A Rossi Residencial (RSID3) divulgou os relatórios financeiros do primeiro e do segundo trimestres de 2026 e pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que supervisiona o mercado de valores mobiliários, a reversão da suspensão de seu registro. Segundo o fato relevante de 9 de outubro de 2026, as entregas concluíram a regularização de todas as obrigações periódicas que estavam atrasadas. O pedido tem como objetivo permitir a retomada da negociação dos valores mobiliários da companhia.
Última cotação de RSID3 na B3: R$ 1,60 (+0,00% no dia) em 09/10/2026 (fonte: Brapi).
Resumo rápido
A Rossi informou que entregou os formulários de informações trimestrais, chamados ITRs, relativos ao primeiro e ao segundo trimestres de 2026, acompanhados dos relatórios de revisão limitada dos auditores independentes. Com isso, segundo a empresa, não restam obrigações periódicas em atraso. A companhia apresentou à CVM um pedido fundamentado para reverter a suspensão de seu registro como emissora de valores mobiliários.
Principais pontos
- Os ITRs divulgados abrangem o primeiro e o segundo trimestres de 2026.
- As informações vieram acompanhadas dos respectivos relatórios de revisão limitada dos auditores independentes.
- A Rossi declarou ter concluído a regularização de todas as suas obrigações periódicas atrasadas.
- O pedido foi encaminhado à Superintendência de Relações com Empresas da CVM, área responsável pelo acompanhamento das companhias.
- A solicitação se baseia no artigo 58 da Resolução CVM nº 80/22 e busca a retomada das negociações em mercados regulamentados.
- A companhia afirmou que manterá os acionistas e o mercado informados, conforme a regulamentação aplicável.
Os relatórios entregues completam a atualização das informações
A entrega anunciada reúne os ITRs dos dois primeiros trimestres de 2026. Esses formulários apresentam informações financeiras de períodos intermediários do ano e permitem acompanhar a situação da empresa antes do fechamento das demonstrações anuais. Para o acionista, são parte do conjunto de documentos usados para conhecer as contas da companhia, e não apenas comunicados sobre acontecimentos pontuais.
Os dois formulários foram acompanhados dos relatórios de revisão limitada dos auditores independentes. Nesse tipo de trabalho, os auditores examinam as informações trimestrais com procedimentos de alcance menor que os de uma auditoria das demonstrações anuais. A presença desses relatórios indica que as entregas incluíram o exame externo descrito no comunicado, mas não permite concluir, apenas pelo fato relevante, qual foi o conteúdo das conclusões dos auditores.
O anúncio trata da publicação dos documentos, não de uma apresentação dos resultados. Ele não detalha receita, lucro, prejuízo, endividamento ou caixa dos períodos. Por isso, o fato central aqui é a atualização das informações exigidas e sua ligação com o pedido dirigido à CVM. A avaliação do desempenho financeiro depende da leitura dos próprios ITRs.
Como o atraso levou à suspensão do registro
O episódio tem origem no descumprimento das obrigações de informação. Segundo aviso da CVM de 19 de maio de 2026, o registro da Rossi foi suspenso porque a empresa havia deixado de prestar informações obrigatórias à autarquia por mais de um ano. O registro como emissor é o cadastro regulatório da companhia para emitir valores mobiliários, categoria que inclui suas ações.
Na mesma data, segundo o Plantão de Notícias da B3 de 19 de maio de 2026, a bolsa suspendeu os negócios com os valores mobiliários da Rossi em decorrência da decisão da CVM. Há, portanto, dois elementos ligados nesse histórico: a situação do registro perante o regulador e a negociação dos papéis no ambiente da bolsa.
A atualização dos documentos vinha ocorrendo em etapas. Em fato relevante de 18 de agosto de 2026 arquivado na CVM, a Rossi informou a divulgação dos ITRs do segundo e do terceiro trimestres de 2025 e das demonstrações financeiras anuais de 2025. Naquele comunicado, a companhia atribuiu o atraso das informações de 2025 à dependência das demonstrações de 2024 para preparar e auditar os períodos seguintes. A entrega agora anunciada cobre os períodos de 2026 mencionados no novo fato relevante.
O que a Rossi pediu à CVM
Após declarar concluída a regularização, a Rossi apresentou um pedido fundamentado à Superintendência de Relações com Empresas. Isso significa que a companhia encaminhou à área competente da CVM uma solicitação acompanhada das razões pelas quais considera cabível reverter a suspensão. O fundamento regulatório citado foi o artigo 58 da Resolução CVM nº 80/22.
A justificativa exposta no fato relevante é direta: a empresa afirma que entregou todas as informações periódicas atrasadas e, diante disso, solicita a reversão da suspensão. O objetivo declarado é retomar a negociação de seus valores mobiliários em mercados regulamentados, isto é, ambientes de negociação sujeitos às regras e à supervisão do mercado.
O protocolo do pedido não equivale à aprovação da reversão nem à autorização para retomar os negócios. O fato relevante não apresenta uma decisão da CVM ou uma data para a volta das negociações. Segundo a relação de registros suspensos da autarquia, com posição em 9 de outubro de 2026, a Rossi ainda constava como suspensa desde 19 de maio de 2026. Esse é o limite entre a providência já tomada pela empresa e o resultado que ela pretende obter.
A regularização é das entregas, não de toda a situação da empresa
A expressão usada pela Rossi tem um alcance específico: foram regularizadas todas as obrigações periódicas que se encontravam em atraso. São entregas recorrentes de informações exigidas de uma companhia aberta. A declaração não é uma conclusão sobre o desempenho do negócio, a capacidade de pagar dívidas ou a solução de outras questões da empresa.
A Rossi se identifica no próprio documento como uma companhia em recuperação judicial, processo voltado à reorganização de dívidas sob supervisão da Justiça. Esse assunto pertence a uma frente diferente da atualização dos relatórios financeiros perante a CVM. O comunicado não anuncia o encerramento da recuperação judicial nem uma alteração de suas condições.
A forma de divulgação também ajuda a entender o alcance da notícia. A empresa usou um fato relevante, comunicado destinado a informações que podem influenciar decisões dos investidores, para informar as entregas e o pedido de reversão. O documento funciona como anúncio dessas providências; não substitui os relatórios financeiros nem uma decisão do regulador sobre a solicitação.
O que muda para o acionista
Para quem tem ações da Rossi, a mudança concreta anunciada é a disponibilidade das informações trimestrais dos períodos indicados e a apresentação do pedido à CVM. Os ITRs passam a integrar a documentação pública usada para examinar a situação financeira da companhia. Já a solicitação formaliza a tentativa de remover a suspensão do registro que deu origem à interrupção das negociações.
Essas duas frentes respondem a perguntas diferentes. Os relatórios permitem analisar as contas; a situação do registro e das negociações determina as condições de acesso ao mercado para negociar os papéis. Ter informações financeiras atualizadas, portanto, não é o mesmo que ter uma negociação já restabelecida.
A Rossi encerrou o comunicado afirmando que manterá os acionistas e o mercado informados nos termos da regulamentação aplicável. A próxima informação com efeito direto sobre esse processo será o desdobramento do pedido de reversão. Por enquanto, o anúncio registra o cumprimento das entregas atrasadas e a iniciativa da companhia para buscar a retomada das negociações.
Perguntas frequentes
As ações da Rossi já podem voltar a ser negociadas?
O fato relevante não anuncia a retomada das negociações. A Rossi informou que pediu à CVM a reversão da suspensão de seu registro, com esse objetivo.
Quais relatórios a Rossi entregou?
A companhia divulgou os ITRs do primeiro e do segundo trimestres de 2026. Os formulários vieram acompanhados dos respectivos relatórios de revisão limitada dos auditores independentes.
A Rossi ainda tem informações periódicas atrasadas?
Segundo a companhia, a divulgação desses ITRs concluiu a regularização de todas as obrigações periódicas que estavam em atraso. Essa afirmação se refere às entregas de informações, não à solução de todas as questões financeiras ou judiciais da empresa.
Existe uma data para a CVM responder ao pedido?
O comunicado não informa prazo para uma decisão da CVM. A Rossi afirmou que manterá os acionistas e o mercado informados conforme a regulamentação aplicável.
Isso significa que a recuperação judicial acabou?
Não há anúncio de encerramento da recuperação judicial nesse fato relevante. A Rossi continua se identificando no documento como uma companhia em recuperação judicial.



