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Fleury tem lucro de R$ 264,3 milhões no 3T26, alta de 42,9%

Fleury amplia receita e lucro no terceiro trimestre. Entenda o peso dos exames, da redução da taxa de imposto e da geração de caixa no resultado.

Fleury tem lucro de R$ 264,3 milhões no 3T26, alta de 42,9%

A Fleury (FLRY3) registrou lucro líquido de R$ 264,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 42,9% sobre o mesmo período de 2025. A receita bruta avançou 13,3%, para R$ 2.695,5 milhões. O resultado combinou aumento dos serviços prestados, menor perda financeira líquida e redução da taxa efetiva de imposto sobre o lucro.

Última cotação de FLRY3 na B3: R$ 20,27 (-2,12% no dia) em 05/11/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

O lucro da Fleury cresceu mais que a receita no terceiro trimestre, com ajuda de uma tributação proporcionalmente menor. O volume de exames aumentou tanto nas unidades de atendimento quanto nos serviços prestados a outros laboratórios e hospitais. A geração de caixa operacional chegou a R$ 798,5 milhões, enquanto a dívida líquida terminou setembro em R$ 2.275,5 milhões.

Principais pontos

  • O lucro líquido somou R$ 264,3 milhões, alta de 42,9% na comparação anual.
  • A receita bruta atingiu R$ 2.695,5 milhões, com crescimento de 13,3%, sendo 9,9% orgânico.
  • O EBITDA alcançou R$ 672,2 milhões, avanço de 12,2%, com margem de 27,1%.
  • A taxa efetiva de imposto caiu de 22,8% para 17,3%.
  • O caixa gerado pelas operações foi de R$ 798,5 milhões, aumento de 11,1%.
  • A relação entre dívida líquida e EBITDA encerrou o trimestre em 1,0 vez.

Imposto menor ajudou o lucro a crescer mais que a receita

A margem líquida, parcela da receita líquida que fica como lucro, passou de 8,4% para 10,6%. Isso mostra que a expansão do resultado não veio apenas do aumento do faturamento: a companhia também reteve uma fatia maior da receita depois de custos, despesas e impostos.

Antes do Imposto de Renda e da CSLL, a contribuição social sobre o lucro, o resultado foi de R$ 319,8 milhões, alta de 35,4%. Já a despesa com esses tributos cresceu 2,4%, para R$ 55,2 milhões. Assim, os impostos consumiram uma proporção menor do lucro antes da tributação.

Segundo a companhia, a taxa efetiva de 17,3% refletiu uma expectativa maior de aproveitamento dos benefícios tributários da Lei do Bem, ligada à inovação, e dos juros sobre capital próprio, uma forma de remuneração ao acionista dedutível pela empresa. O resultado financeiro também pesou menos: a diferença entre receitas e despesas financeiras ficou negativa em R$ 121,9 milhões, ante R$ 130,2 milhões.

No acumulado dos nove meses de 2026, o lucro líquido alcançou R$ 687,4 milhões, crescimento de 33,1%. A margem líquida desse período passou de 8,3% para 9,8%.

Mais exames sustentaram o avanço dos serviços

O crescimento orgânico, que separa a expansão da operação do efeito de negócios adquiridos, foi de 9,9% no trimestre. A administração atribuiu esse avanço ao aumento de volumes e à captura de oportunidades comerciais em diferentes regiões.

No B2C, negócio de atendimento direto ao consumidor, a receita bruta das unidades chegou a R$ 1.897,6 milhões, alta de 14,1%. Foram 4,9 milhões de atendimentos e 50,6 milhões de exames, avanços de 15,5% e 14,3%, respectivamente.

A receita média por exame ficou em R$ 37,49, praticamente estável na comparação anual. Segundo a Fleury, houve maior participação de análises clínicas, exames com valor médio menor. Portanto, o faturamento dessa frente avançou principalmente com mais serviços, e não com aumento da receita média por exame.

No B2B, prestação de serviços a outros laboratórios e hospitais, a receita subiu 12,7%, para R$ 576,4 milhões. O volume de exames cresceu 18,2%, enquanto a receita média por exame caiu 4,7%. A empresa relacionou esse movimento à maior terceirização de exames básicos, à entrada de clientes e ao amadurecimento de contratos hospitalares.

Novos Elos, frente que reúne serviços como infusão de medicamentos, ortopedia e oftalmologia, faturou R$ 221,4 milhões, alta de 8,4%. O destaque informado foi a expansão das infusões de medicamentos não oncológicos.

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Aquisições ampliaram o crescimento das marcas em São Paulo

As demais marcas de São Paulo, grupo que não inclui a marca Fleury, tiveram crescimento de receita de 31,9%. Desse total, o avanço orgânico foi de 10,6%. A diferença reflete a incorporação de operações adquiridas, especialmente Femme e Laboratório São Lucas.

A compra da Femme foi concluída em maio de 2026. O processo de integração começou no terceiro trimestre e, em outubro, a rede passou para a plataforma tecnológica do grupo, segundo a administração. A companhia associou essa etapa à captura de sinergias, ganhos obtidos ao integrar estruturas e processos.

Também em outubro, já depois do encerramento do trimestre, a Fleury anunciou a aquisição da rede Unilab no interior paulista. No comentário sobre o resultado, a administração apresentou a operação como parte da expansão nessa região.

A marca Fleury cresceu 8,9%. Em Minas Gerais, a receita avançou 16,4%, com expansão orgânica de 12,6%. As marcas do Rio de Janeiro cresceram 8,9%, e as regionais, 6,4%. As avaliações sobre ganho de participação de mercado nessas operações são da companhia.

Margem bruta subiu, mas margem EBITDA recuou

O lucro bruto, valor que sobra da receita líquida após os custos dos serviços, atingiu R$ 718,1 milhões, alta de 16,6%. A margem bruta passou de 28,1% para 28,9%, com os custos crescendo menos que a receita líquida.

Segundo a Fleury, o maior volume de análises clínicas favoreceu o aproveitamento da estrutura, pois seu processamento é automatizado e exige proporcionalmente menos mão de obra. Em contrapartida, esse volume elevou o peso dos materiais usados nos exames.

O EBITDA, indicador de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 672,2 milhões. Embora tenha crescido 12,2%, sua margem caiu de 27,4% para 27,1%. Isso significa que o indicador aumentou um pouco menos que a receita líquida.

A diferença entre as margens também envolve a depreciação e a amortização, despesas contábeis que distribuem o custo de ativos ao longo do tempo. Sua redução favoreceu o lucro operacional, mas não produz o mesmo efeito no EBITDA, que exclui essas despesas.

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Caixa operacional cresceu e dívida líquida caiu no trimestre

A geração de caixa operacional foi de R$ 798,5 milhões, alta de 11,1%. Esse indicador mostra o dinheiro gerado pelas atividades depois dos ajustes entre receitas e despesas registradas e os respectivos recebimentos e pagamentos. O prazo médio de recebimento caiu de 73 para 71 dias na comparação anual.

Os investimentos em ativos e estrutura, chamados de Capex, somaram R$ 102,8 milhões, queda de 18,4%. A companhia informou menor aplicação em tecnologia e digital, com maior foco na expansão da oferta e da capacidade das áreas técnicas.

Esse caixa operacional não equivale à sobra final de dinheiro. Na apresentação gerencial, o fluxo de caixa livre da empresa ficou negativo em R$ 397 milhões após investimentos. A demonstração detalhada registra aplicações em títulos e valores mobiliários entre as saídas de investimento.

A dívida bruta chegou a R$ 5.434,7 milhões, mas o caixa e as aplicações considerados no cálculo da dívida somaram R$ 3.159,2 milhões. Com isso, a dívida líquida recuou 6,1% frente a junho. A alavancagem, relação entre dívida líquida e EBITDA dos últimos doze meses, terminou em 1,0 vez.

O que muda para o acionista

O resultado mostra uma expansão apoiada em mais exames, aquisições e menor tributação proporcional do lucro. Para interpretar o trimestre, essas peças precisam ser separadas: o lucro cresceu mais que o EBITDA, enquanto a margem desse indicador operacional recuou na comparação anual.

O release trata do desempenho da companhia e não apresenta um novo calendário de pagamento ao acionista. O próximo evento informado é a teleconferência de resultados, marcada para 6 de novembro de 2026, às 11h.

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Perguntas frequentes

Quanto a Fleury lucrou no terceiro trimestre?

A Fleury teve lucro líquido de R$ 264,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, aumento de 42,9% sobre o mesmo período de 2025. Nos nove meses do ano, o resultado acumulado foi de R$ 687,4 milhões.

Por que o lucro cresceu mais que o faturamento?

O resultado contou com uma taxa efetiva de imposto menor e uma redução da perda financeira líquida, além da expansão operacional. A receita bruta aumentou 13,3%, enquanto a taxa efetiva de imposto passou de 22,8% para 17,3%.

A dívida da Fleury aumentou ou diminuiu?

A dívida bruta aumentou em relação a junho, mas a dívida líquida caiu 6,1%, para R$ 2.275,5 milhões. Isso aconteceu porque o caixa e as aplicações considerados nessa conta também cresceram.

Esse resultado traz um novo pagamento para quem tem ações?

O comunicado de resultado não apresenta um novo calendário de pagamento. Os valores de dividendos e juros sobre capital próprio no fluxo de caixa se referem a movimentações do período, não a um novo anúncio de distribuição.

Quando será a apresentação dos resultados?

A teleconferência está marcada para 6 de novembro de 2026, às 11h. Esse é o evento indicado pela companhia para apresentar e discutir o desempenho do trimestre.

Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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