A leitura mais fraca da inflação de junho reacendeu no mercado a aposta de que o Banco Central pode começar a cortar a taxa Selic já na próxima reunião do Copom, em agosto. O IPCA veio abaixo do esperado pelos analistas, reforçando a percepção de que o ciclo de juros altos está perto de virar.
Por que a inflação mais baixa importa
Quando a inflação desacelera de forma consistente, o Banco Central ganha espaço para reduzir os juros sem correr o risco de reacender a alta de preços. Foi exatamente essa leitura que dominou as mesas de operação: casas de análise passaram a projetar um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, movimento que há poucas semanas parecia mais distante.
O reflexo apareceu no câmbio e na bolsa. O dólar recuou para a casa dos R$ 5,10, favorecido pela melhora do apetite por ativos de países emergentes, enquanto a expectativa de juros menores animou a renda variável.
O que muda para o seu bolso
Juros em queda tendem a reduzir o rendimento de aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI ao longo do tempo, ao mesmo tempo em que valorizam títulos prefixados e ativos de risco. Para acompanhar os números em tempo real, veja as páginas de Selic hoje e IPCA hoje.
Ainda não há decisão tomada — o Copom se reúne em agosto e a trajetória dependerá dos próximos dados de inflação e atividade. Mas o tom do mercado mudou: a discussão deixou de ser “se” a Selic vai cair e passou a ser “quando” e “em que ritmo”.
Informações de mercado apuradas em 21 de julho de 2026, a partir de fontes públicas e casas de análise. Conteúdo informativo; não é recomendação de investimento.



