Lula assinou na quinta-feira o Decreto nº 13.120, que reajusta o Bolsa Família em 15,04%. O piso sai de R$ 600 para R$ 691 por família, e o valor médio do benefício sobe de R$ 675 para R$ 777.
Em 17 de setembro de 2026, o presidente Lula assinou o Decreto nº 13.120, que reajusta em 15,04% os benefícios do Bolsa Família. O piso por família passa de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio, de R$ 675 para R$ 777. O percentual corresponde à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. O custo adicional estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026.
Principais pontos
- O reajuste é de 15,04% e foi formalizado pelo Decreto nº 13.120.
- O piso por família passa de R$ 600 para R$ 691.
- O valor médio do benefício sobe de R$ 675 para R$ 777.
- O Benefício de Renda de Cidadania vai de R$ 142 para R$ 164 por pessoa.
- O auxílio à primeira infância sobe de R$ 150 para R$ 173.
O que mudou
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou em Brasília, em 17 de setembro de 2026, o Decreto nº 13.120, que reajusta em 15,04% os benefícios financeiros do Bolsa Família.
O piso por família, valor mínimo garantido independentemente do número de integrantes, passa de R$ 600 para R$ 691. O valor médio efetivamente recebido, que considera os adicionais, sobe de R$ 675 para R$ 777.
| Componente | Valor anterior | Novo valor |
|---|---|---|
| Piso por família | R$ 600 | R$ 691 |
| Valor médio do benefício | R$ 675 | R$ 777 |
| Benefício de Renda de Cidadania | R$ 142 | R$ 164 |
| Auxílio à primeira infância | R$ 150 | R$ 173 |
De onde vem o percentual
Os 15,04% não são um número arbitrário nem uma escolha política sobre quanto aumentar. Correspondem à inflação acumulada pelo INPC — o Índice Nacional de Preços ao Consumidor — entre março de 2023 e agosto de 2026.
Ou seja: é reposição de perda de poder de compra acumulada em três anos e meio sem correção, não ganho real. Quem recebia R$ 600 em março de 2023 passa a receber R$ 691 para comprar aproximadamente a mesma cesta. A diferença entre os dois principais índices está em INPC e IPCA.
Quem recebe o quê
O programa não paga um valor único. Há o piso por família, os benefícios calculados por pessoa e os adicionais por faixa etária, que são cumulativos.
O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passa de R$ 142 para R$ 164. O auxílio à primeira infância, destinado a crianças de até seis anos incompletos, sobe de R$ 150 para R$ 173. A composição completa das regras está em valores, calendário e quem tem direito.
O custo da medida
Segundo estimativas do próprio governo, o reajuste tem custo adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027.
A diferença entre os dois números chama atenção e tem explicação simples: 2026 já está quase terminando, então o impacto deste ano cobre poucos meses. Em 2027, o valor maior vale o ano inteiro — e passa a ser a nova base para os anos seguintes. O detalhamento está em a conta fiscal do reajuste.
Como o mercado reagiu
O anúncio ocorreu durante o pregão de quinta-feira e teve efeito imediato. O dólar chegou a subir e o Ibovespa virou para queda, com o aumento do benefício reacendendo preocupações fiscais entre investidores.
A reação negativa perdeu força ao longo da tarde, e o índice terminou o dia em alta de 0,24%, aos 185.992,03 pontos, depois de oscilar quase 2% entre a mínima e a máxima. O pregão completo está em nossa cobertura da sessão.
O contexto eleitoral
A assinatura do decreto ocorreu a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições, o que inevitavelmente colocou a medida no debate público.
Vale separar duas questões que costumam se misturar. A natureza do reajuste é tecnicamente verificável: 15,04% corresponde exatamente ao INPC acumulado no período citado, o que caracteriza reposição inflacionária. Já o momento escolhido para formalizar a correção é decisão de governo, e este texto não emite juízo sobre ela.
O que isso significa na prática
Para quem recebe o benefício, o efeito é direto: mais R$ 91 no piso e, em média, mais R$ 102 por família ao mês. Em um orçamento dessa faixa de renda, é um valor relevante.
Para a economia, o efeito é mais amplo e mais lento. Transferências de renda para famílias de baixa renda tendem a ser gastas quase integralmente em consumo, o que estimula atividade e, em alguma medida, pressiona preços. O mecanismo está em como a transferência chega à inflação.
Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento e sem manifestação político-partidária. Valores conforme o Decreto nº 13.120 e estimativas divulgadas pelo governo federal.
Perguntas frequentes
De quanto foi o reajuste do Bolsa Família?
De 15,04%, formalizado pelo Decreto nº 13.120, assinado em 17 de setembro de 2026. O percentual corresponde à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Qual o novo valor do piso?
O piso por família passa de R$ 600 para R$ 691. O valor médio efetivamente recebido, considerando os adicionais, sobe de R$ 675 para R$ 777.
Quanto passam a valer os adicionais?
O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, vai de R$ 142 para R$ 164. O auxílio à primeira infância, para crianças de até seis anos incompletos, sobe de R$ 150 para R$ 173.
O reajuste é ganho real ou reposição?
É reposição. Os 15,04% correspondem exatamente à inflação medida pelo INPC no período de março de 2023 a agosto de 2026, recompondo a perda de poder de compra acumulada sem correção.
Quanto custa a medida?
Segundo estimativas do governo, R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027. A diferença ocorre porque o impacto de 2026 cobre poucos meses, enquanto o de 2027 vale o ano inteiro.



