixa pós-fixada. Com a taxa em 13,75%, o Tesouro Selic, os CDBs atrelados ao CDI e os fundos de renda fixa rendem proporcionalmente menos a partir de agora — ainda que a diferença de 0,25 ponto seja pequena sobre valores modestos.
Para quem tem dívida, o repasse é mais lento e nem sempre chega: linhas com taxa prefixada não mudam, e o custo do crédito novo depende também do risco de cada tomador. Simule os cenários nas calculadoras e acompanhe a Selic.
Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. Dados conforme o comunicado do Copom de 16 de setembro de 2026.
Perguntas frequentes
Qual a taxa Selic atual?
A Selic está em 13,75% ao ano, após o corte de 0,25 ponto percentual decidido pelo Copom em 16 de setembro de 2026. A taxa anterior era de 14%.
A decisão foi unânime?
Sim. Os sete membros do comitê votaram pelo corte, incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e os seis diretores que compõem o colegiado.
Quantos cortes seguidos já foram feitos?
Cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. O resultado de setembro veio em linha com a expectativa de 75 das 78 casas consultadas pelo Projeções Broadcast.
O que o Copom disse sobre a inflação?
Que a inflação cheia e a média dos núcleos desaceleraram e ficaram abaixo do teto da meta, de 4,5%, mas seguem acima do centro, de 3%. Os riscos permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista.
O Copom sinalizou novo corte em novembro?
Não. O comunicado deixou os próximos passos em aberto, sem indicar se o ciclo de cortes continua na reunião seguinte.



