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Quem são os membros do Copom que decidem a Selic

O presidente do Banco Central tem um voto, como qualquer outro membro. E o placar da votação costuma antecipar mudanças de rumo.

Quem são os membros do Copom que decidem a Selic
Foto: Jopwell / Pexels

A taxa que define o rendimento da sua reserva de emergência é decidida por um grupo pequeno de pessoas com nome e sobrenome. Na reunião de setembro, foram sete votos — e todos foram na mesma direção.

Resumo rápido

O Comitê de Política Monetária é formado pelo presidente do Banco Central e pelos diretores da autoridade monetária. Na 281ª reunião, em 16 de setembro de 2026, votaram pelo corte da Selic para 13,75% o presidente Gabriel Muricca Galípolo e os diretores Ailton de Aquino Santos, Gilneu Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

Principais pontos
  • O Copom é formado pelo presidente do Banco Central e pelos diretores da instituição.
  • Na reunião de setembro de 2026, sete membros votaram, todos pelo corte.
  • Cada membro tem um voto, incluindo o presidente.
  • Os nomes dos votantes são divulgados no comunicado de cada reunião.
  • Desde 2021 o Banco Central tem autonomia formal, com mandatos fixos.

Quem votou em setembro

O comunicado da 281ª reunião, de 16 de setembro de 2026, registrou os votos pelo corte da Selic de 14% para 13,75% ao ano. Votaram o presidente do Banco Central, Gabriel Muricca Galípolo, e os diretores Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

São sete votos, todos na mesma direção. A publicação nominal não é detalhe burocrático: é o que permite acompanhar a posição individual de cada membro ao longo do tempo e identificar mudanças de postura antes que elas apareçam nas decisões.

Como o colegiado é formado

O Copom é composto pelo presidente do Banco Central e pelos diretores da instituição, cada um responsável por uma área — política monetária, política econômica, fiscalização, regulação, organização do sistema financeiro, relacionamento e administração.

O número de votantes pode variar conforme haja cargos vagos aguardando indicação e aprovação. Por isso o comunicado sempre lista quem efetivamente votou, em vez de presumir uma composição fixa.

Elemento Como funciona
Composição presidente do BC e diretores da instituição
Peso dos votos um voto por membro, inclusive o presidente
Divulgação nomes dos votantes constam do comunicado
Frequência oito reuniões ordinárias por ano
Detalhamento ata publicada dias após a decisão

O presidente não decide sozinho

Esta é a confusão mais comum. O presidente do Banco Central tem um voto, como qualquer outro membro. Ele não tem poder de veto nem voto de qualidade em condições normais.

O que ele tem é influência: conduz a discussão, define a pauta técnica e é a voz pública da instituição. Mas uma decisão contrária à maioria do colegiado é, formalmente, possível. Por isso o placar importa tanto quanto o número.

Por que a unanimidade comunica

Uma decisão unânime, como a de setembro, transmite coesão e reduz a chance de mudança brusca de rumo na reunião seguinte. Um placar dividido faz o oposto: indica que o comitê está próximo de um ponto de inflexão.

É um indicador com valor preditivo razoável. Divergências internas tendem a aparecer antes das mudanças de ciclo, não depois — o que torna o acompanhamento do placar mais informativo do que costuma parecer. O mesmo vale para o banco central americano, como explicamos em a votação do FOMC.

A autonomia e os mandatos

Desde 2021 o Banco Central brasileiro tem autonomia formal, com mandatos fixos para o presidente e os diretores, não coincidentes com o mandato presidencial. A intenção declarada do arranjo é reduzir a influência do ciclo político sobre as decisões de juros.

Na prática, isso significa que quem decide a Selic não pode ser demitido por discordar do governo. É um desenho institucional comum em economias que adotam metas de inflação, e ele afeta como o mercado precifica o risco de decisões politicamente motivadas.

O que acompanhar daqui para frente

Três elementos valem atenção em cada reunião: o número, o placar e os nomes. O número muda a sua renda fixa hoje; o placar antecipa o que vem; os nomes permitem construir um histórico de posições individuais.

A próxima reunião está marcada para novembro, e o comunicado de setembro não indicou o que o comitê fará. A ata, prevista para 22 de setembro, traz o debate por trás da decisão — assunto tratado em o que procurar na ata. Acompanhe a Selic.

Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. A composição do colegiado pode mudar por término de mandato, vacância ou nova indicação; confira sempre o comunicado da reunião mais recente.

Perguntas frequentes


Quem decide a taxa Selic?

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, formado pelo presidente da instituição e por seus diretores. Na reunião de 16 de setembro de 2026, sete membros votaram pelo corte para 13,75%.


Quem votou na reunião de setembro de 2026?

O presidente Gabriel Muricca Galípolo e os diretores Ailton de Aquino Santos, Gilneu Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira, todos pelo corte.


O presidente do Banco Central tem voto maior?

Não. Ele tem um voto, como qualquer outro membro do colegiado, sem poder de veto em condições normais. Sua influência vem da condução da discussão e da comunicação pública.


Por que a unanimidade importa?

Porque transmite coesão e reduz a chance de mudança brusca de rumo na reunião seguinte. Placares divididos costumam aparecer antes de mudanças de ciclo, funcionando como sinal antecipado.


O Banco Central é independente?

Desde 2021 tem autonomia formal, com mandatos fixos para presidente e diretores, não coincidentes com o mandato presidencial, o que reduz a influência do ciclo político sobre as decisões de juros.


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Redação Arena do Dinheiro

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