Depois da reunião de 4 e 5 de agosto, restam três encontros do Copom em 2026: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro. São essas datas que definem onde a Selic termina o ano — e, portanto, quanto vai render a sua aplicação em renda fixa em 2027. O mercado projeta a taxa em 13,75% em dezembro.
O Copom tem oito reuniões por ano, sempre em terças e quartas-feiras, a cada 45 dias. Em 2026, depois de 4 e 5 de agosto, faltam três: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro. A decisão sai sempre às 18h30 do segundo dia, e a ata às 8h da terça-feira seguinte. O mercado projeta a Selic em 13,75% no fim de 2026 e 12,00% no fim de 2027.
Principais pontos
- Faltam três reuniões do Copom em 2026: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro.
- A decisão é anunciada às 18h30 de Brasília do segundo dia de cada reunião.
- A ata sai às 8h da terça-feira seguinte à reunião, sempre uma semana depois.
- São oito reuniões por ano, com intervalo de cerca de 45 dias entre elas.
- O Focus projeta Selic de 13,75% no fim de 2026 e 12,00% no fim de 2027.
O calendário completo que falta em 2026
O Banco Central publica o calendário das reuniões com um ano de antecedência, justamente para que empresas e investidores possam planejar. As datas não mudam, salvo situações excepcionais — e uma reunião extraordinária, convocada fora do calendário, é sinal de crise.
| Reunião | Datas | Decisão às 18h30 | Ata às 8h |
|---|---|---|---|
| Agosto | 4 e 5 de agosto | Quarta, 5/8 | Terça, 11/8 |
| Setembro | 15 e 16 de setembro | Quarta, 16/9 | Terça, 22/9 |
| Novembro | 3 e 4 de novembro | Quarta, 4/11 | Terça, 10/11 |
| Dezembro | 8 e 9 de dezembro | Quarta, 9/12 | Terça, 15/12 |
Note o padrão: sempre terça e quarta, decisão na quarta à noite, ata na terça seguinte. Quem acompanha renda fixa pode marcar essas oito datas do ano no calendário e ignorar o resto do ruído — são elas que mudam a taxa que remunera o seu dinheiro.
Por que são oito reuniões e não doze
Porque política monetária opera com defasagem. Um corte de juros hoje só afeta plenamente a inflação entre seis e dezoito meses depois — o crédito precisa ficar mais barato, as empresas precisam decidir investir, as pessoas precisam consumir mais, e só então os preços reagem.
Reunir-se todo mês obrigaria o comitê a decidir sem informação nova relevante, o que aumentaria a volatilidade sem melhorar a decisão. O intervalo de cerca de 45 dias dá tempo para dois conjuntos de dados de inflação e um de atividade entrarem na conta.
O que o mercado projeta para cada etapa
A mediana das projeções coletadas pelo Banco Central aponta Selic de 13,75% no fim de 2026. Como a expectativa para agosto é de corte para 14,00%, isso implica mais uma redução de 0,25 ponto em uma das três reuniões restantes — não necessariamente na de setembro.
Para 2027, a projeção é de 12,00%, o que significaria 1,75 ponto de queda ao longo daquele ano. É uma trajetória de afrouxamento lento, coerente com uma inflação projetada em 4,22% para 2027 — dentro do intervalo da meta, mas acima do centro de 3%. Os números estão em Focus: mercado passa a esperar dois cortes em 2026.
Como usar o calendário a seu favor
A aplicação mais direta é no prefixado. Títulos de taxa fixa sobem de preço quando os juros caem, e o movimento costuma se antecipar à decisão — o mercado compra antes, não depois. Quem espera o anúncio para comprar geralmente chega quando o preço já se ajustou.
A segunda aplicação é no vencimento das suas aplicações. Se você tem um CDB pós-fixado vencendo em novembro, sabe que vai reinvestir num ambiente de Selic provavelmente menor. Antecipar essa conta ajuda a decidir se vale travar uma taxa agora em vez de deixar rolando. O raciocínio está em renda fixa com Selic a 12% em 2027 e em marcação a mercado no Tesouro Direto.
O que acontece em cada dia da reunião
No primeiro dia, terça, a equipe técnica do Banco Central apresenta ao comitê o cenário: projeções de inflação, atividade, contas externas, câmbio e o balanço de riscos. Não há decisão nem comunicação ao público.
No segundo dia, quarta, os membros debatem e votam. Cada um tem um voto, incluindo o presidente do Banco Central — não há voto de qualidade nem veto. O resultado e o comunicado saem às 18h30, e a votação nominal, quando há divergência, é divulgada. Quem quiser entender a mecânica pode ler como o Copom afeta o seu bolso.
As datas que conversam com o Copom
Duas outras entram na conta. O IPCA, divulgado pelo IBGE em torno do dia 10 de cada mês, é o dado que o comitê persegue — a meta é 3%, com tolerância de 1,5 ponto, ou seja, teto de 4,50%. E o Boletim Focus, publicado toda segunda-feira, mostra como as expectativas do mercado estão se movendo entre as reuniões.
Vale acompanhar também as decisões do Federal Reserve americano, que hoje mantém os juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Quando o juro externo sobe, o Banco Central brasileiro perde espaço para cortar, porque cortar aqui com juro alto lá pressiona o câmbio. Para os indicadores atualizados, use o painel de indicadores.
Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. As datas seguem o calendário publicado pelo Banco Central e podem, em situações excepcionais, ser alteradas. Projeções de Selic são estimativas de mercado.
Perguntas frequentes
Quais são as próximas reuniões do Copom em 2026?
Depois de 4 e 5 de agosto, restam três: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro, e 8 e 9 de dezembro de 2026.
Quantas reuniões do Copom acontecem por ano?
Oito, com intervalo de cerca de 45 dias entre elas, sempre em terças e quartas-feiras. O calendário é publicado pelo Banco Central com um ano de antecedência.
A que horas sai a decisão e quando sai a ata?
A decisão é anunciada às 18h30 de Brasília do segundo dia da reunião, sempre uma quarta-feira. A ata é publicada às 8h da terça-feira seguinte.
Qual a projeção da Selic para o fim de 2026 e 2027?
O Boletim Focus projeta 13,75% ao ano no fim de 2026 e 12,00% no fim de 2027. São medianas de projeções de instituições financeiras e mudam semanalmente.
Por que o Copom não se reúne todo mês?
Porque a política monetária age com defasagem de seis a dezoito meses. Decidir mensalmente obrigaria o comitê a agir sem informação nova relevante, aumentando a volatilidade sem melhorar a decisão.



