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Ibovespa sobe 1,55% a 174.577 na quinta alta seguida

O índice subiu contra dois ventos fortes: a Braskem derretendo e as petroleiras caindo com o petróleo em baixa.

Ibovespa sobe 1,55% a 174.577 na quinta alta seguida
Foto: Rafael Minguet Delgado / Pexels

O Ibovespa fechou terça-feira (25) em alta de 1,55%, aos 174.576,80 pontos — a quinta alta consecutiva e o melhor nível em semanas. Bancos e Vale puxaram, o dólar caiu, e o índice conseguiu subir apesar de a Braskem despencar 13% e das petroleiras recuarem com o petróleo em baixa.

Resumo rápido

O Ibovespa avançou 1,55% em 25 de agosto de 2026, aos 174.576,80 pontos, na quinta alta consecutiva. A máxima do dia foi 174.785 pontos e a mínima, 171.179. O movimento foi sustentado pelas ações de bancos e pela Vale, enquanto Braskem caiu 13,11% e as petroleiras recuaram com a queda do petróleo. A PTAX do dólar fechou a R$ 5,1490.

Principais pontos
  • O índice subiu 1,55% aos 174.576,80 pontos, na quinta alta consecutiva.
  • A máxima do dia foi 174.785 pontos e a mínima, 171.179.
  • Banco do Brasil subiu 5,22%, Bradesco 3,13%, Itaú 1,83% e Vale 2,04%.
  • Braskem despencou 13,11%, a R$ 4,11, com o impasse nas negociações com credores.
  • A PTAX de venda fechou a R$ 5,1490, menor nível desde 11 de agosto.

Cinco sessões de alta e uma reversão completa

A sequência agora impressiona. O índice vinha de 171.906,72 pontos na segunda, e antes disso de 1,84% na sexta, 0,06% na quinta e 0,90% na quarta. Somando terça, são cinco sessões consecutivas no azul.

O contraste com a primeira metade do mês é o dado mais eloquente: o Ibovespa emendou 11 quedas seguidas até 18 de agosto, chegando a 166.335 pontos. De lá para 174.577, a recuperação é de aproximadamente 4,9% em cinco sessões. Foi uma virada de humor rápida.

Bancos e Vale fizeram o trabalho

A força veio dos dois blocos de maior peso da carteira. O Banco do Brasil saltou 5,22%, a R$ 19,57 — o maior movimento entre os grandes bancos. O Bradesco subiu 3,13%, a R$ 16,78, o Itaú 1,83%, a R$ 39,44, e a B3 avançou 1,94%, a R$ 15,75.

A Vale ganhou 2,04%, a R$ 78,70, mantendo o embalo do anúncio de estímulo à demanda interna na China. Como bancos e mineração respondem por fatia grande do índice, a combinação explica praticamente todo o 1,55% — detalhada em bancos e Vale puxam o índice.

O índice subiu contra dois ventos fortes

O mérito da sessão está no que ela superou. A Braskem despencou 13,11%, a R$ 4,11, depois de divulgar os documentos das negociações com credores e revelar impasse na reestruturação de US$ 10,9 bilhões.

E as petroleiras caíram com o Brent recuando para perto de US$ 89: Petrobras PN cedeu 1,80%, a R$ 41,35, e PRIO recuou 1,20%, a R$ 60,88. Um índice que sobe 1,55% com sua maior petroleira caindo e uma petroquímica derretendo mostra amplitude real de compra.

Ativo Variação em 25/08 Preço
Oncoclínicas (ONCO3) +15,13% R$ 1,75
Magazine Luiza (MGLU3) +9,13% R$ 4,54
Cosan (CSAN3) +7,14% R$ 3,75
Banco do Brasil (BBAS3) +5,22% R$ 19,57
Bradesco (BBDC4) +3,13% R$ 16,78
Vale (VALE3) +2,04% R$ 78,70
Itaú (ITUB4) +1,83% R$ 39,44
Petrobras (PETR4) −1,80% R$ 41,35
Usiminas (USIM5) −2,11% R$ 6,97
Casas Bahia (BHIA3) −4,88% R$ 0,39
Braskem (BRKM5) −13,11% R$ 4,11

Os papéis de evento societário seguiram voando

A Oncoclínicas subiu outros 15,13%, a R$ 1,75, depois dos 32,17% da segunda — um acumulado de cerca de 52% em duas sessões, na expectativa de decisão sobre oferta pública de aquisição na CVM.

O Magazine Luiza avançou 9,13%, a R$ 4,54, e a Cosan 7,14%, a R$ 3,75. São três papéis de alta volatilidade, muito castigados no ano, subindo forte em dias de apetite por risco — padrão que costuma indicar recomposição de posições vendidas mais do que reavaliação de fundamento.

O câmbio reforçou o movimento

O dólar caiu junto. A PTAX de venda fechou a R$ 5,1490, contra R$ 5,1512 na segunda, e a cotação à vista recuou para cerca de R$ 5,14. É o menor nível de PTAX desde 11 de agosto, quando marcou R$ 5,1285.

No acumulado de 2026, a moeda americana cai cerca de 5,3%, partindo de R$ 5,4372 no primeiro dia útil do ano. Bolsa subindo com dólar caindo pela quinta sessão seguida é a assinatura de entrada consistente de fluxo estrangeiro — reversão do que se viu na primeira metade de agosto. A taxa atualizada fica em dólar hoje.

O que ainda separa o índice do topo

Apesar da sequência, há distância a percorrer. O Ibovespa segue cerca de 12,4% abaixo da máxima de 52 semanas, de 199.355 pontos. E vale a aritmética que costuma passar batido: para voltar ao topo, o índice precisa subir aproximadamente 14,2% — mais do que a queda que o trouxe até aqui, como explica quanto falta para a máxima.

Há também um contraponto vindo da economia real, divulgado na mesma terça: a confiança do consumidor caiu ao menor nível desde novembro de 2022, na quarta queda mensal consecutiva. Bolsa em alta e consumidor em retração é uma combinação que não se sustenta indefinidamente.

O que isso significa para o investidor

A leitura mais útil é sobre a natureza da alta. Cinco sessões positivas com dólar caindo indicam fluxo estrangeiro, e fluxo estrangeiro em bolsa emergente responde principalmente a juro externo — não a fundamento brasileiro. É reversível na mesma velocidade com que apareceu.

A semana ainda tem eventos de peso: o IPCA-15 de agosto sai nesta quarta às 12h, o desemprego na quinta, e na sexta vêm IGP-M, Caged, o índice PCE americano e o discurso do presidente do Federal Reserve em Jackson Hole. Com a Selic em 14% ao ano e o Copom em 15 e 16 de setembro, quem está em pós-fixado atravessa a semana sem sobressalto — e cinco altas seguidas não são razão para aumentar risco. Vale conferir a alocação no teste de perfil de investidor.

Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. Cotações se referem ao fechamento de 25 de agosto de 2026 e variam ao longo do dia.

Perguntas frequentes


Quanto o Ibovespa fechou em 25 de agosto de 2026?

O índice subiu 1,55%, aos 174.576,80 pontos, na quinta alta consecutiva. A máxima do dia foi 174.785 pontos e a mínima, 171.179.


O que puxou a alta do Ibovespa?

Bancos e Vale, os dois blocos de maior peso da carteira. Banco do Brasil subiu 5,22%, Bradesco 3,13%, Itaú 1,83% e Vale 2,04%. A combinação explica praticamente todo o ganho do índice.


Como o índice subiu com a Braskem caindo 13%?

Por amplitude de compra. A Braskem recuou 13,11% com o impasse nas negociações com credores e as petroleiras caíram com o petróleo em baixa, mas o peso de bancos e mineração no índice mais que compensou essas perdas.


Quanto fechou o dólar em 25 de agosto?

A PTAX de venda ficou em R$ 5,1490, contra R$ 5,1512 na segunda — menor nível desde 11 de agosto. A cotação à vista recuou para cerca de R$ 5,14, e no ano o dólar cai aproximadamente 5,3%.


O Ibovespa já recuperou as perdas?

Não. Mesmo com cinco altas seguidas, o índice está cerca de 12,4% abaixo da máxima de 52 semanas, de 199.355 pontos, e precisaria subir aproximadamente 14,2% para voltar ao topo.


Ativos citados nesta matéria

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RD

Redação Arena do Dinheiro

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As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional e não constituem recomendação ou oferta de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos.


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