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Raia Drogasil tem lucro ajustado de R$ 439,1 milhões no 3T26, alta de 9,2%

Raia Drogasil eleva lucro ajustado em 9,2% no 3T26. Entenda o crescimento das vendas, o efeito da 4Bio e a queda na geração de caixa.

Raia Drogasil tem lucro ajustado de R$ 439,1 milhões no 3T26, alta de 9,2%

A Raia Drogasil (RADL3), que usa a marca corporativa RD Saúde, registrou lucro líquido ajustado de R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 9,2% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita bruta avançou 16,0%, para R$ 13,2 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre caiu para R$ 160,2 milhões.

Última cotação de RADL3 na B3: R$ 15,44 (+3,90% no dia) em 04/11/2026 (fonte: Brapi).

Resumo rápido

A RD Saúde ampliou as vendas, ganhou participação de mercado e encerrou o trimestre com 3.770 farmácias. O lucro ajustado cresceu 9,2% na comparação consolidada e 20,1% quando a 4Bio é retirada da base. A geração de caixa diminuiu, com maior consumo de recursos pelo ciclo operacional e aumento dos investimentos.

Principais pontos

  • A receita bruta somou R$ 13,2 bilhões, com incremento de R$ 1,8 bilhão sobre o terceiro trimestre de 2025.
  • A rede abriu 92 farmácias e encerrou nove unidades no trimestre, chegando a 3.770 lojas.
  • As vendas digitais atingiram R$ 3,8 bilhões, alta de 27,2%, e representaram 29,4% das vendas do varejo.
  • O EBITDA ajustado alcançou R$ 1.023,7 milhões, crescimento de 14,7%, com margem de 7,8%.
  • O fluxo de caixa livre foi de R$ 160,2 milhões, ante R$ 615,6 milhões um ano antes.
  • A dívida líquida ajustada terminou o período em R$ 2.942,7 milhões, equivalente a 0,8 vez o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses.

Vendas crescem nas lojas existentes e na rede em expansão

O aumento da receita não dependeu apenas de novas farmácias. As vendas nas mesmas lojas, indicador que compara unidades presentes nos dois períodos e reduz o efeito das inaugurações, cresceram 10,1%. Nas lojas maduras, já em estágio mais estabelecido de operação, a expansão foi de 8,4%.

Segundo a apresentação, o avanço das lojas maduras ficou 5,6 pontos percentuais acima do reajuste anual da CMED, órgão que regula os preços dos medicamentos. Essa comparação separa parte do efeito do reajuste autorizado, mas não deve ser lida como uma medida isolada do volume de produtos vendidos.

A expansão física também continuou. Foram 333 aberturas nos últimos 12 meses, e a companhia reiterou sua projeção de 330 a 350 inaugurações brutas em 2026. A meta considera aberturas antes de descontar encerramentos e representa uma expectativa da administração, não um resultado já concluído.

A participação nacional de mercado chegou a 19,1%, ante 18,0% no terceiro trimestre de 2025. O levantamento da IQVIA citado pela empresa aponta ganhos em todas as regiões. Em São Paulo, a participação passou de 31,9% para 33,0%; no Nordeste, de 12,9% para 14,2%.

Digital avança no ano, mas perde espaço frente ao trimestre anterior

As vendas digitais cresceram 27,2% na comparação anual, para R$ 3,8 bilhões. Sua participação nas vendas do varejo passou de 26,7% para 29,4%. Os aplicativos concentraram 83% da receita digital do trimestre, e os canais próprios responderam por 95% desse faturamento.

A comparação com o trimestre imediatamente anterior mostra outra direção: a receita digital havia sido de R$ 3.938 milhões no segundo trimestre e ficou em R$ 3.838 milhões no terceiro. A participação no varejo também recuou, de 31,0% para 29,4%. Portanto, o crescimento anual conviveu com redução sequencial.

A operação digital permanece ligada às lojas físicas. A retirada respondeu por 66% da receita digital, mostrando que uma compra feita pelo aplicativo não significa necessariamente uma entrega em casa. Essa integração permite que o cliente use canais diferentes na mesma compra.

A apresentação cita uma nova política comercial unificada entre canais para medicamentos da classe GLP-1 e associa essa mudança à relevância das farmácias físicas. O documento não detalha suas condições comerciais.

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Resultado operacional aumenta, mas margem fica abaixo da receita

O lucro bruto, valor que resta da receita após o custo das mercadorias, alcançou R$ 3.795,6 milhões. A margem bruta ficou em 28,8%, expansão de 0,1 ponto percentual. Segundo a companhia, a Stix, a redução de perdas de estoque e os ganhos comerciais ajudaram esse indicador.

As despesas de vendas somaram R$ 2.429,0 milhões e consumiram 18,5% da receita bruta, contra 18,2% um ano antes. Já as despesas gerais e administrativas chegaram a R$ 342,9 milhões, mantendo participação de 2,6% da receita.

O EBITDA ajustado, resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com os ajustes adotados pela companhia, cresceu 14,7%, para R$ 1.023,7 milhões. Sua margem caiu de 7,9% para 7,8%: o resultado operacional aumentou em reais, mas avançou um pouco menos que a receita.

Esse indicador ajuda a comparar a operação antes de despesas financeiras e outros efeitos contábeis. Ele não equivale ao dinheiro que sobra no caixa, pois não desconta, por exemplo, os investimentos e os recursos necessários para financiar estoques e recebimentos.

Saída da 4Bio muda a leitura do crescimento do lucro

As despesas financeiras ajustadas recuaram de R$ 210,9 milhões para R$ 174,9 milhões. A companhia atribui a redução à menor Selic, taxa básica de juros, ao ajuste a valor presente, que considera o efeito dos prazos nos valores contabilizados, e à venda da 4Bio.

Com isso, o lucro ajustado antes do Imposto de Renda avançou 31,0%, para R$ 547,6 milhões. A alíquota efetiva, parcela desse resultado absorvida pelo imposto, subiu de 17,0% para 19,8%. O imposto ajustado ficou em R$ 108,5 milhões, ante R$ 71,1 milhões.

A comparação do lucro líquido exige separar as bases. O resultado consolidado de R$ 402,0 milhões no terceiro trimestre de 2025 incluía operações descontinuadas da 4Bio. Sem essa operação, o lucro daquele período era de R$ 346,8 milhões.

Por isso, os R$ 439,1 milhões atuais representam alta de 9,2% na comparação consolidada e de 20,1% sem a 4Bio. A margem líquida consolidada caiu de 3,5% para 3,3%, enquanto a comparação sem a operação descontinuada mostra expansão de 0,1 ponto percentual.

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Caixa livre cai com capital de giro e investimentos

O fluxo de caixa operacional recuou de R$ 982,7 milhões para R$ 578,5 milhões. Na conciliação apresentada, a linha do ciclo de caixa passou de contribuição positiva de R$ 123,5 milhões para consumo de R$ 394,8 milhões. Ela reflete recursos ligados ao funcionamento do negócio, como estoques, pagamentos e recebimentos.

Os investimentos aumentaram de R$ 367,1 milhões para R$ 418,3 milhões. Depois desse desembolso, o fluxo de caixa livre — dinheiro gerado pela operação menos os investimentos — ficou em R$ 160,2 milhões, abaixo dos R$ 615,6 milhões registrados um ano antes.

A geração total, após as demais entradas e saídas e os efeitos da 4Bio, foi de R$ 56,8 milhões. A dívida líquida ajustada terminou em R$ 2.942,7 milhões, contra R$ 3.476,7 milhões no terceiro trimestre de 2025. A relação entre dívida e EBITDA caiu de 1,1 vez para 0,8 vez.

O que muda para o acionista

O trimestre reúne crescimento das vendas e do lucro com menor conversão da operação em caixa livre. Para quem tem RADL3, são dimensões diferentes do resultado: vender mais e lucrar mais não significa que o dinheiro disponível depois dos investimentos aumentou no mesmo período.

A empresa manteve a projeção de inaugurações para 2026 e marcou o RD Saúde Day para 7 de dezembro, em seu campus em São Paulo. Esse é o próximo evento institucional indicado na apresentação, que também descreve ganhos de escala e participação de mercado como bases da estratégia de crescimento.

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Perguntas frequentes

Quanto a Raia Drogasil lucrou no terceiro trimestre?

O lucro líquido ajustado foi de R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre de 2026. O valor cresceu 9,2% em relação ao resultado consolidado do mesmo período de 2025.

Por que o crescimento do lucro muda quando a 4Bio fica de fora?

Porque o resultado de 2025 incluía uma contribuição da operação descontinuada da 4Bio. Ao retirar essa operação da base de comparação, o crescimento do lucro ajustado passa de 9,2% para 20,1%.

A empresa gerou mais dinheiro no caixa?

Não na comparação anual do fluxo de caixa livre, que caiu de R$ 615,6 milhões para R$ 160,2 milhões. O fluxo operacional diminuiu e os investimentos aumentaram no período.

Quantas farmácias a empresa tem?

A companhia encerrou o trimestre com 3.770 farmácias em operação. Foram 92 aberturas e nove encerramentos no período, e a projeção mantida para 2026 é de 330 a 350 aberturas brutas.

As vendas pelo aplicativo e pela internet cresceram?

Sim, as vendas digitais cresceram 27,2% sobre o terceiro trimestre de 2025 e chegaram a R$ 3,8 bilhões. Esses canais representaram 29,4% das vendas do varejo, mas ficaram abaixo dos 31,0% do trimestre anterior.

Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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