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HBR Realty reduz prejuízo a R$ 25,8 milhões no 3T26 e amplia receita

HBR Realty amplia receita e reduz prejuízo no 3T26. Entenda o peso das despesas financeiras, o avanço do W Hotel e as operações após o trimestre.

HBR Realty reduz prejuízo a R$ 25,8 milhões no 3T26 e amplia receita

A HBR Realty (HBRE3) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido consolidado de R$ 25,8 milhões, redução de 10,0% sobre a perda de R$ 28,6 milhões no mesmo período de 2025. A receita líquida cresceu 13,5%, para R$ 71,7 milhões, mas as despesas financeiras continuaram superiores ao resultado das operações.

Última cotação de HBRE3 na B3: R$ 1,86 (+3,91% no dia) em 05/11/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

A HBR Realty aumentou receitas e reduziu despesas administrativas no 3T26, sem chegar ao lucro. O W Hotel registrou ocupação recorde, enquanto a renegociação de um contrato no 3A Faria Lima ajudou a receita dos escritórios. Depois do trimestre, a companhia concluiu o leilão para adquirir o controle da Helbor e assinou uma venda de participações imobiliárias por R$ 937,7 milhões, ainda com fechamento previsto.

Principais pontos

  • O prejuízo líquido consolidado caiu 10,0%, para R$ 25,8 milhões.
  • A receita líquida contábil alcançou R$ 71,7 milhões, alta anual de 13,5%.
  • O EBITDA ajustado contábil somou R$ 30,7 milhões, crescimento de 22,5%.
  • O W Hotel atingiu ocupação média trimestral de 61,8%, a maior de sua história.
  • O resultado financeiro consolidado ficou negativo em R$ 52,2 milhões.
  • A dívida líquida contábil chegou a R$ 1,68 bilhão, aumento de 13,6% em relação ao 3T25.

Aluguéis e hotelaria sustentaram o crescimento da receita

A receita de aluguel de imóveis próprios alcançou R$ 41,4 milhões, avanço de 11,8% na comparação anual. Segundo a companhia, contribuíram a renegociação com o inquilino do 3A Faria Lima e o amadurecimento dos imóveis da plataforma ComVem, incluindo novas operações comerciais.

Na hotelaria, a receita contábil de hospedagem chegou a R$ 21,3 milhões, alta de 5,9%. Outras receitas, que incluem alimentos, bebidas, banquetes e eventos, cresceram 40,2%, para R$ 13,2 milhões. Os estacionamentos também contribuíram: geraram R$ 4,0 milhões, avanço de 82,2%, associado pela empresa ao maior fluxo e aos reajustes dos tíquetes.

O relatório apresenta duas formas de medir o desempenho. A contábil segue as normas internacionais, chamadas IFRS. A gerencial ajusta as linhas pela participação da HBR em cada empreendimento. Nessa segunda visão, a receita líquida foi de R$ 58,8 milhões, alta de 17,6%, e o prejuízo, de R$ 28,9 milhões. No demonstrativo contábil, R$ 28,9 milhões também correspondem à perda atribuída aos acionistas controladores; o prejuízo consolidado inclui o resultado dos não controladores.

W Hotel ganhou ocupação e os escritórios ficaram locados

O W Hotel registrou ocupação média de 61,8%, ante 52% no segundo trimestre de 2026 e 37,3% no terceiro trimestre de 2025. Conforme os relatórios da operadora citados pela HBR, sua receita de hospedagem alcançou R$ 19,8 milhões, crescimento anual de 43,3%.

A margem GOP, parcela da receita que sobra depois dos custos e despesas operacionais do hotel, passou de 19,4% para 30,3%. A administração relaciona o avanço à maior ocupação: com mais quartos utilizados, a estrutura fixa do empreendimento é distribuída por uma base maior de receitas.

Na plataforma de escritórios HBR 3A, os dois ativos em operação mantiveram ocupação de 100%. O 3A Paulista estava com 91,4% da obra executada e contratos assinados para toda a área disponível das lajes, com entrega prevista para o quarto trimestre de 2026.

Nos shoppings da HBR Malls, as vendas dos lojistas somaram R$ 455,5 milhões, alta de 8,6%, e os aluguéis atingiram R$ 30,8 milhões, avanço de 5,3%. Essas vendas mostram a atividade dos estabelecimentos, não a receita que entra integralmente no caixa da HBR.

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Despesas menores ajudaram o resultado operacional

O NOI contábil, receita dos imóveis depois dos custos de operação das propriedades, atingiu R$ 40,3 milhões, crescimento de 15,7%. Sua margem chegou a 56,2% da receita líquida. Segundo a empresa, a maior ocupação do W Hotel ajudou a diluir os custos fixos.

As despesas com vendas, gerais, administrativas e tributárias caíram 4,1%, para R$ 11,2 milhões. Dentro desse total, os gastos administrativos recuaram 1,8%, para R$ 10,6 milhões. A receita cresceu enquanto essa estrutura de despesas diminuiu.

O EBITDA ajustado, resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com exclusão dos ajustes indicados pela empresa, somou R$ 30,7 milhões. A alta foi de 22,5%, e a margem alcançou 42,9%. Esse indicador ajuda a observar a operação, mas não representa lucro líquido nem dinheiro disponível para distribuição.

Nos nove primeiros meses de 2026, a receita líquida contábil totalizou R$ 205,1 milhões, avanço de 18,7%. O EBITDA ajustado acumulado chegou a R$ 90,4 milhões, crescimento de 27,9%.

Custo da dívida manteve o trimestre no vermelho

O resultado financeiro, diferença entre receitas e despesas financeiras, ficou negativo em R$ 52,2 milhões, piora de 11,5% na comparação anual. Só os juros sobre empréstimos e financiamentos consumiram R$ 53,6 milhões, aumento de 7,4%.

A companhia atribuiu esse movimento ao patamar dos juros e ao custo de novas captações para financiar projetos em execução. Ao mesmo tempo, as receitas financeiras recuaram 27,3%, para R$ 4,0 milhões. Segundo a HBR, houve menos recursos aplicados, com uso de caixa para pagar dívidas e executar projetos.

Assim, o resultado contábil antes das receitas e despesas financeiras, de R$ 30,8 milhões, não cobriu o saldo financeiro negativo. Depois dos tributos, o prejuízo consolidado ficou em R$ 25,8 milhões. No acumulado do ano, a perda foi de R$ 69,9 milhões, redução de 18,8%.

A dívida líquida, endividamento descontado do caixa e das aplicações considerados pela companhia, terminou o trimestre em R$ 1,68 bilhão. A HBR informou que reavalia projetos e prioriza desinvestimentos para reduzir a necessidade de novas dívidas.

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Venda de imóveis e Helbor ficaram depois do trimestre

Em 4 de novembro, a HBR assinou instrumentos definitivos para a venda de participações em imóveis ao fundo da SPX. O negócio abrange 20% do Mogi Shopping, 25% do Suzano Shopping, 50% do Patteo Olinda Shopping e 90,9% do Lead Corporate Faria Lima.

Do total de R$ 937,7 milhões, R$ 562,6 milhões serão pagos no fechamento, previsto para até 11 de novembro de 2026. Os R$ 375,1 milhões restantes serão pagos em quatro parcelas anuais, corrigidas pelo IPCA, índice de inflação usado no contrato, com saldo em conta vinculada.

Já o leilão da oferta para adquirir o controle da Helbor por troca de ações ocorreu em 28 de outubro. A HBR informou a aquisição de 111.309.092 ações, equivalentes a 83,16% do capital da incorporadora. A liquidação será feita com a entrega de 90.776.347 ações da HBR.

O que muda para o acionista

O trimestre mostra crescimento da operação, mas também o peso do financiamento dos projetos: a receita e o resultado operacional avançaram, enquanto o custo financeiro manteve o prejuízo. A venda de participações e a aquisição da Helbor ocorreram após o encerramento do período e precisam ser separadas dessa leitura.

Segundo a HBR, a combinação com a Helbor reúne renda recorrente e incorporação imobiliária. O documento informa que foram atingidos os requisitos para prosseguir com os trâmites de cancelamento do registro da Helbor, sem apresentar esse processo como concluído. Os acionistas remanescentes da incorporadora poderão vender suas ações à HBR até 28 de novembro de 2026.

A videoconferência de resultados está marcada para 6 de novembro de 2026, às 10h, no horário brasileiro informado no relatório.

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Perguntas frequentes

A HBR Realty teve lucro ou prejuízo no trimestre?

A companhia teve prejuízo consolidado de R$ 25,8 milhões no terceiro trimestre de 2026. A perda foi 10,0% menor que a registrada no mesmo trimestre de 2025.

Por que aparecem duas receitas diferentes no relatório?

A HBR apresenta uma visão contábil e outra gerencial, que considera sua participação proporcional em cada empreendimento. A receita líquida contábil foi de R$ 71,7 milhões, enquanto a gerencial ficou em R$ 58,8 milhões.

Como a receita cresceu e a empresa continuou no vermelho?

O saldo negativo das receitas e despesas financeiras superou o resultado obtido antes dessa etapa. O resultado financeiro consolidado foi negativo em R$ 52,2 milhões, com peso dos juros sobre empréstimos e financiamentos.

A venda dos imóveis para o fundo da SPX já terminou?

O relatório informa a assinatura dos instrumentos definitivos, com fechamento previsto para até 11 de novembro de 2026. O pagamento combina uma parcela no fechamento e quatro parcelas anuais corrigidas pelo IPCA.

O fechamento de capital da Helbor já foi concluído?

O relatório não apresenta o cancelamento do registro como concluído. A HBR informou que os requisitos da oferta foram atingidos e que dará continuidade aos procedimentos necessários.

Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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