O Copom começa nesta terça-feira (4) a reunião que define a taxa Selic, e o anúncio sai na quarta-feira (5), às 18h30 de Brasília, depois do fechamento dos mercados. A expectativa quase unânime é de corte de 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14,00% ao ano — o que seria a quarta redução consecutiva desde o pico de 15% ao ano.
A decisão do Copom sobre a Selic sai na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, às 18h30 de Brasília, após o fechamento dos mercados. O mercado espera corte de 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14,00% ao ano — a quarta redução seguida desde o pico de 15%. A ata da reunião será publicada na terça seguinte, às 8h. O que move o mercado é menos o número e mais o comunicado.
Principais pontos
- A decisão sai na quarta-feira, 5 de agosto, às 18h30 de Brasília, depois do fechamento do mercado.
- A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14,00% ao ano.
- Seria o quarto corte consecutivo desde o pico de 15%, com reduções em março, abril e junho.
- A ata da reunião é publicada às 8h da terça-feira seguinte e costuma mexer mais no mercado que a decisão.
- O Focus desta semana passou a projetar Selic de 13,75% no fim de 2026, ou seja, mais um corte além do de agosto.
A que horas sai a decisão do Copom
O comunicado é publicado no site do Banco Central às 18h30 de Brasília da quarta-feira, segundo dia da reunião. O horário é fixo e proposital: sai com a Bolsa e o mercado de câmbio já fechados, para que a reação aos preços aconteça na sessão seguinte, com todos os investidores tendo lido o mesmo texto.
Junto com a taxa vem o comunicado, um documento curto — geralmente de quatro a seis parágrafos — que explica a decisão e sinaliza o que o comitê pretende fazer adiante. É esse texto, e não o número, que costuma determinar como a Bolsa e os juros futuros abrem na quinta-feira.
Por que o mercado já sabe o número
Porque a taxa de juros é negociada. No mercado futuro de juros da B3, investidores compram e vendem contratos que embutem a Selic esperada para cada data — e, na véspera desta reunião, a curva trabalhava com cerca de 90% de probabilidade de corte de 0,25 ponto.
Isso significa que o preço dos ativos já incorpora a Selic a 14,00%. Se a decisão vier exatamente assim, a reação tende a ser pequena. Surpresa, no jargão do mercado, é a diferença entre o que aconteceu e o que estava precificado — não entre o que aconteceu e o que era bom.
O caminho da Selic até aqui
A taxa atingiu 15% ao ano e ficou nesse nível entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, o patamar mais alto do ciclo. Desde então, o Copom cortou 0,25 ponto em três reuniões — março, abril e junho —, chegando aos 14,25% atuais na decisão de 17 de junho. Não houve reunião em julho.
| Momento | Selic | Movimento |
|---|---|---|
| Nov/2025 a jan/2026 | 15,00% | Pico do ciclo |
| Março de 2026 | 14,75% | −0,25 p.p. |
| Abril de 2026 | 14,50% | −0,25 p.p. |
| 17 de junho de 2026 | 14,25% | −0,25 p.p. |
| 5 de agosto de 2026 | 14,00% (esperado) | −0,25 p.p. projetado |
O que ler no comunicado
Três elementos importam mais que o resto. O primeiro é se a decisão foi unânime: dissidências indicam divisão interna e reduzem a previsibilidade dos próximos passos. O segundo é a linguagem sobre o futuro — expressões como “cautela” e “sem compromisso com o próximo passo” sinalizam que o comitê pode pausar.
O terceiro é a avaliação sobre as expectativas de inflação. Com o IPCA projetado em 5,03% para 2026, ainda acima do teto da meta de 4,50%, o Banco Central precisa justificar por que corta juros com a inflação fora do intervalo. A forma como ele constrói esse argumento diz muito sobre quanto espaço enxerga adiante.
Quando sai a ata e por que ela importa mais
A ata é publicada às 8h da terça-feira seguinte à reunião. É um documento muito mais longo que o comunicado, com o detalhamento do debate: cenários avaliados, riscos considerados, divergências entre membros.
Na prática, é comum a ata mexer mais nos preços do que a própria decisão. O comunicado precisa ser curto e ambíguo por definição; a ata revela o raciocínio. Investidores profissionais leem os dois lado a lado justamente para achar o que o comunicado deixou de fora.
O que muda no seu dinheiro se a Selic cair
Imediatamente, quase nada — e essa é a parte que gera confusão. A Selic nova passa a valer a partir do dia seguinte à decisão, e as aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI acompanham gradualmente, porque o CDI se ajusta à nova taxa básica ao longo dos dias.
No crédito, o repasse é mais lento e parcial: bancos revisam taxas de novas operações ao longo de semanas, e contratos já assinados com juros fixos não mudam. Quem tem financiamento a taxa fixa continua pagando o mesmo. Detalhamos o mecanismo em por que a Selic cai e a sua prestação não muda.
O que o mercado espera depois de agosto
Aqui está a mudança relevante da semana. O Boletim Focus divulgado na segunda-feira trouxe a mediana da Selic para o fim de 2026 em 13,75%, contra 14,00% na leitura anterior — o mercado passou a embutir mais um corte além do de agosto. Para 2027, a projeção é de 12,00%.
Restam três reuniões no ano: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro. O detalhe está em Focus: mercado passa a esperar dois cortes e no calendário completo do Copom em 2026. Para acompanhar a taxa, veja Selic hoje e CDI hoje.
Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. A decisão do Copom não estava divulgada na publicação desta matéria; a expectativa de corte é projeção de mercado e pode não se confirmar.
Perguntas frequentes
A que horas sai a decisão do Copom hoje?
O comunicado é publicado às 18h30 de Brasília da quarta-feira, 5 de agosto de 2026, segundo dia da reunião, depois do fechamento da Bolsa e do mercado de câmbio.
Quanto o Copom deve cortar a Selic em agosto de 2026?
A expectativa de mercado é de corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 14,25% para 14,00% ao ano. A curva de juros trabalhava com cerca de 90% de probabilidade desse cenário.
Quando sai a ata da reunião do Copom?
Às 8h da terça-feira seguinte à reunião. A ata é mais detalhada que o comunicado e frequentemente mexe mais nos preços dos ativos, porque revela o debate e as divergências internas.
Quantas vezes a Selic caiu em 2026?
Três vezes até agora, sempre em 0,25 ponto percentual: nas reuniões de março, abril e junho. A taxa saiu de 15% ao ano, pico registrado entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, para os atuais 14,25%.
Quais são as próximas reuniões do Copom em 2026?
Depois de agosto, restam três: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro. O Copom se reúne a cada 45 dias, sempre em terças e quartas-feiras.



