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Itaú Unibanco revisa projeções de 2026 e adota custo de capital de cerca de 15,25% ao ano

Itaú revisa projeções de 2026 e passa a usar custo de capital de cerca de 15,25% ao ano. Entenda o indicador e o que a revisão significa.

Itaú Unibanco revisa projeções de 2026 e adota custo de capital de cerca de 15,25% ao ano

O Itaú Unibanco (ITUB3) revisou suas projeções para 2026 e informou que passou a considerar um custo de capital de aproximadamente 15,25% ao ano na gestão dos negócios a partir de novembro. Esse custo é uma referência para avaliar a remuneração esperada do capital empregado na instituição, não uma taxa que o banco promete pagar ao acionista.

Última cotação de ITUB3 na B3: R$ 42,83 (-0,53% no dia) em 03/11/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

Em fato relevante datado de 3 de novembro de 2026, o Itaú informou a revisão de suas estimativas anuais e remeteu ao item 3 do Formulário de Referência, documento que reúne informações sobre a companhia. O banco também informou a adoção de um custo de capital em torno de 15,25% ao ano a partir de novembro. As projeções expressam expectativas da administração e podem diferir dos resultados efetivamente alcançados.

Principais pontos

  • O Itaú revisou suas projeções para o ano de 2026.
  • As estimativas revisadas são referenciadas no item 3, chamado “Projeções”, do Formulário de Referência.
  • A partir de novembro de 2026, o banco passou a considerar custo de capital de cerca de 15,25% ao ano na gestão dos negócios.
  • As notas das projeções incluem garantias financeiras prestadas e títulos privados no alcance do indicador correspondente.
  • O documento detalha componentes de crédito e de receitas de serviços e seguros usados nas estimativas.
  • Segundo a companhia, os resultados efetivos podem diferir das previsões, que dependem das condições econômicas e de mercado.

A revisão atualiza as expectativas, não os resultados já obtidos

O fato relevante comunica uma mudança na visão da administração sobre o desempenho esperado para o ano. Uma projeção é uma estimativa para um período, construída com premissas sobre a operação e o ambiente de negócios. Ela não equivale a um resultado apurado nem a um compromisso de entregar determinado desempenho.

Essa distinção ajuda a separar duas informações que costumam aparecer próximas nos comunicados das empresas. O resultado mostra o que aconteceu em um período encerrado. A projeção mostra o que a administração espera alcançar, com as informações disponíveis quando prepara sua estimativa.

O comunicado remete às faixas revisadas no Formulário de Referência, mas não apresenta seus valores no texto. Por isso, não cabe classificar a revisão como uma elevação ou redução generalizada das expectativas, nem atribuir uma direção específica a cada indicador.

A divulgação por fato relevante, instrumento usado para comunicar informações importantes aos investidores, dá publicidade à atualização. O formato do aviso, porém, não transforma uma expectativa em certeza: o próprio banco ressalva que o desempenho poderá ser diferente do previsto.

O que o custo de capital de 15,25% representa

O custo de capital funciona como uma referência econômica para avaliar o retorno dos recursos empregados no negócio. Em linguagem direta, ajuda a administração a comparar o que uma atividade pode gerar com a remuneração esperada para o capital que ela exige.

É como uma régua usada para avaliar projetos e operações. Uma atividade pode produzir lucro contábil e, ainda assim, precisar ser examinada em relação ao capital que mobiliza. O custo de capital participa dessa comparação, sem ser uma despesa que necessariamente aparece como uma cobrança separada no caixa.

No caso do Itaú, a informação concreta é que essa referência passou a ficar em torno de 15,25% ao ano a partir de novembro de 2026. A expressão “em torno de” indica uma aproximação, e não uma taxa exata aplicável indistintamente a toda operação.

Também há uma diferença entre custo de capital e custo de captação. O segundo se refere ao custo de obter recursos, por exemplo, para financiar operações de crédito. Já a referência anunciada trata da remuneração esperada do capital empregado no negócio. Ela tampouco corresponde a uma rentabilidade prometida para a ação ou a um percentual de dividendos.

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As notas explicam o que entra nas contas

Além de comunicar a revisão, o documento traz notas sobre a composição dos indicadores. Esses detalhes ajudam a entender por que uma medida divulgada pelo banco pode ser mais abrangente do que seu nome sugere à primeira leitura.

Uma das notas inclui garantias financeiras prestadas e títulos privados. Garantias são compromissos de honrar obrigações nas condições contratadas; títulos privados são instrumentos de dívida emitidos por entidades privadas. Assim, o alcance da medida correspondente não se limita à imagem mais conhecida de empréstimos depositados na conta de um cliente.

Outra nota descreve a composição do custo do crédito, medida dos efeitos das perdas e recuperações ligadas às operações de crédito. O banco considera despesa de perda esperada, descontos concedidos e recuperação de créditos baixados como prejuízo. A perda esperada antecipa contabilmente a possibilidade de não recebimento; a recuperação registra valores recebidos de créditos antes reconhecidos como perda.

Na parte de serviços e seguros, o documento reúne receitas de prestação de serviços, resultado de operações de seguros, previdência e capitalização, além das despesas com sinistros na composição indicada. Sinistro é o evento coberto pelo seguro que pode gerar uma obrigação de pagamento. A presença desses componentes mostra que a medida vai além das tarifas bancárias.

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As estimativas já tinham passado por uma revisão no ano

A atualização de novembro faz parte de um processo de revisão das expectativas ao longo do exercício. Segundo comunicado do Itaú Unibanco reproduzido pela MZ Group em 4 de fevereiro de 2026, as projeções iniciais para o ano foram divulgadas naquela data, também com referência ao item de projeções do Formulário de Referência.

Houve depois uma mudança específica. Segundo a Reuters, em reportagem publicada pelo UOL em 4 de agosto de 2026, o banco reduziu a expectativa de crescimento das receitas de serviços e do resultado de seguros, de 5% a 9% para 2% a 5%, mantendo praticamente todas as demais projeções.

Na ocasião, de acordo com a mesma reportagem, a instituição relacionou o ajuste principalmente à volatilidade do mercado de capitais superior à prevista no início do ano. Esse histórico mostra que diferentes linhas podem ser revistas separadamente. As faixas de agosto são uma referência histórica, e não os novos intervalos da atualização de novembro.

O que muda para o acionista

Para quem tem ou considera ter ações do Itaú, a revisão atualiza a referência usada para comparar as expectativas da administração com o desempenho que vier a ser apresentado. Já o custo de capital acrescenta informação sobre a régua econômica considerada na gestão, sem definir quanto o acionista receberá.

São informações de naturezas diferentes: uma trata das estimativas operacionais e financeiras para o ano; a outra, da referência de remuneração do capital empregada pelo banco. Não é correto converter automaticamente o percentual anunciado em crescimento do lucro, retorno da ação ou distribuição de dinheiro.

O próprio Itaú afirma que suas expectativas dependem das condições de mercado, do desempenho econômico do país, do setor e dos mercados internacionais. A consequência prática é que a projeção serve como parâmetro de comparação, não como resultado garantido. O marco informado para a adoção do custo de capital é novembro de 2026.

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Perguntas frequentes

O que o Itaú mudou nas projeções de 2026?

O Itaú informou que revisou suas estimativas para 2026 e indicou o item 3 do Formulário de Referência como referência para as projeções. O texto do fato relevante não apresenta os valores das faixas revisadas.

O que significa custo de capital de 15,25% ao ano?

É uma referência de remuneração esperada do capital que o banco considera ao avaliar seus negócios. O Itaú informou que passou a usar um custo de capital em torno desse percentual a partir de novembro de 2026.

Esse percentual é o rendimento que vou receber na ação?

Não, o custo de capital não é uma promessa de rendimento para o acionista. Ele é um parâmetro de gestão e não representa, por si só, dividendos ou valorização da ação.

As projeções garantem o resultado do banco?

Não, as projeções são estimativas baseadas nas expectativas atuais da administração. Segundo o Itaú, os resultados podem ser diferentes porque dependem das condições econômicas, do setor e dos mercados.

Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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