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Petrobras bate recorde de produção no 3º trimestre, com alta de 11,7% em um ano

Petrobras produz 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia no 3T26. Entenda o avanço das plataformas, das vendas e das exportações.

Petrobras bate recorde de produção no 3º trimestre, com alta de 11,7% em um ano

A Petrobras (PETR3) registrou produção própria recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre de 2026, alta de 11,7% sobre o mesmo período de 2025 e de 5,3% frente ao trimestre anterior. A medida reúne petróleo, líquidos de gás natural — componentes líquidos obtidos no processamento do gás — e gás natural, convertidos para uma mesma base energética.

Última cotação de PETR3 na B3: R$ 60,28 (+2,07% no dia) em 30/10/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

A produção da Petrobras cresceu com o avanço de plataformas em Búzios e Mero, maior eficiência operacional e menores perdas com manutenção. As vendas de derivados no Brasil subiram 6,4% em relação ao trimestre anterior, e as exportações de petróleo e derivados também bateram recorde. O refino, porém, produziu menos que no segundo trimestre, enquanto o aumento das importações reduziu o saldo líquido exportado.

Principais pontos

  • A produção própria média chegou a 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia, recorde da companhia.
  • Entraram em operação 12 poços produtores: seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
  • A plataforma Almirante Tamandaré registrou média mensal recorde de 263 mil barris de petróleo por dia em julho.
  • As vendas de derivados no mercado interno alcançaram 1,854 milhão de barris por dia, alta trimestral de 6,4%.
  • As exportações de petróleo e derivados somaram 1,251 milhão de barris por dia, maior volume já registrado.
  • A entrada em operação das plataformas P-80 e P-82 está prevista para 2027.

Búzios e Mero puxaram o crescimento da produção

A Petrobras atribuiu o avanço principalmente ao crescimento gradual da produção das plataformas P-78 e P-79, em Búzios, e ao desempenho do Alexandre de Gusmão, em Mero. Essas unidades são FPSOs, sigla para instalações flutuantes que produzem, armazenam e transferem petróleo. Depois de começar a operar, uma plataforma pode ampliar sua produção progressivamente até o patamar previsto no projeto.

O Alexandre de Gusmão atingiu a capacidade originalmente projetada de 180 mil barris por dia em 25 de agosto. Após uma ampliação de capacidade, em concordância com os órgãos reguladores e as entidades ambientais, alcançou pico de 190 mil barris por dia em 3 de setembro.

Também em Mero, o Sepetiba chegou a um pico diário de 212 mil barris em setembro, acima da capacidade de processamento de óleo originalmente projetada, de 180 mil barris por dia. As plataformas do campo produziram, juntas, média de 760 mil barris de petróleo por dia no trimestre.

Em Búzios, o Almirante Tamandaré registrou média de 263 mil barris por dia em julho. Esse recorde é mensal: não corresponde à média de todo o trimestre nem a uma medição instantânea. Segundo a companhia, a eficiência operacional dos ativos alcançou sua melhor marca desde o quarto trimestre de 2018.

Produção própria e operada medem volumes diferentes

O recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia corresponde à produção própria da Petrobras. Já a produção total operada, que inclui também a parcela dos parceiros nos campos operados pela companhia, alcançou 5,082 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

A distinção evita atribuir à Petrobras todo o petróleo e gás extraído de um campo compartilhado. Operar a estrutura significa conduzir a atividade, mas não necessariamente ser dona de toda a produção. Por isso, os dois indicadores aparecem separados no relatório.

Há ainda a produção comercial, que desconta o gás reinjetado nos reservatórios e não comercializado. Essa medida ficou em 3,097 milhões de barris de óleo equivalente por dia, avanço de 5,8% sobre o trimestre anterior.

O crescimento também não foi uniforme entre as áreas. No pré-sal, onde os reservatórios ficam abaixo da camada de sal, a produção de óleo foi de 2,454 milhões de barris por dia, alta trimestral de 6,7%. No pós-sal profundo e ultraprofundо, caiu 4,2%, para 341 mil barris por dia, com mais perdas por manutenção na Bacia de Campos e declínio natural de campos maduros.

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Vendas internas cresceram, mas o refino produziu menos

As vendas de derivados no Brasil chegaram a 1,854 milhão de barris por dia, maior volume desde o terceiro trimestre de 2021. O diesel liderou o avanço: as vendas cresceram 14,4% sobre o trimestre anterior, para 849 mil barris por dia.

Segundo a Petrobras, o plantio da safra de verão e a maior atividade industrial ampliaram o consumo de diesel. As vendas de querosene de aviação, combustível usado em aeronaves, aumentaram 9,9%, favorecidas pela demanda das férias escolares de julho e pela base de comparação menor do trimestre anterior.

A produção de derivados seguiu outra direção. Ficou em 1,873 milhão de barris por dia, queda trimestral de 2,3%, refletindo paradas programadas de manutenção na RPBC. Ainda assim, o diesel bateu recorde trimestral de produção, com 769 mil barris por dia.

O fator de utilização total das refinarias, indicador que compara a carga processada com uma carga de referência, foi de 99%. Produção e vendas não precisam caminhar juntas no mesmo trimestre: a comercialização também envolve importações e movimentação de estoques, e não apenas o combustível que acaba de sair das refinarias.

Exportações recordes vieram com importações maiores

As exportações de petróleo e derivados alcançaram 1,251 milhão de barris por dia, alta de 1,7% frente ao segundo trimestre. O recorde foi impulsionado pelos derivados, principalmente pelo óleo combustível. As exportações de petróleo, isoladamente, recuaram 0,9%, para 987 mil barris por dia.

A Petrobras informou que cargas de petróleo equivalentes a 140 mil barris por dia ficaram em andamento ao final do trimestre, com expectativa de realização no quarto trimestre de 2026. Isso ajuda a explicar por que embarques elevados não aparecem necessariamente como exportações concluídas no mesmo período.

Ao mesmo tempo, as importações cresceram 114,1%, para 333 mil barris por dia. A companhia relacionou o aumento a maiores compras de petróleo e à demanda sazonal por derivados, especialmente diesel e combustível de aviação. Com isso, o saldo líquido exportado — exportações menos importações — caiu 14,6%, para 918 mil barris por dia.

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Emissões totais e emissões por barril tiveram trajetórias distintas

As emissões operacionais das atividades de óleo e gás somaram 37,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente nos primeiros nove meses de 2026. Essa unidade coloca diferentes gases de efeito estufa em uma base comum. No mesmo período de 2025, foram 35 milhões de toneladas.

Segundo a Petrobras, o aumento refletiu a maior produção de óleo e gás, a entrada de novas unidades e o processamento adicional nas refinarias. Esse indicador não inclui as emissões da atuação no mercado de geração termelétrica.

Já as emissões por barril de óleo equivalente produzido na exploração e produção caíram para 14,1 quilos, ante 14,7 quilos em 2025. Os resultados mostram medidas diferentes: emitir menos por unidade produzida não impede que o total emitido aumente quando a atividade cresce.

O que muda para o acionista

O relatório mostra como a Petrobras ampliou sua produção e colocou volumes no mercado, mas não permite transformar o recorde operacional diretamente em lucro ou dividendos. O resultado financeiro também depende de preços de venda, custos e despesas, entre outros fatores. Os dados operacionais apresentados não foram auditados pelo auditor independente.

Na expansão da produção, o próximo marco informado envolve a P-80 e a P-82. As unidades deixaram o estaleiro em 30 de setembro e 18 de outubro, respectivamente, rumo a Búzios. Cada uma tem capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.

A operação de ambas está prevista para 2027. Trata-se de uma etapa futura: a capacidade dessas plataformas não integra a produção realizada no terceiro trimestre de 2026.

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Perguntas frequentes

Quanto a Petrobras produziu no terceiro trimestre?

A produção própria média foi de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre de 2026. O volume ficou 11,7% acima do mesmo trimestre de 2025 e 5,3% acima do segundo trimestre de 2026.

Esse número inclui só petróleo?

Não, ele reúne petróleo, líquidos de gás natural e gás natural. O barril de óleo equivalente permite somar esses produtos em uma mesma base energética.

Por que a produção operada é maior que a própria?

Porque a produção operada inclui a participação dos parceiros nos campos que a Petrobras opera. No trimestre, esse volume foi de 5,082 milhões de barris de óleo equivalente por dia, enquanto a produção própria ficou em 3,512 milhões.

O recorde de produção significa mais dividendos?

Não é possível concluir isso apenas com os volumes produzidos. O relatório apresenta o desempenho operacional, e o resultado financeiro também depende de preços, custos e despesas.

Quando a P-80 e a P-82 devem começar a operar?

A Petrobras prevê a entrada em operação das duas plataformas em 2027, no campo de Búzios. Cada unidade tem capacidade nominal de produção de 225 mil barris de petróleo por dia.

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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